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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sabugueiro


Nome comum
Sabugueiro

Nome científico
Sambucus nigra

Distribuição
Norte e centro de Portugal Continental.

Descrição geral
Arbusto ou pequena árvore até 10 m. De copa arredondada, muito densa, com ramos providos de medula abundante, branca. Folhas compostas, com 3-7 segmentos ovado-lanceolados e serrados. Flores brancas ou amareladas, muito cheirosas. Fruto negro. Floração: Março-Junho.

Habitat
Margens de rios, sebes, berma de caminhos em áreas húmidas.

Curiosidades
Planta medicinal.

Autor Fotografia
Márcia Moreno

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Nome Popular: Sabugueiro, sabugueirinho, elder tree (Inglês),

Principais Substâncias: Vitamina P, sambunigrina, Canferol, Quercetina, ácido linoleico.

Nome Cientifico: Sambucus nigra

Características: Grande arbusto cultivado em diversas regiões do Brasil, de folhas ovais e muito aromática. Flores pequenas, brancas ou amareladas, fruto globoso de cor rósea-escura, com três caroços.

Utilidades: Depurativo do sangue, diurético. Usado como purgante e no combate á febre, sarampo, ácido úrico, adenite, albuminuria, angina, artritismo, ascite, catapora, erispela, escarlatina, fúrunculo, gota, gripe, íngua, nevralgia, pneumonia, pus, queimaduras, resfriado, reumatismo, rubéola, tinha, varíola.

Forma de Uso: Chás, inalação, tinturas.

Fotos:

Pilriteiro

Nome comum
Pilriteiro

Nome científico
Crataegus monogyna

Distribuição
Todo o país.

Descrição geral
É um arbusto ou pequena árvore que pode alcançar os 10 m de altura. Tem um tronco simples ou muito ramificado desde a base, formando uma copa muito variável, As folhas são compridas obovadas, com 3 a 7 lobos, apresentando uma tonalidade verde-escura brilhante na página superior, sendo claras e baças na página inferior. As flores são brancas róseas reunidas em corimbos e os frutos são globosos ou ovóides de cor vermelha, brilhantes ou de cor castanho avermelhados. Floração de Abril a Maio.

Habitat
É comum encontrá-lo junto de matagais, sebes, bosques e solos calcários.

Curiosidades
A flor do pilriteiro é utilizada, em tisana (chá), como regulador do ritmo cardíaco. Também possui propriedades sedativas e constitui um medicamento muito eficaz contra a angústia e a irritabilidade. A madeira é muito dura.

Autor Fotografia
Naturlink


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Pilriteiro

Crataegus monogyna Jacq.
Crataegus oxyacantha L.

Nomes comuns:
Abronceiro; Branca-espinha; Cambrulheiro; Escambrulheiro; Espinha-branca; Cambroeira; Combroeiro; Escalheiro; Escrambrulheiro; Espinha-branca; Espinheiro-alvar; Espinheiro-branco; Espinheiro-ordinário; Estrapoeiro; Estrepeiro; Pilriteiro; Pirliteiro; Pilrito (fruto); Pilrete (fruto)

É uma planta celebrada por poetas e romancistas sob os mais diversos nomes. Estes arbustos, que podem atingir uma idade de 500 anos, são ainda, apesar dos seus espinhos e da dureza da sua madeira, o símbolo da delicadeza e da mais subtil beleza. Era da sua madeira, dura como o ferro, que outrora se faziam os cepos para os suplícios. Os seus frutos – os pilritos - foram alimento para os homens da Pré-História, como o comprovam os vestígios de caroços encontrados nas ruínas de cidades lacustres. Recentemente, médicos americanos puseram em evidência a sua poderosa acção cardíaca. Este género botânico possui várias espécies, todas próprias das regiões temperadas, que apresentam um lenho muito duro e são de crescimento lento.
O PILRITEIRO encontra-se por toda a Europa, quer em moitas, quer na orla dos bosques, até mesmo em encostas declivosas; este arbusto também é usado para fazer sebes, dado que suporta bem a poda, sendo muito decorativo quando em floração ou frutificação, com os seus característicos pilritos. Dão alimento e são lugar de refúgio para numerosos insectos e aves, pelo que é de toda a conveniência proteger esta espécie no seu habitat natural, ou usá-la em parques públicos e, até, nos nossos jardins particulares.
Para o seu cultivo devem semear-se as sementes maduras ao ar livre, no fim do Inverno, ou início da Primavera, ou plantar os arbustos pequenos desde o Outono até ao começo da Primavera. Para fazer uma sebe, plantar os arbustos espaçados 30 ou 40 cm. A poda deverá ser feita entre o Verão e a Primavera.
Como a madeira é rija e compacta é boa para cabos de ferramentas e alfaias agrícolas, sendo o carvão de pilriteiro de muito boa qualidade.

Dos PILRITOS também se pode fazer licor. Já o adquiri num restaurante, na Aldeia de Santo António, em pleno Parque da Serra de Aire e Candeeiros, restaurante que também vende produtos artesanais, feitos por habitantes daquelas aldeias serranas.

Para uma informação de carácter científico minucioso, recomendo uma visita ao sítio
Flora Digital de Portugal - Jardim Botânico da UTAD:

http://aguiar.hvr.utad.pt/pt/herbario/cons_reg_esp2.asp?especie=Crataegus+monogyna&ID=1639

*
Do livro de Zélia Sakai, «Guia Ecológico das PLANTAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS», edição Círculo de Leitores, 2000, transcrevo na íntegra, com os devidos agradecimentos, o seu texto sobre o PILRITEIRO, por integrar diversas vertentes acerca desta espécie botânica (pp. 98 e 99):

“O pilriteiro é um arbusto espinhoso tanto mais belo quanto mais avançada for a sua idade. Floresce geralmente no mês de Maio. As minúsculas flores brancas são formadas por 5 pétalas. Os frutos, de um vermelho vivo, adquirem a maturação no final do Outono. Distinguem-se duas fases de maturação dos frutos. A primeira pelo Verão de São Martinho. O suave calor do Verão tardio vai-lhes acentuando a cor vermelho-viva. A segunda fase dá-se em Dezembro e é considerada a maturidade doce. Na verdade os frutos são muito saborosos. A sua cor vermelho-viva alcança então a plenitude com a influência benéfica da lua cheia, que incide com maior intensidade sobre a Terra nesta época do ano. O seu valor nutritivo e curativo atinge, nesta fase, os níveis mais elevados, como se pode confirmar pelo aumento de vitalidade e do efeito cardiotónico.
Sabe-se que o espinheiro-alvar é apreciado desde a Antiguidade. Foram encontrados caroços de pilriteiro conjuntamente com utensílios feitos de madeira dos seus fortes caules, em grutas habitadas pelos povos primitivos. Diz-se que Pitágoras, filósofo grego do séc. VI a.C., louvava os seus efeitos benéficos sobre as fraquezas do coração causadas pelas doenças de sangue ou por ardentes paixões. Nos estudos hipocráticos aparecem referências aos efeitos preventivos e curativos desta planta contra várias doenças, nomeadamente as relacionadas com o sistema circulatório.

Colheita: As folhas verdes podem colher-se durante todo o ano, com excepção da época de floração. Os frutos colhem-se bem maduros e de preferência no final da tarde. Em seguida colocam-se num cesto protegidos da luz e de eventuais contaminações.

Conservação: As folhas mantêm a cor e a vitalidade cerca de 5 dias. Os frutos maduros são muito sensíveis e, passados 2 ou 3 dias depois de colhidos, começam a perder o tom vermelho-vivo acabando por escurecer, sinal de oxidação. Neste caso têm de se inutilizar porque podem provocar intoxicações. Devem tomar-se após a colheita para um melhor aproveitamento das suas vitudes intrínsecas.

Forma de utilização: Folhas verdes em infusão.
Frutos no estado natural.

Indicações: A infusão proporciona principalmente os efeitos purificante, vitamínico, febrífugo e diurético. Pode tomar-se após o almoço, o que facilita o processo digestivo e evita a astenia. Os frutos maduros proporcionam, em especial, os efeitos purificador, cardiotónico, antioxidante, antiescorbútico, antipernicioso, béquico, galactogogo e revigorante. Recomendo 5 frutos diariamente durante 5 dias consecutivos e em seguida acrescenta-se mais um fruto cada dia, durante 3 semanas. Depois vai-se diminuindo gradualmente. Repete-se este tratamento várias vezes enquanto houver frutos maduros e saudáveis. Para optimizar o efeito deste tratamento, toma-se também a tisana de 2 a 3 vezes por semana durante 3 meses no mínimo.

Estes frutos vermelhos e deliciosos constituem parte de celebração do solstício de Inverno da Casa da Paz. Nesta época em que se dá o retorno da energia acumulada no interior da terra durante o Outono e em que se começa a manifestar na semente que germinou, nas novas folhas que despontam, na luminosidade intensa graças à ascensão da energia, necessitamos de estímulos que só frutos naturais nos podem proporcionar para acompanhar com saúde e alegria a mudança do ano velho para o ano novo.”

Obs.: A autora vive no interior da Serra de Monchique, na sua Casa da Paz,
onde desenvolve os seus estudos sobre plantas e um desinteressado
trabalho de educação ambiental.

Bibliografia:

«Medicina Vegetal – Teoria e Prática conforme a Naturopatia», Dr. José Lyon de Castro, Publicações Europa-América, Lisboa, 1981.
«Segredos e virtudes das plantas medicinais», ed. Selecções do Reader’s Digest, Lisboa, 1983.
«O Grande livro da PLANTAS ÚTEIS», Lesley Bremness, ed. Verbo, Lisboa,
1989.
«História Natural de Portugal e da Europa», Michael Chinery, ed. Verbo, Lisboa, 1990.
«Arbustos Silvestres e de Jardim», Bruno P. Kremer, Círculo de Leitores, Lisboa,1998.
«Mini-Enciclopédia das Medicinas Naturais – Resumo histórico dos remédios da avozinha»», Georges Millanvoye, Círculo de leitores,Lisboa 1990.
«Guia Ecológico das Plantas Aromáticas e Medicinais», Zélia Sakai, Círculo de Leitores, Lisboa, 2000.

Apresentação.jpg
Foto:Augusto Mota
Vidoeiro



Nome comum
Vidoeiro

Nome científico
Betula celtiberica

Distribuição
A espécie é espontânea nas serras do NW, Montesinho e Serra da Estrela.

Descrição geral
O vidoeiro ou bétula é uma árvore até 25 m de altura, com ritodoma branco, destacando-se em anéis. Folhas ovadas a triangulares. Floração: Abril-Maio.

Habitat
Margens dos cursos de água e solos húmidos de altitude.

Curiosidades
Vive até cerca dos 100 anos.

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Plantas Aromáticas e Medicinais - Bétula - Vidoeiro, folha

Designação: Betula pubescens

Apresentação: celofonanes de 50 grs

Modo de usar: Infusão

Indicações de Uso: Depurativo,diurético (inflamações cutâneas, reumatismo, gota, calculoses, cólicas renais e edemas).

Precauções: Não tem.

Pinheiro manso

Nome comum
Pinheiro manso

Nome científico
Pinus pinea

Distribuição
É uma espécie mediterrânica, espontânea em Portugal Continental, ocupando a franja litoral em terrenos arenosos.

Descrição geral
O pinheiro-manso é uma espécie monóica, de folhas aciculares persistentes cuja copa caracteristicamente arredondada ou semi-esférica, está fortemente enraizada na nossa memória, já que caracteriza muitas zonas do nosso país. É uma árvore que pode atingir 30m de altura com um tronco direito e robusto. As agulhas (folhas aciculares) que surgem em pares numa bainha basal, têm 10-20 cm de comprimento e 1.5-2 mm de largura, são ligeiramente arqueadas, persistindo na árvores cerca de dois anos. As pinhas são grandes, sésseis, quase esféricas, com 8-15 x 7-10 cm, castanho-claras na maturação, que ocorre três anos após a fertilização dos óvulos. Na base de cada escama, desenvolvem-se 1 ou 2 sementes (os famosos pinhões) com cerca de 2 cm.

Habitat
O Pinheiro Manso é uma árvore que tem preferência por solos frescos, profundos e arenosos, adaptando-se mesmo a areais marítimos e dunas. Prefere solos ligeiramente ácidos mas adapta-se a solos calcários se não forem muito argilosos. Prefere boa luminosidade e temperaturas quentes, não suportando geadas fortes e/ou continuadas. É comum encontrá-lo entre o nível do mar e os 1000 metros de altitude.

Curiosidades
As naus que dobraram o Cabo da Boa Esperança tiveram na sua construção Pinheiros Mansos de Alcácer do Sal, tendo o próprio Bartolomeu Dias escolhido as árvores nesta região.
Medronheiro

Nome comum
Medronheiro

Nome científico
Arbutus unedo

Distribuição
Península Ibérica.

Descrição geral
O medronheiro é um arbusto ou pequena árvore de folha persistente (existem folhas na sua copa durante todo o ano). Esta árvore pode atingir os 8 a 10 m de altura, embora nos tenham informado que normalmente não passa dos 5 metros. O medronheiro possui ramos erectos e copa arredondada, dotada de um tronco coberto por uma casca castanha ou vermelha, fissurada que se desprende nas árvores já mais antigas. As suas folhas são muito parecidas com as do loureiro e medem entre 4 a 11 cm de comprimento. As folhas, elípticas, apresentam uma cor cinzento - esverdeadas, não dentadas, de margens serradas, são brilhantes e enceradas. A parte superior da folha é mais escura e a inferior mais pálida. As flores são brancas com toques cor de rosa, são flores pequenas que surgem no Outono em cachos pendentes de até 20 flores, entre os frutos do ano anterior. Os frutos são uma baga redonda e verrugosa com aproximadamente 3 cm de diâmetro. Os seus frutos surgem nos raminhos verdes dando cor à árvore, uma vez que nascem amarelos e progressivamente vão tornando-se vermelhos.

Habitat
Desenvolve-se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos.

Curiosidades
O fruto é comestível e com ele pode-se preparar uma aguardente de excelente qualidade (aguardente de medronho).

Autor Fotografia
Naturlink


Flor e fruto do medronheiro
Flor e fruto do medronheiro


Medronheiro

Nome cientifico: Arbutus unedo

Características do medronheiro:
O medronheiro é um arbusto ou pequena árvore de folha persistente (existem folhas na sua copa durante todo o ano). Esta árvore pode atingir os 8 a 10 m de altura, embora nos tenham informado que normalmente não passa dos 5 metros. O medronheiro possui ramos erectos e copa arredondada, dotada de um tronco coberto por uma casca castanha ou vermelha, fissurada que se desprende nas árvores já mais antigas.

As suas folhas são muito parecidas com as do loureiro e medem entre 4 a 11 cm de comprimento. As folhas, elípticas, apresentam uma cor cinzento - esverdeadas, não dentadas, de margens serradas, são brilhantes e enceradas. A parte superior da folha é mais escura e a inferior mais pálida.
As flores são brancas com toques cor de rosa, são flores pequenas que surgem no Outono em cachos pendentes de até 20 flores, entre os frutos do ano anterior.

Os frutos são uma baga redonda e verrugosa com aproximadamente 3 cm de diâmetro. medronheiro.jpg (15798 bytes) Os seus frutos surgem nos raminhos verdes dando cor à árvore, uma vez que nascem amarelos e progressivamente vão tornando-se vermelhos.
O Medronheiro desenvolve - se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos, da Península Ibérica à Turquia.
Os frutos, bagas vermelhas comestíveis são utilizadas para fazer licores, aguardentes e conservas.
Em Portugal cultiva - se como árvore de fruto e como árvore ornamental, já que quando está carregadinha de frutos e flores é uma árvore muito bonita.


Utilizações:

O fruto é comestível e com ele pode-se preparar uma aguardente de excelente qualidade (aguardente de medronho). As folhas são usadas na medicina popular pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas. As folhas e a casca são muito ricas em taninos e eram usadas para curtir peles. A sua madeira é apreciada para fabricar carvão vegetal.
O medronheiro é uma espécie relativamente comum aqui perto da nossa escola.
Esta espécie aparece, normalmente, com porte arbustivo, podendo no entanto, com a idade e quando as condições ecológicas são favoráveis, aparecer como pequena árvore.
Na Escola Nossa Senhora da Luz, em Arronches, existem pequenos medronheiros que com a sua beleza enfeitam e dão cor a toda a escola.

Atenção: Os medronhos são também famosos pela capacidade de provocar embriaguez e dor de cabeça a quem consome muitos, uma vez que quando maduros, possuem uma certa quantidade de álcool.

Curiosidades:

Aguardente do Medronho:

medronho.jpg (9343 bytes)A aguardente de medronho (medronheira) é produzida a partir dos frutos com o mesmo nome (medronho) que se cultivam nas serranias do Algarve. Pode dizer-se que é uma bebida regional. No entanto também se produz noutras zonas do país, embora em menos quantidade.

A produção

A fruta é fermentada em tanques de madeira ou barro. Actualmente a fermentação também se faz em depósitos de cimento, mas só em destilarias de significativa dimensão. A fermentação é natural e dura entre trinta a sessenta dias. Os tanques devem ser cobertos com frutos esmagados para evitar o contacto com o ar. É necessário adicionar uma parte de água para cinco partes de fruta. Depois de fermentado o produto deve ser guardado durante sessenta dias e bem protegido do ar. Hoje em dia existem destilarias semi-industriais. No entanto, a melhor aguardente é aquela que é produzida por destilação descontínua (fogo directo).
Uma boa aguardente de medronho é transparente, com o cheiro e o gosto da fruta.
Nas montanhas, uma boa aguardente deve ter 50º.
No entanto a sua comercialização faz-se entre os 40º e 50º.

Envelhecimento

A qualidade da aguardente aumenta quando esta é amadurecida/envelhecida em barris durante oito anos. Este período de envelhecimento não deverá ser prolongado por mais tempo pois não terá qualquer efeito na qualidade da aguardente.
O medronho bebe-se, normalmente, com o café. Os puristas consideram que deve ser bebido à temperatura ambiente, embora algumas pessoas prefiram bebê-lo frio.
O famoso licor algarvio Brandymel é feito com medronho.

Uma lenda...

HISTÓRIA DO PEDIDO QUE O DIABO FEZ A DEUS

O Diabo julgava-se inteligente e andava sempre à espreita para ver se apanhava alguém distraído para pregar as suas partidas.
Um dia ele, pensando que Deus estivesse distraído, fez o seguinte pedido:
- Ó Senhor, vós que possuis tantas árvores oferecei-me duas, o medronheiro e a laranjeira.
O Senhor disse-lhe:
- Pede as árvores quando não tiver flor nem fruto.
Mas a laranjeira e o medronheiro têm sempre flor ou fruto, se calhar até as duas coisas ao mesmo tempo. Por causa disso, o Diabo nunca mais pode voltar a falar nessas duas árvores.

Trabalho realizado pelos meninos da Escola do 1º Ciclo de Hortas de Cima

Sobreiro

Nome comum
Sobreiro

Nome científico
Quercus suber

Distribuição
Sul da Europa e Norte de África. Existe em todo o nosso país, espontaneamente, semeado ou plantado. Nos dois últimos casos forma povoamentos denominados montados, onde os sobreiros existem quase sempre em consociação com uma cultura agrícola ou uma pastagem.

Descrição geral
Árvore de porte médio, com uma copa ampla, com uma altura média de 15 - 20 m. Pode atingir, em casos extremos, os 25 m de altura. O tronco tem uma casca espessa e suberosa, vulgarmente designada por cortiça. As folhas são persistentes, de cor verde-escura, brilhantes nas faces superiores e acinzentadas nas inferiores. Têm uma forma oval, com margem inteira ou ligeiramente serrada ou dentada; e têm indumento. O fruto do sobreiro é a glande, que tem uma forma oval-oblonga e um pedúnculo curto.

Habitat
É chamada uma "árvore de sombra", é muito resistente ao ensombramento, crescendo melhor debaixo de árvores adultas. Prefere climas com amplitudes térmicas suaves, humidade atmosférica e insolação elevadas. Suporta bem todos os tipos de solos excepto os calcários.

Curiosidades
O sobreiro era chamado de suber pelos romanos, foi daí que veio a sua denominação científica em latim.
As sua principal utilização é a produção de cortiça, o único produto do qual Portugal é o primeiro produtor mundial.
Carvalho-alvarinho

Nome comum
Carvalho-alvarinho

Nome científico
Quercus robur

Distribuição
Comum em toda a Europa, Norte de África e Ásia Ocidental. Em Portugal é espontâneo, sobretudo no Norte litoral.

Descrição geral
É uma árvore de folha caduca, com um porte majestoso e uma copa ampla, com uma altura que pode ultrapassar os 40 m. O tronco tem um porte recto e uma casca muito espessa. As folhas são grandes, simples e alternas, de cor verde intensa, com as nervuras bem salientes na página inferior. A sua forma é obovada e têm um pecíolo muito curto. As flores masculinas são amentilhos verde-amarelados, com 10 estames, cada um estando envolvidos por 5 a 7 sépalas. As flores femininas são de 1 a 5 e estão cobertas por uma camada escamosa de cor pardo-avermelhada. O fruto é uma glande ovóide, envolvida apenas na base por uma cúpula escamosa e apoiado num longo pedúnculo.

Habitat
O Carvalho-roble desenvolve-se desde o nível do mar até aos 1000 m de altitude. Tem preferência por solos frescos e profundos. É uma espécie pouco tolerante aos solos calcários. Prefere climas húmidos, oceânicos, onde se sinta pouco a secura estival. Por outro lado, tem alguma resistência ao frio.

Curiosidades
O nome eleito por Lineu para esta espécie – robur – era o termo utilizado para designação de madeiras de grande dureza e solidez, bem como para características humanas, como a força do carácter. A madeira do carvalho roble é muito dura, de grão fino e com anéis de crescimento muito bem demarcados. É bastante pesada e muito resistente à putrefacção, pelo que é recomendada para usos que envolvam água. Historicamente, tem tido usos tão diversos como elemento estrutural de edifícios, mobiliário e construção de frotas de pesca e de guerra. A sua utilização mais comum talvez seja a construção de tonéis para envelhecimento do vinho.
O seu período de vida pode ser muito longo, chegando mesmo ao milhar de anos.

Autor Fotografia
Naturlink

Fonte (textos)
Naturlink

Ulmeiro

Nome comum
Ulmeiro

Nome científico
Ulmus minor

Distribuição
Nativo da Península Ibérica.

Descrição geral
São árvores de grande porte, alcançando os 30 metros de altura. Possuem folhas alternas, denteadas, plissadas, com a base inequilátera. Folhas com 30-90 mm de comprimento por 20-40 mm de largura, sem pelos e com 7-12 pares de nervuras laterais. Floração: Fevereiro-Março. As flores são diminutas, arranjadas em glomérulos axiais, que dão origem a frutos secos e alados.

Habitat
Margens de rios, caminhos, sebes.

Curiosidades
A sua madeira é utilizada para vários fins, principalmente para o fabrico de móveis, pequenas obras de marcenaria e pela indústria naval.
Salgueiro-branco

Nome comum
Salgueiro-branco

Nome científico
Salix alba

Distribuição
Europa.

Descrição geral
Altura: 6 a 25 metros. Casca gretada quando velha, ramos erectos, flexíveis, ramos jovens com pêlos finos. Tronco acinzentado e fendido. Folhas: 5-12 cm de comprimento por 1-2,5 cm de largura, com pecíolo curto, lanceoladas, acuminadas, acetinadas, prateadas na página inferior, de bordas inteiros ou serrados. Floração: Março-Abril. Flores: amarelas ou esverdeadas, dióicas, com amentilhos erectos, sedosos; masculina: 2 estames e uma glândula nectarífera; feminina: um pistolo, protegidas por uma escama celheada caduca.

Habitat
Margens de cursos de água de baixa a média energia, sem carácter torrencial.

Curiosidades
A casca do tronco pode ser usada para produção de aspirina; é aliás do nome latino do salgueiro, Salix, que deriva o nome do ácido acetilsalicílico.
Borrazeira Branca




Nome comum
Borrazeira-branca

Nome científico
Salix salvifolia

Distribuição
Península Ibérica.

Descrição geral
Distingue-se das outras espécies salvifolia por apresentar as folhas 5-10 vezes mais compridas do que largas e 10-20 pares de nervuras laterais. Floração: Março-Abril.

Habitat
Margens de cursos de água de média e elevada energia.

Curiosidades
O nome de Salix parece proceder do celta e quereria dizer: próximo da água.

Freixo

Nome comum
Freixo

Nome científico
Fraxinus angustifolia

Distribuição
Todo o país.

Descrição geral
Árvore caducifólia até 25 m, de ritodoma conzento e fendido. 5-13 folíolos com 30-100 mm de comprimento x 8-30 mm de largura. Folíolos com tantos dentes quantas as nervuras secundárias. As flores não têm cálice nem corola, sendo pouco vistosas e verdes, e dispõem-se em cachos pendentes, que surgem antes do aparecimento das folhas. Os frutos são sâmaras – pequenas sementes envolvidas por uma pele semelhante a uma folha em forma de asa que favorece o arrastamento pelo vento. Floração: Fevereiro-Março.

Habitat
Margens de cursos de água, planícies aluviais e carvalhais.

Curiosidades
A madeira de freixo é de muito boa qualidade por ser elástica e dura; sendo usada em mobiliário, utensílios de madeira, escadas, etc. As suas folhas por vezes são, e foram, usadas como alimento para o gado. Popularmente, as folhas e as sementes são usadas para curar a gota e reumatismo, e a casca para combater a febre e auxiliar a cicatrização de feridas.

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Freixo

O freixo cultivado pertence, como a oliveira, o lilás, o jasmineiro, o alfenheiro e o aderno, à família das Oleáceas, que é constituída por mais 400 espécies. É uma bela árvore dos climas europeus, devido ao seu tronco esbelto, à sua casca branda e acinzentada, aos seus ramos frágeis e à sua folhagem graciosa. As folhas são características, isto é, dividem-se num numero ímpar de folíolos não peciolados, e surgem tardiamente, no mês de Junho, muito depois das flores. É necessário colhê-las jovens, ainda recobertas pelo revestimento ligeiramente aderente e açucarado, e retirar o pecíolo antes de as secar; com as folhas prepara-se um chá considerado uma verdadeira bebida de rejuvenescimento. A casca e as sementes do freixo são adstringentes e febrífugas. Outrora, atribuía-se à sua madeira, aplicada sobre as mordeduras de serpente, o poder de evitar o envenenamento. Esta madeira flexível e resistente serviu durante muito tempo de matéria-prima para o fabrico de esquis; actualmente, é ainda muito utilizada em trabalhos de marcenaria.

Família: Oleáceas.

Componentes: heterósidos, açúcares, resina, ácido málico, vitaminas C e P, tanino, sais minerais e pigmentos.

Propriedades: adstringente, diurético, laxativo, sudorífico, tónico.

Uso Tradicional: celulite, colesterol, dor, envelhecimento, gota, hálito, litíase, nevralgia, reumatismo, ureia.



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Freixo da espécie Fraxinus excelsior, com 46 metros de altura em Le Roeulx, Bélgica

Freixo da espécie Fraxinus ornus

O freixo, fresno em castelhano, ash em inglês, frêne em francês, frassino em italiano, Esche em alemão, melía em grego, é uma árvore do gênero Fraxinus, da família das Oleáceas, à qual também pertence a oliveira. Nos EUA, também se chama ash a árvores dos gêneros Zanthoxylum e Sorbus.

É uma árvore de solos frescos e profundos, de porte médio, que pode atingir 25 a 40 metros de altura e viver até 250 anos. A casca tem sulcos profundos, verticais e é castanha-escura acinzentada. As folhas são verdes. As flores, que não têm cálice nem corola, são em cachos, pendentes, e surgem antes do aparecimento das folhas.

A espécie Fraxinus excelsior é encontrado em latitudes temperadas da Europa, das Ilhas Britânicas à Rússia, em altitudes de até 1.500 metros, exceto no centro-sul da Península Ibérica e no extremo sul da Grécia e Itália. Outras espécies são encontradas na região mediterrânea da Europa, Ásia Menor e norte da África, inclusive Fraxinus angustifolia (o mais comum na Península Ibérica e África do Norte) e Fraxinus ornus (o mais comum na Grécia). Outras espécies são encontradas na América do Norte e nas regiões temperadas da Ásia.

Historia e usos

A madeira de freixo é dura, densa e flexível. Em países onde ela é comum, é muito usada como lenha, pois arde relativamente bem mesmo quando está verde. Devido à alta flexibilidade e resistência a partir-se, foi usada tradicionalmente para cabos de ferramentas, raquetes de tênis e tacos de bilhar e sinuca. É também usada em instrumentos musicais,principalmente guitarras elétricas e revestimento de móveis de escritório. Seu uso histórica e simbolicamente mais importante foi, porém, em armas de haste, das lanças dos hoplitas gregos aos piques da Idade Moderna.
Tanto em grego quanto em inglês antigo, "freixo" e "lança" são designados pela mesma palavra.

As folhas podem ser utilizadas em forma de chá, com muito bom gosto ao paladar e que é usado como diurético, contra a gota e o reumatismo e no combate a obstipação e o colesterol. Da casca, diz-se que combate a febre e auxilia a cicatrização de feridas. As folhas são também usadas como forragem para o gado, principalmente na África do Norte.

Muitas espécies de freixos segregam uma seiva açucarada que os gregos chamavam de méli, "mel", assim como ao mel de abelhas. Ambos os tipos de mel eram considerados pelos gregos como manifestação da ambrosia dos deuses, caída dos céus. A espécie de freixo mais comum nas montanhas da Grécia, Fraxinus ornus, é conhecida em inglês como manna-ash, "freixo do maná". Possivelmente, a fermentação desse "mel" com água foi usada pelos nórdicos para produzir uma variedade de hidromel, o "hidromel da inspiração".

O freixo americano (Fraxinus pennsylvanica) é muito usado na arborização de ruas nos Estados Unidos. O córtice interior do também norte-americano freixo azul (Fraxinus quadrangulata) tem sido usado como fonte de um corante azul. Os córtices das espécies chinesas Fraxinus rhynchophylla (Ku li bai la shu), Fraxinus chinensis (Bai la shu), Fraxinus szaboana (Jian ye bai la shu) e Fraxinus stylosa (su zhu bai la shu) são usadas na medicina tradicional chinesa para diarréia, disenteria e corrimentos vaginais. São também usados para olhos vermelhos, inchados ou doloridos. A dosagem usual é 6-12 gramas.

Mitos e Simbolismo

Acreditava-se que o freixo põe em fuga as serpentes. Exerceria sobre elas uma espécie de poder mágico, de tal modo que se uma serpente tiver de escolher entre passar pelos ramos de um freixo ou pelo fogo de uma fogueira, escolhe a fogueira. Plínio e Dioscórides aludem a essas particularidades, acrescentando que "uma infusão de freixo misturada ao vinho tem grande eficácia como contraveneno". Em razão disso, na heráldica medieval o freixo era usado como símbolo de amizade fiel, visto expulsar as "serpentes" e, por extensão as traições, sortilégios e malefícios. Acreditava-se também que um círculo de cinzas de freixo mantinha as serpentes afastadas.

Diz-se também que o freixo atrai as cantáridas, coleópteros que, feitos em pó, eram usados como afrodisíacos. Em razão disso, às vezes também se atribuia aos freixos essa característica.

Segundo uma superstição da França, pode-se curar uma criança raquítica ou com hérnia fazendo-a passar três vezes, antes do sol nascer, através de um freixo rachado ao comprido. Em Cheshire, Inglaterra, acredita-se que o freixo cura raquitismo e verrugas.

Depois da fome causada pela praga da batata na Irlanda, de 1846 à 1851, os emigrantes que partiam de navio para a América procuravam levar, como talismã contra o afogamento, um raminho freixo sagrado de Creevno. Por outro lado, os irlandeses também acreditavam que a sombra do freixo prejudicava as plantações.


Mitologia grega

Entre os gregos, ao tempo de Hesíodo, o freixo era um símbolo de firme solidez. No famoso mitodas raças, foi o freixo que engendrou "a raça de bronze, muito diferente da raça de prata, terrível e poderosa". O freixo, de cuja madeira se faziam as hastes das lanças, designa também a própria lança. As ninfas dos freixos, as melíades, tinham características próprias e pertenciam a uma categoria bem distinta das demais ninfas das árvores, as dríades e hamadríades.


Mitologia nórdica


Yggdrasil, de Oluf Olufsen Bagge (1847)

Nas tradições escandinavas, o primeiro homem, Ask, foi feito de um freixo, assim como a primeira mulher, Embla, foi feita de um olmo. O freixo é símbolo de imortalidade e de relacionamento entre os três níveis do universo. Um poema escandinavo o descreve assim:

Essa árvore sabiamente construída que mergulha suas raízes nas profundezas da terra...
Eu sei que existe um freixo que se chama Yggdrasil
O cimo da árvore se banha no alvacento vapor d'água
De que provém as gotas de orvalho que vão cair no vale
Ele se ergue, eternamente verde, acima da fonte de Urd.

É o gigante, deus da fecundidade:

Yggdrasil estremece,
O freixo ereto,
Geme o velho tronco,
E o gigante se liberta;
Todos remem
nos caminhos do inferno...

Para os povos germânicos, o freixo Yggdrasil é a árvore do mundo. O universo se desenvolve à sombra da sua galhada, inumeráveis são os animais que nela habitam, e todos os seres derivam dela. Está sempre verdejate, pois tira sua força, sempre viva e renascente, da fonte de Urd ("Destino"). O freixo vive dessa água e faz viver o universo. A fonte é guardada por uma das Nornas, que são as donas do destino.

O freixo enterra suas três principais raízes, uma na fonte de Urd; outra no país dos gelos, Niflheim, para alcançar a fonte Hvergelmir, origem das águas que correm em todos os rios do mundo; a terceira no país dos Jötnar (Gigantes), onde canta a fonte da sabedoria, Mimir. Os deuses germânicos se congregam aos pés de Yggdrasil, como os deuses gregos no cimo do Olimpo, para distribuir justiça. Por ocasião dos grandes cataclismos cósmicos, em que un universo se aniquila e cede lugar a outro, Yggdrasil permanece imóvel, de pé, invencível. Nem as chamas, nem os gelos, nem as trevas o abalam. Serve de refúgio aos que tendo escapado aos desastres, vão repovoar a Terra. É o símbolo da perenidade da vida, que nada pode destruir.


Folclore báltico

Nas repúblicas bálticas, "freixo" se diz do homem néscio ou abobalhado, porque a árvore é considerada cega. Não sabe quando chega a primavera e fica desnuda por mais tempo do que as demais. Depois, no outono, temeroso de parecer outra vez ridículo, o freixo livra-se de todas as suas folhas de um só golpe e antes de todas as outras árvores.

Folclore islâmico

Na Grande Cabília, o freixo (taslent) é símbolo da fecundidade. É a árvore da mulher por excelência, que ela tem e escalar para cortar as folhas necessárias à alimentação dos bois e das vacas. É do freixo que se supendem certos amuletos, especialmente aqueles que fazem bater o coração dos homens.

Primeira árvore da criação, é, no entanto, apenas a segunda por sua utilidade. Vem depois da oliveira. Mas esse freixo forrageiro não é de todo tranqüilizador. Como tudo que encerra poderes mágicos, infunde temor. Se um homem planta um freixo, perderá um parente do sexo masculino, ou sua mulher dará à luz natimortos. Tudo o que é fecundidade e vida é, também por via de compensação, um risco, o de perda da vida e da fecundidade.


Choupo-negro

Nome comum
Choupo-negro

Nome científico
Populus nigra

Distribuição
Nativa do Sul, Centro e Este da Europa, frequentemente plantada e naturalizada em outras regiões.

Descrição geral
Árvore de grande porte. Altura: 20 a 30 metros. Tronco castanho e rugoso. Folhas dentadas, ovado-romboidais, verde-escuras por cima e verde claras por baixo. Flores: amentilhos masculinos de 5 cm, cinzentos primeiro, por fim carmins. Amentilhos femininos esverdeados, 6-7 cm em flor.

Habitat
Planícies, solos húmidos.

Curiosidades
Pode viver 300 anos.

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Amieiro

Nome comum
Amieiro

Nome científico
Alnus glutinosa

Distribuição
Quase toda a Europa, Ásia e noroeste de África.

Descrição geral
Árvore caducifólica de 17 a 20 m de altura, copa regular, arredondada. Ramos perpendiculares ao tronco. Folhas redondas de 4-10 cm de largura, cor verde escura, lustrosas. Amentilhos masculinos cilíndricos. Amentilhos femininos erectos, subcilíndricos, de cor verde, de 1-2 cm de comprimento. Infructescencias com aspecto de pinhas.

Habitat
Ocorre nas principais linhas de água. Altitude: desde o nível do mar até os 1.300 m. Solo: ácido ou neutro. Precipitação: necessita de humidade permanente (solos encharcados, raízes dentro de linhas de água). Temperatura: desde 40 ºC no Verão até os -30 ºC no Inverno.

Curiosidades
Aproveitamento: para lenha.

Etimologia: Alnus, nome clássico do Amieiro. Glutinosa, do latim glutinosus-a-um, pegajoso (relativo às folhas e raminhos).

Autor Fotografia
desconhecido


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Amieiro

Amieiro

A Alnus glutinosa, em português: Amieiro, é uma árvore também conhecida por Alder que cresce em regiões de clica temperado húmido. Na América, é encontrada, principalmente na região sul dos Andes, mais especificamente no Chile. Em território nacional, o Amieiro pode ser encontrado em quase todos os locais com prevalência na região norte e centro do país.

A sua madeira é caracterizada pela sua baixa densidade e resistência à água. Esta é muito utilizada na construção de corpos de guitarras sólidas, dadas as suas características acústicas. Esta árvore tem como característica sonora o facto de produzir um som mais aveludado com grave bastante profundo. Possui um timbre característico mais agudo, alta velocidade de propagação do som e boa estabilidade.

O Amieiro é uma árvore que pode, até mesmo, atingir uma altura máxima por volta dos 35 metros, em que a sua idade, raramente, ultrapasse os 120 anos de existência. As suas folhas são, fisicamente, redondas e em forma de ovo, com desde 4 a 10 centímetros de comprimento e desde 5 a 8 pares de nervuras, que se dispõem lateralmente. Os seus frutos são uma espécie de pinha, com um comprimento compreendido entre 1 e 2 centímetros. Os Amieiros formam simbioses, ou seja, relações de benefício mútuo com os actinomicetos, que podem captar o azoto existente no ar.

As excrescências bolbosas das raízes são os lugares em que se produzem mais simbioses, que podem alcançar o tamanho de um punho humano. Então, o solo que está situado sob os Amieiros é rico em azoto. Por exemplo, em Trás-os-Montes são muito comuns nas margens dos rios.

Embora não tão chamativos como as mangnólias ou as amendoeiras, também os Amieiros, que encontramos juntos aos cursos de água, florescem no Inverno, quando estão despidos de folhas. Daí se pode concluir que estava árvore não é de folha permanente, sendo, portanto, de folha caduca.

À semelhança do que acontece com árvores como os carvalhos, os castanheiros, os salgueiros e as bétulas, as flores do Amieiro têm funções especializadas, podendo ser masculinas ou femininas, desconsiderando-se a hipótese de esta árvore ser hermafrodita aquando do processo de reprodução. As primeiras dispõem-se em longos cachos pendentes, cujo nome é amentilhos, que parecem candeias penduradas nos galhos nus das árvores. As segundas formam pequenos botões de um vermelho aveludado. Quando os amentilhos tiverem libertado, por completo, todo o seu pólen, dá-se por concluída a sua missão e desprendem-se da árvore. As inflorescências femininas, por sua vez, permanecem nos ramos depois da ocorrência da fecundação, transformando-se em pequenas “pinhas” lenhosas que contêm as sementes.

Esta árvore constitui um importante suporte para algumas construções. Por exemplo, nos suportes do Rialto em Veneza, é utilizada a madeira deste tipo de árvore, bem como em alguns edifícios em Amsterdão. Até mesmo algum do imobiliário é construído com a madeira desta árvore, macia, pouco densa e resistente à água.Até mesmo para queimar peixe defumado, ou seja, cru e seco, a madeira do Amieiro é importante.

Estão, então, aqui, patentes algumas das principais utilizações desta árvore, bem como as suas mais importantes características.

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Alnus glutinosa (L.) Gaertn. - AMIEIRO

Nome científico: Alnus glutinosa (L.) Gaertn.

Família: Betulaceae.

Sinônimos botânicos: Alnus alnus (L.) Britt., Alnus rotundifolia, Alnus vulgaris Hill, Betula alnus.

Outros nomes populares: amieiro erle (alemão), aliso, alno e humero (espanhol), aune (francês), alder-tree, black alder, common alder, english alder, european alder e owler (inglês), alno (italiano).

Constituintes químicos: taninos (20%), ácidos graxos (palmítico, esteárico), glucosídeos flavônicos tipo hiperosídeo, emodina (corante), flobafenos, taraxerol, taraxerona, lupeol, fitoesteróides: beta-sitosterol.

Propriedades medicinais: adstringente (antidiarréico, hemostático local), analgésico local, antipirético, catártica, colerético, descongestionante, emética, febrífuga, hemostática, mucilaginosa, tônico amargo.

Indicações: chagas, contrações musculares, diarréia, disfunção hepatobiliar, estomatite, febre, ferida, garganta (faringite, tonsilite), hemorróida, leucorréia, inflamações osteoarticulares, mialgias, parodontopatia, úlceras cutâneas, vulvovaginite.

Parte utilizada: casca do tronco e dos ramos, folhas, raiz.

Contra-indicações/cuidados: obstrução das vias biliares, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome de intestino irritável, colite ulcerosa, hepatopatia, epilepsia, doença de Parkinson e outras doenças neurológicas, tratamentos com alcalóides ou sais de ferro (que são neutralizados pelos taninos).
Levar em conta também o teor alcoólico da fórmula (extrato, tintura) no caso de grávidas, lactantes e crianças menores de 2 anos.
Os taninos podem causar irritação da mucosa gástrica.

Modo de usar:
Como emético usar a casca fresca, pois ela provoca vômito. Para todos os outros fins usar a casca seca.
Uso externo: estomatite, parodontopatia, faringite, vulvovaginite, feridas, ulcerações cutâneas, inflamações osteoarticulares, mialgias, contrações musculares;
- casca pulverizada e folhas: tônica;
- decocção da raiz: gargarejo para inflamações na boca, garganta dolorida, faringite;
- decocção da casca em vinagre para lavagem externa: piolho, problemas de pele (sarna, crostas), reumatismo, inflamações, queimaduras, pés doloridos, hidropisia, cobreiro, impetigo, prurite; cataplasma para inchações de todos os tipos que incluem glândulas aumentadas, escrófula, limpar dentes, firmar gengivas;
- decocção de uma colher de sopa de casca ou folhas em 200 ml de água. Para uso interno, beber até 400 ml por dia, dividido em várias doses pequenas;
- decocção para uso interno: 20 g de casca e folhas por litro de água, ferver 5 minutos e tomar 100 ml 2 a 3 vezes por dia;
- decocção para uso externo: 20 g de casca por litro de água, fervir 5 minutos e aplicar em forma de compressas, lavagens, colutórios, gargarejos;
- decocção de 30 g de casca em um litro de água. Ferver por 10 minutos. Para lavagem de hemorróidas, feridas, chagas e úlceras. Depois de morno, filtrar e realizar lavagens freqüentes, a fim de eliminar as inflamações e as dores conseqüentes;
- decocção para gargarejos de 20 g de casca em meio litro de água. Deixar amornar, coá-lo e adoçá-lo com mel, utilizando-o para fazer gargarejos: garganta (faringite, tosse);
- infusão de uma colher de sopa de folhas esmagadas para 250 ml água fervente. Deixe esfriar 1/2 hora;
- infusão para irrigações de 50 g de casca de amieiro a um litro de água fervente, deixando até ficar morno. Filtrá-lo e empregá-lo para fazer irrigação vaginal. Repetir a operação duas vezes ao dia: leucorréia;
- tintura: a dose é de 1/2 a 1 colher de sopa ao dia;
- pó: dose é de 0,5 a 0,7 g ao dia;
- as folhas podem ser usadas escaldadas, aplicando-as sobre as articulações afetadas: analgésico local;
- os ramos com folhas podem ser usados como mosquicida.

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