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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cambucá

Nome Científico: Plinia edulis (Berg) Nied.
Família Botânica: Myrtaceae
Nome Popular: cambucá, cambucazeiro, cambucá-verdadeiro.

Cambucá

Características Gerais

Seus frutos são comestíveis e muito saborosos para o consumo "in natura" e são procurados por várias espécies de pássaros, podendo ser empregados em reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.

Fonte: www.todafruta.com.br

Calamondim

Calamondin

Nome científico

Citrus madurensis Lour

Família

Rutaceae

Origem e dispersão

Nativo na China. Distribuído na Ásia e outros países.

Clima e solo

É subtropical, mais resistente ao frio que os limões e limas ácidas.

Propagação

Pode ser propagado por enxertia e há variedades comerciais, inclusive uma ornamental, com folhas variegadas.

Variedades

Há diversos tipos, embora pouco importantes.

Utilização

Os usos mais comuns dos frutos de calamondin, além do ornamental, podem ser os mesmos dos limões e limas ácidas, ou seja, em temperos, refrigerantes, geléias, sorvetes e outros. A casca também pode ser utilizada para se fazer doce. Possui propriedades medicinais, desodorante e como xampu. É usado ainda como porta-enxerto do Kunquat.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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Calamondin

Nome científico

Citrus madurensis Lour

Família

Rutaceae

Origem e dispersão

Nativo na China. Distribuído na Ásia e outros países.

Clima e solo

É subtropical, mais resistente ao frio que os limões e limas ácidas.

Propagação

Pode ser propagado por enxertia e há variedades comerciais, inclusive uma ornamental, com folhas variegadas.

Variedades

Há diversos tipos, embora pouco importantes.

Utilização

Os usos mais comuns dos frutos de calamondin, além do ornamental, podem ser os mesmos dos limões e limas ácidas, ou seja, em temperos, refrigerantes, geléias, sorvetes e outros. A casca também pode ser utilizada para se fazer doce. Possui propriedades medicinais, desodorante e como xampu. É usado ainda como porta-enxerto do Kunquat.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Calabura

Calabura

A calabura,pelo seu rápido crescimento e intensidade de frutificação, despertou grande interesse, ao setor de Manejo de Fauna e Áreas Silvestres, como uma espécie de enriquecimento da flora.

A calabura ou pau-seda, espécie originária das Antilhas e com frutos apreciados pelos pássaros e peixes, foi introduzida no Brasil pelo I.A.C. – Instituto Agronômico de Campinas, em 1962, a partir do Egito.

Sabe-se também que cada fruto, com 1,6 cm de diâmetro, pode conter, em média, 4.450 sementes e que um grama de sementes limpas e secas contém aproximadamente 44.500 unidades.

A calabura apresenta-se como uma ótima opção para os plantios de enriquecimento ou mistos com as essências florestais, visando a proteção à fauna.

Tanto a propagação por estaquia como por sementes são alternativas que permitem a produção de mudas e conseqüentemente plantio em maior escala.

As mudas produzidas, tanto por semeadura como por estacas, foram plantadas na Estação Experimental de Recursos Naturais Renováveis – Anhembi – SP., em consorciação
com a peroba rosa (Aspidosperma polyneuron).

Essa experimentação tem como objetivo principal verificar o sombreamento das plantas de peroba rosa à diferentes níveis de sombreamento proporcionados pela calabura.

Dezoito meses após o plantio, pode-se verificar o excelente desenvolvimento tanto das mudas de calabura como da peroba.

Vale salientar que as plantas de peroba, circundadas por várias plantas de calabura, apresentam um maior crescimento em relação aos plantios homogêneos de peroba.

A presença de diferentes espécies de pássaros nutrindo-se dos frutos de calabura,nesta idade, reflete o potencial desta espécie nos programas de manejo de fauna e áreas
silvestres.

A madeira apresenta baixa densidade, própria para a fabricação de pequenos tonéis ou caixotes, réguas, caixas e engradados de embalagens de frutos. Essas características credenciam a espécie para ser utilizada em futuros programas de reflorestamento (Corrêa,
1978 e Joly, 1998).

Fonte: www.tropicalflora.com.br

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Calabura

Nome científico

Muntingia calabura L.

Família

Tiliaceae.

Origem e dispersão

Nativa do México à Colômbia. Foi introduzida no Brasil pelo Instituto Agronômico, há mais de 30 anos. Adaptou-se muito bem em São Paulo.

Clima e solo

Adapta-se em climas tropicais e subtropicais e prefere solos leves.

Propagação

Propagada por sementes, entra em produção aos 2 ou 3 anos.

Utilização

Os usos do fruto, além do consumo ao natural, podem ser para a confecção de geléia. A planta, por crescer rapidamente, pode ser usada como ornamental, ou para quebra-vento.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Caimito

Caimito

Caimito

Árvore de 12 a 15 m de altura. Quando cortada ou retirada as folhas, flores ou frutos, produz uma substância leitosa (árvore latescente). Folhas alternas, pecioladas, elíptico-oblongas, de ápice obtuso ou agudo, agudas na base, bordo inteiro, pilosa na face inferior, com pêlos dourados definindo uma coloração que pode variar do marrom ao dourado, de fácil reconhecimento, bem nítidos. Flores com corola tubulosa, numerosas nas axilas das folhas, apresentando pedicelo recoberto por lanugem brancacenta. Fruto baga globosa, roxa, azul ou esverdeada, de 5 a 10 cm de diâmetro, polpa branca, às vezes rósea gelatinosa, contendo 4 sementes pardas ou pretas.

OBSERVAÇÕES ECOLÓGICAS E OCORRÊNCIA

Espécie originária das Antilhas.

USOS MAIS FREQUENTES

Polpa do fruto muito agradável, gelatinosa e doce, muito usada para doces e ao natural.

Flor: Fevereiro a maio
Fruto: Maio a setembro

Fonte: www.esalq.usp.br

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Nome científico: Chrysophyllum cainito
Família: Sapotáceas
Nome comum: caimito, abiu-roxo
Origem: América Central e Antilhas

Caimito

Descrição e característica da planta

Planta perene de clima quente. Árvore – com 10 a 18 metros de altura e exsuda látex nos ferimentos. Folhas – inteiras, ovais, verde-escuras, lisas e brilhantes na face superior, pálido-esbranquiçado e com pêlos, na inferior. Flores – brancas ou amareladas, isoladas, emitidas em agrupamentos, em forma de tufos, na axila das folhas com os ramos. Frutos – globosos, tipo baga (fruto com polpa suculenta e contém sementes), casca fina, lisa, de cor verde ou roxa, polpa carnosa e pegajosa devido ao látex e com 6 a 10 sementes por fruto.

A propagação é feita principalmente por sementes. A alporquia é um método de propagação vegetativa recomendada. É uma técnica usada para enraizar ramos com diâmetro de 1,5 a 2,5 centímetros, na própria planta que já esteja frutificando, pela retirada de um anel da casca. Depois se cobre o local com musgo úmido ou terra úmida e protege-os com um plástico para não secar.

A adição de um hormônio de enraizamento, o ácido indol butílico, no local do corte, favorece o enraizamento. A formação de raízes ocorre no período de 40 a 60 dias. Ao constatar a emissão de raízes, apalpando-se o local, deve-se cortar o ramo logo abaixo, retirar o plástico, plantar num substrato rico em matéria orgânica e manter em local que propicie bom desenvolvimento. Em geral, as plantas propagadas por alporquia têm menor longevidade em relação a outros métodos de propagação.

Produção e produtividade

A frutificação ocorre de julho a dezembro.

Utilidade

Os frutos são consumidos ao natural e na forma de sucos, geléias e compostas.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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Chrysophyllum caimito L

Partes Usadas: Folhas, frutos e cascas.
Família: Sapotáceas

Caimito

Características

Árvore de 10 a 20 m de altura, de copa espalhada. Seu fruto é uma baga arredondada ou elipsoidal, de 5 a 10 cm de diâmetro, branco-esverdeado ou purpúreo-escuro. No Brasil é encontrado nas regiões mais quentes dos estados do Norte, Nordeste e Sudeste.

Dicas de Cultivo

Desenvolve-se bem em locais de clima quente e úmido, com boa distribuição de chuvas e com solos profundos e drenados. Sua propagação pode ser por sementes, as quais demoram 6 semanas para germinar. Propaga-se, também, por encostia ou alporquia.

Outros Nomes

Abiu-do-Pará, camiquié, caimiteiro. Port.: cinito, ciniti, cniquié; Esp.: caimito [morado], caimo maduraverde, teta de burra; Fr.: caimitier, caimite; Ing.: caimito, star-apple.

Princípios ativos

A polpa dos frutos contém 15g de glicosídeos por 100 g de parte comestível, 2g de lipídios e 1g de protídeos. É também encontrados sais minerais e pequenas e vitaminas A, B, e C, em pequena quantidade.

Propriedades

Seus frutos são adstringentes e servem para diarréias. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto tem efeito balsâmico e febrifugo, e são utilizados contra bronquite e resfriados.

Indicações

Frutos: podem ser comidos à vontade. Decocção da casca e folhas à razão de 30-50 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 xícaras quentes por dia.

Fonte: www.cantoverde.org

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Caimito

Um fruto saboroso e medicinal, refrescante e de um sabor muito agradável, provavelmente originário da América tropical, provavelmente das Antilhas. É encontrado nas zonas tropicais do México e América Central. No Brasil é encontrado nos estados do Norte, Nordeste e Sudeste, em locais de clima quente e úmido, com boa distribuição de chuvas e com solos profundos e bem drenados.

Em Portugal é conhecido como cainito, ciniti, caninquié; na Espanha caimito [morado], caimo maduraverde, teta de burra; na França caimitier, caimite e na Inglaterra como caimito, star-apple. No Brasil é também conhecido como abiu-do-Pará.

O Caimito é uma bela árvore da família das Sapotaceae, família botânica composta por 600 espécies de árvores tropicais e com frutos em baga. Essa árvore pode atingir os 15 m de altura, frequentemente cultivada como ornamental, por seu belo aspecto. As folhas tem uma penugem sedosa e de cor dourada, na página superior.

O fruto é redondo de uns 10 cm de diâmetro, com pele púrpura ou verd fruto do caimitoe claro e polpa gelatinosa de sabor doce e aromático, que lembra o da pêra.

A polpa dos frutos contém glicídeos, lipídeos, protídeos, além de sais minerais e pequenas quantidades de vitaminas A, B e C. As folhas são usadas como cicatrizantes de feridas. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo, pelo que se utilizam contra a bronquite e resfriados. É também adstringente e febrífugo.

Fonte: saudepelasplantas.blogspot.com

Café

Nome popular: cafeeiro
Nome científico: Coffea arabica L
Família botânica: Rubiaceae
Origem: África

Café

"E eu sinto o gosto, o aroma,o sangue quente de São Paulonesta pequena noite líquida e cheirosaque é a minha xícara de café." MARTIM CERERÊ Cassiano Ricardo

Características da planta

Arbusto de até 4 m de altura, caule reto de casca cinzenta e rugosa. Copa cônica com ramos laterais pendentes. Folhas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, verde-brilhante posteriormente. Flores brancas aglomeradas ao longo dos ramos, aromáticas e atrativas para abelhas.

Fruto

Forma ovóide, verdes passando a vermelho e tornando-se preto de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo- esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada.

Cultivo

Prefere regiões de clima ameno, não suporta geadas. Necessita de solos férteis, drenados e arejados. Desenvolve-se melhor em locais sombreados. Há muitas variedades e delas obtém-se os diversos sabores e aromas do café. Frutifica de maio a julho.

"As mais aprofundadas investigações históricas têm permitido estabelecer que o uso da beberagem feita com as sementes do cafeeiro foi iniciado pelos árabes do Yemen, no sétimo século da nossa era,portanto entre os anos 600 e 700. O "kahwah" ou "cavé"fora, então, para ali trazido de longe,de sua pátria, das terras altas da misteriosa Abissínia, onde não se Ihe conhecia qualquer préstimo" DICIONÁRIO DAS PLANTAS UTÉIS DO BRASIL e das exóticas cultivadas M. Pio Corrêa (1926)

Embora existam ainda algumas divergências quanto ao local e à época exatos em que se iniciou o cultivo e o uso sistemático do café, parece certo que a África foi o berço da espécie Coffea. É certo, também, creditar-se ao povo árabe tal façanha.

Parece que foram os próprios árabes, em seus processos expansionistas, os grandes disseminadores da espécie por todo o mundo conhecido em sua época. E é por esse motivo que uma das espécies mais conhecidas e cultivadas comercialmente hoje em dia, a primeira a ser descrita pelos árabes e a chegar ao continente europeu, tenha sido justamente batizada como Coffea arabica.

Tudo leva a crer que exemplares nativos dessa espécie podiam ser encontrados em toda a faixa equatorial que atravessa o continente africano, desde a Etiópia até o Congo, alcançando o sul de Angola.

A partir de seus centros de origem e de dispersão, o café iniciou sua grande migração ao redor do mundo. Com os árabes, seu cultivo foi levado para as regiões litorâneas do Mar Vermelho. Em 1690, o café foi dali para as ilhas de Java, Bornéu e Sumatra, na Indonésia, levado pelos holandeses. Da indonésia, rapidamente partiu para as terras do atual Sri Lanka, no Oceano Índico, por onde chegou à Índia e penetrou no continente asiático.

No início do século XVII, o café proveniente dessas regiões alcançava altos preços no mercado europeu e já era fartamente comercializado pelos holandeses e venezianos, que se apressaram a juntar os sacos de café às preciosas especiarias trazidas do Oriente.

"Quedê o sertão daqui? Lavrador derrubou.Quedê o lavrador? Está plantando café.Quedê o café? Moça bebeu.Mas a moça onde está? Está em Paris." MARTIM CERERÊ Cassiano Ricardo

Reputado como produto de grandes propriedades medicinais, revigorador do intelecto e excitante, o café foi introduzido na Europa e passou a ser cada vez mais consumido: os grãos de café, torrados e moídos, eram colocados na água quente e consumidos à moda dos árabes, o que incluía a aromatização com canela e cravo da Índia.

Logo as cidades européias ganharam cafeterias em profusão, onde se reuniam escritores, filósofos e artistas em torno da bebida café em suas variadas preparações.

Desde então, ou até mesmo muito antes disso, o café já tinha encontrado sua verdadeira vocação: o aroma e o sabor do líquido escuro, sorvido em pequenos goles, têm a capacidade de reunir as pessoas e, mesmo que por poucos minutos, instaurar o silêncio e fazer refletir.

Entre 1706 e 1718, período curto considerando-se as distancias e as dificuldades de transporte da época, o café foi levado, pelas mãos dos holandeses, da Indonésia até a América, passando antes pelos jardins botânicos europeus.

Nas possessões da França e da Holanda na América do Sul e nas Antilhas, iniciou-se prontamente o seu cultivo e, por questões de segurança e de monopólio, tornou-se proibida a venda de qualquer café que fosse capaz de nascer, crescer e produzir.Apesar de tantos cuidados, menos de 10 anos depois o café chegou ao Brasil, mais precisamente em Belém do Pará, pelas mãos do sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que obteve mudas e sementes não se sabe ao certo de que forma. No mesmo ano de 1727, o café começou a ser cultivado em terras brasileiras, expandindo-se logo em seguida para outras regiões: Maranhão, Ceará, Vale do São Francisco, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Nesses primeiros tempos, no entanto, a importância do café na economia do país ainda era inexpressiva. Em tempos de parcos conhecimentos e de poucos recursos e nas oscilações dos preços internacionais, a cultura do café não se estabeleceu facilmente.

Cultura nômade e exigente - "polvo com milhões de braços" como disse Monteiro Lobato em seu livro "A onda verde" - o café caminhava sempre em busca de terras novas, à medida em que se exauriam os solos. Essa é, aliás, uma das principais características da história da lavoura cafeeiras o nomadismo.

No final do século XVIII, o café estava chegando ao Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo: era o início da grande saga do café do Brasil.

Alguns anos depois, na região de Campinas, porta de entrada para as áreas paulistas de "terra roxa", as plantações de café começaram a mostrar todo o seu potencial econômico. Em pouco tempo, na metade do século XIX, São Paulo já aparecia nas listas dos grandes produtores e exportadores de café.

As plantações foram se diversificando: os governos e os produtores começaram a investir em pesquisas para o melhoramento da espécie e para a criação de novas linhagens e no desenvolvimento de técnicas de plantio, colheita e beneficiamento.

As altas sucessivas do preço internacional do café, conseqüência da expansão do mercado norte- americano, foram empurrando e ampliando a cafeicultura para o Oeste, por todo o interior do Estado de São Paulo e adjacências.

O volume de capital gerado e movimentado com a atividade cafeeira e com o estabelecimento das grandes fazendas modificou completamente o modo de vida das regiões produtoras e levou os "Barões do Café" a ocuparem lugares de proeminência na cena política nacional.

Em 1920, o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar entre os países exportadores de café de todo o mundo posigão esta que manteve por muitos anos - e que ligou seu nome, de maneira definitiva, com a imagem do café.

Desde que atingiu seu apogeu no Brasil, com períodos de maior ou de menor crise, pode-se dizer que a cultura do café aí se manteve. Prosseguindo seu movimento de migração, o café passeou por muitas regiões, atingindo um pico impressionante em algumas delas e, rapidamente, entrando em declínio, como foi o caso do Estado do Paraná após a grande geada de 1975.

Hoje em dia seu cultivo avança nas terras dos cerrados de Minas Gerais, onde o clima e o solo favorecem sobremaneira o plantio do Coffea arabica, conquistando uma altíssima qualidade, já reconhecida pelo mercado internacional.

Existem inúmeras variedades de cafés conhecidos como Arábica: tipos e linhagens diferentes de cafés; de maior ou menor produtividade, rusticidade e resistência às pragas e às intempéries; mais ou menos exigentes de cuidados; e dos quais se obtêm grãos, pós e bebidas de qualidades e preços também extremamente variados.

Algumas dessas variedades - muitas vezes obtidas . através de experimentos de seleção, cruzamentos, hibridação ou por puro acaso genético - nasceram e se desenvolveram em terras e solos brasileiros, tais como o Amarelo de Botucatu, o Maragogipe Vermelho, o Maragogipe Amarelo, o Caturra Vermelho, o Caturra Amarelo, o Bourbon Amarelo, o Mundo Novo, o Catuaí Vermelho, o Catuaí Amarelo, entre outros.

"Um cafeeiro de Amsterdã, deu origem aos cafezais de Suriname, da Güiana e do Brasil.Novamente, foi de um cafeeiro do Rio de Janeiro que se originaram as primeirasplantações dos Estados do Rio, Minas Gerais e São Paulo. Também uma única planta deJundiaí deu origem aos cafezais de Campinas e regiões circunvizinhas. Os cafezaisbrasileiros constituíram assim, enorme progênie de um só cafeeiro, C. arabica cv. Arábica,café também conhecido como Nacional, Crioulo e Típica." HISTÓRICO DE DESENVOLVIME.NTO DO CULTIVO DO CAFÉ NO BRASIL
Alcides Carvalho

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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Café

OS BENEFÍCIOS DO CAFÉ PARA SAÚDE

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, apesar de alguns preconceitos. Entretanto, tomar um “cafezinho” em doses moderadas pode trazer à saúde mais benefícios que o simples prazer de degustar a tradicional bebida.

O café é uma bebida rica em minerais, contém vitamina B, ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais, nutrientes que ajudam a prevenir a depressão e suas conseqüências como o tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas. A recomendação dos especialistas é de um consumo de 3 a 4 xícaras diárias (cerca de 500 mg de cafeína), o que estimula a atenção, concentração, memória e o aprendizado escolar.

O consumo diário e moderado de café pelos adultos também pode ajudar ainda a combater a depressão, a quarta principal causa de morte no mundo atualmente, mas que poderá vir a ser a segunda em 2020, conforme informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), depois do infarto do miocárdio.

Café

Fonte: www.bombeiros.mt.gov.br

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Butiá

Classificação científica

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Arecales
Género: Butia
Nome Popular: Butiá
Nome Científico: Butia eriospatha (Mart. Ex Drude) Becc.
Família Botânica: Arecaceae
Sinônimo: Cocos eriospatha Mart. Ex Drude, Syagrus eriopatha (Mart. Ex Drude) Glassm.

Butiá

Características Gerais

Palmeira nativa da América do Sul, também conhecida por MACUMÁ e que ocorre nas matas e campos das regiões altas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.O nome de butiá-felpudo é devido à espessa lanugem acastanhada na parte externa da espata.

Sua altura varia de 4 a 6 m e seu diâmetro (DAP) de 20 a 40 cm, caracterizando-se pelo estipe revestido de bainhas e pecíolos velhos na região abaixo da coroa de folhas.Suas folhas pinadas, com coloração azul-esverdeada, podem chegar a 2 m de comprimento, com um pecíolo geralmente recoberto, na base, por delicados espinhos.É uma planta monóica. A inflorescência interfoliar, de 1 m de comprimento, é densamente ramificada, possuindo uma espata de até 12 m de comprimento, acanoada e ereta. A floração amarela ocorre de setembro a janeiro. Os frutos, pequenos, globosos e amarelos, amadurecem no verão e são consumidos ao natural ou sua polpa é usada na produção de licor e vinho.

Da semente, pode ser extraído um tipo de azeite comestível. Seu estipe, de boa durabilidade, é usado em construções rústicas e as fibras das folhas, para a fabricação de chapéus, cestos, cordas e enchimentos de colchões e estofados.

Espécies

O termo butiá é a designação comum às palmeiras do gênero Butia, com nove espécies conhecidas, nativas da América do Sul. Possuem em geral estipe médio, com cicatriz de pecíolos antigos, longas folhas penatífidas us. em obras trançadas, e pequenas drupas comestíveis, com semente oleaginosa.

O termo butiá pode remeter ainda, mais especificamente, à Butia capitata, uma palmeira de até 7 m, nativa do Paraguai, Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul), Argentina e Uruguai, cujo estipe é utilizado no fabrico de papel. De seus frutos, alaranjados, se faz geléia, licor, cachaça e vinagre, e das sementes, comestíveis, se extrai óleo. Também é conhecida pelos nomes de butiá-açu, butiá-azedo, butiá-branco, butiá-da-praia, butiá-de-vinagre, butiá-do-campo, butiá-miúdo, butiá-roxo, butiazeiro, cabeçudo, coqueiro-azedo, guariroba-do-campo e palma-petiza. No estado do Rio Grande do Sul esta palmeira também é conhecida como jerivá.

Fonte: www.frutas.radar-rs.com.br

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Butiá

Nome científico

1) Butia eriospatha (sinonímia: Cocos eriospatha, Butia eriospatha subsp punctata, Syagrus eriospatha)

2) Butia purpurascens

Família

Arecáceas (sinonímia: Palmas)

Nome comum

1) butiá, butiá-da-serra, butiazeiro, butieiro, butiá-branco, butiá-veludo.
2) butiá, palmeira-jataí, coqueiro-de-vassoura.

Origem

Brasil

1) Região serrana dos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul

2) Cerrados da região sul do estado de Goiás e do Triângulo Mineiro, Minas Gerais.

Descrição e característica da planta

No Brasil, existem várias palmeiras com a denominação butiá. Dessas, aqui serão abordadas duas que se desenvolvem naturalmente em regiões e condições bastante distintas.

1) Butiá-da-serra

As plantas são perenes, atingem 4 a 5 metros de altura e o seu tronco (estipe), 40 centímetros de diâmetro. As folhas são verde-acinzentadas, em número de 20 a 22 por planta, com cerca de 2 metros de comprimento e possuem 77 a 92 pinas (folíolos) de cada lado da nervura principal da folha (raque). Cada pina mede, na região intermediária da folha, aproximadamente 62 centímetros de comprimento por 2,5 centímetros de largura. As inflorescências (cachos) são ramificadas, formadas entre as folhas e medem 40 a 90 centímetros de comprimento. Os frutos globosos medem 1,8 centímetros de diâmetro e a polpa (mesocarpo) de frutos maduros é carnosa, sem fibra e adocicada. No seu interior contém 1 a 3 sementes. A propagação é feita por sementes de moderada capacidade de germinação e demora 2 a 3 meses para sua emergência.

2) Palmeira-jataí

Planta perene, nativa do cerrado das regiões do Sul de Goiás e do Triângulo Mineiro, Minas Gerais. Ela atinge 1 a 4 metros de altura e o seu tronco (estipe), 15 a 16 centímetros de diâmetro. As 10 a 25 folhas por planta são verde-acinzentadas com 80 a 120 centímetros de comprimento e contém 52 a 58 pinas (folíolos) em cada lado da nervura-central (raque) da folha. As pinas intermediárias na folha medem de 45 a 60 centímetros de comprimento por 1,60 a 1,80 centímetros de largura. As inflorescências ramificadas são formadas entre as folhas. Os frutos ovalados geralmente são arroxeados ou amarelados, aromáticos e medem 2,5 a 3 centímetros de comprimento. A polpa (mesocarpo) de frutos maduros é carnosa, quase sem fibra e com sabor doce-acidulado. No seu interior contém 1 a 2 sementes. A propagação é feita por sementes que têm baixa capacidade de germinação e demora 5 meses para sua emergência.

Produção e produtividade

O butiá-da-serra frutifica abundantemente no verão, enquanto que a palmeira-jataí, na primavera.
Utilidade:

1) Butiá-da-serra

Os frutos são comestíveis e muito apreciados ao natural e usados no preparo de sucos, geléias e como tempero de aguardente. A planta é indicada nos trabalhos de paisagismo em parques, jardins e praças urbanas.

2) Palmeira-jataí

A frutificação é moderada na primavera. Os frutos são comestíveis ao natural, embora pouco apreciados, e usados na preparação de sucos e geléias. As folhas são usadas na confecção de vassouras e as plantas, por apresentar uma bela arquitetura, são indicadas nos trabalhos de paisagismo.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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Nome Popular: Butiá
Nome Científico: Butia eriospatha (Mart. Ex Drude) Becc.
Família Botânica: Arecaceae

Butiá

Sinônimo

Cocos eriospatha Mart. Ex Drude, Syagrus eriopatha (Mart. Ex Drude) Glassm.

Características Gerais

Palmeira nativa da América do Sul, também conhecida por MACUMÁ e que ocorre nas matas e campos das regiões altas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O nome de butiá-felpudo é devido à espessa lanugem acastanhada na parte externa da espata. Sua altura varia de 4 a 6 m e seu diâmetro (DAP) de 20 a 40 cm, caracterizando-se pelo estipe revestido de bainhas e pecíolos velhos na região abaixo da coroa de folhas.

Suas folhas pinadas, com coloração azul-esverdeada, podem chegar a 2 m de comprimento, com um pecíolo geralmente recoberto, na base, por delicados espinhos.

É uma planta monóica. A inflorescência interfoliar, de 1 m de comprimento, é densamente ramificada, possuindo uma espata de até 12 m de comprimento, acanoada e ereta. A floração amarela ocorre de setembro a janeiro. Os frutos, pequenos, globosos e amarelos, amadurecem no verão e são consumidos ao natural ou sua polpa é usada na produção de licor e vinho.

Da semente, pode ser extraído um tipo de azeite comestível. Seu estipe, de boa durabilidade, é usado em construções rústicas e as fibras das folhas, para a fabricação de chapéus, cestos, cordas e enchimentos de colchões e estofados.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

Burirti

Nome popular: carandá-guaçu; coqueiro-buriti; palmeira-do-brejo; miriti
Nome científico: Mauritia flexuosa L
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Regiões brejosas de várias formações vegetais.

Buritizeiro

Buriti

Características da planta

Palmeira de porte elegante com estipe ereto de até 35 m de altura. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloração amarelada, surgem de dezembro a abril.

Fruto

Elipsóide, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas brilhantes. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amêndoa comestível. Frutifica de dezembro a junho.

Cultivo

Ocorre naturalmente isolada ou em grupos, de preferência nos terrenos pantanosos, sendo por isso denominada Palmeira-do-brejo, Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda-Meã, Buriti Comprido, Vereda-da-Vaca-Preta, Vereda-Grande, Buriti-do-Á, Vereda do Ouriço-Cuim, Buriti-Pintado, Veredas-Mortas, Córrego do Buriti-Comprido...

Os buritis e as veredas do Brasil central, imortalizados na obra literária de Guimarães Rosa, de onde tantas e tão verdadeiras expressões, são parte indissociável dos chapadões recobertos pelos domínios dos cerrados.

Por onde passa um rio, riacho ou ribeirão, em suas margens, em meio aos campos tropicais do cerrado e nos, assim chamados, "lavrados" dos campos de Boa Vista em Roraima - enclaves de vegetação semelhante à do Brasil central em meio à floresta tropical - florescem as matas de galeria e, nelas, os buritis.

Um pouco além da mata, ladeando-as, as veredas bem marcadas de areias claras e vegetação mais rasteira.

Na relva densa e rica das veredas, circundadas em geral por campos limpos, destaca-se majestosamente o buriti: palmeira de estipe elegante e ereto, encimado por folhas enormes e brilhantes. Suas folhagens, abertas em forma de estrela, formam uma copa arredondada, uniforme e linda, vista de baixo sob o céu azul e limpo.

Vistas ao longe, essas matas onde se destacam os buritis, são indício seguro de que por ali existe um curso d'água, descanso e alimento para o sertanejo e para o caboclo: terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, recobertos por extensos buritizais escondem, por entre seus meandros, as águas correntes.

Por onde passam, são as águas que carregam e espalham as sementes da palmeira buriti.

Do buriti - "verde que afina e esveste, belimbeleza", como diz o Riobaldo de Guimarães Rosa - já foi dito, e muitas vezes reafirmado, desde que aqui chegaram os primeiros europeus com seus viajantes e naturalistas, que se trata da mais bela palmeira existente.

Mais do que isso, nas regiões onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde o homem local, herdeiro da sabedoria dos indígenas nativos, aprendeu a retirar parte essencial de seu sustento.

Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, são apanhados lá no alto, cortados no talo com facão bem afiado para não machucar a palmeira.

Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.

Dos frutos do buriti - um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duras escamas que vão escurecendo conforme amadurecem - aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer aquelas escamas por imersão em água morna ou abafamento em folhas ou em sacos plásticos.

E é com ela que são preparados os doces e outros sub-produtos tradicionais. São eles.

O moreno doce caixinhas de delicada marcenaria, na confecção das quais não se utiliza outro material a não ser a própria madeira do buriti; afarinha de buriti, produzida a partir da parte interna do estipe da palmeira; as raspas de buriti, obtidas a partir da secagem ou desidratação ao sol da polpa do fruto raspada; a paçoca de buriti, quando se misturam, às raspas, um pouco de farinha de mandioca e de rapadura. Todos eles, alimentos resistentes ao tempo durante a estiagem, quando outros alimentos rareiam.

A polpa pode, também, ser congelada e conservada por mais de ano, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitamina C, invenções e descobertas modernas, muitas delas desenvolvidas nos centros de pesquisa da EMBRAPA.

O buriti, no entanto, não fornece alimento apenas ao homem.

Conta-se que, quando é safra de buriti, certos animais comem tanto e com tanta voracidade que se tornam pesados e fáceis de alcançar.

É o caso do porco-montado de Roraima, espécie de porco doméstico que vive no mato, que nessa época fica com as gorduras tingidas pela cor amarelo forte do buriti.

Mas o buriti é ainda muito mais do que puro alimento para homens e animais. De sua polpa, por exemplo, a população regional extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta.

Com as folhas crescidas - ou "palhas", como diz o homem regional -, com suas fibras e com seus brotos, segundo descrição de Carmo Bernardes, pode-se fazer de tudo: "a caroça de vedar chuva, o tapiti de espremer massa de mandioca, o paneiro de empaiolar farinha, uma gradação de balaios... as esteiras, as mantas, as redes de dormir, as cordas, as urupemas, os abanos e chiconãs de carregar galinha..."

Por fim, segundo Pio Corrêa, o estipe do buriti fornece, por incisão, um líquido adocicado e agradável com o qual se mata a sede. Fermentado, esse mesmo líquido se transforma em uma bebida conhecida por "vinho de buriti".

Por sua beleza e por propiciar tantos bens aos homens e aos animais - que também sabem apreciar e se fartar de seus frutos - o buriti foi a palmeira que mais encantou os naturalistas Spix e Martius quando, pela primeira vez, encontraram-se no interior das terras brasileiras.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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Buritizeiro

Buriti

É a mais alta e elegante das nossas palmeiras. Os frutos castanho-avermelhados e revestidos com escamas apresentam uma polpa bem amarela, encobrindo a amêndoa comestível. Da polpa adocicada se faz vinho, sorvete e doce. O broto terminal é saboroso palmito.

Das folhas se fazem ripas, jangadas e cobertura de ranchos, e das fibras se tecem esteiras e redes.

Do buriti também se extrai o óleo usado para fritura, fabricar sabão, acender lamparina. O óleo ainda é protetor solar e desodorante.

Fonte: www.unicamp.br

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A palmeira de mil e uma utilidades

Buriti

O buriti (Mauritia flexuosa) é uma das mais singulares palmeiras do Brasil.

O buriti é uma espécie abundante no Cerrado e um indicativo infalível da existência de água na região.

Como o Cerrado é rico em água, lá estão os buritis, emoldurando as veredas, riachos e cachoeiras, inseridos nos brejos e nascentes. A relação com a água não é à toa.

Ao caírem nos riachos, os frutos de seus generosos cachos são transportados pela água, ajudando a dispersar a espécie em toda a região. Os frutos também servem de alimento para cutias, capivaras, antas e araras, que colaboram para disseminar as sementes. Na natureza, tudo funciona na base da cooperação mútua.

Os buritis também embelezam a paisagem do Cerrado e são fonte de inspiração para a literatura, a poesia, a música e as artes visuais.

Fonte: www.ispn.org.br

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Buriti

O buriti é fruto da palmeira conhecida localmente como árvore da vida, assim chamada por ser possível utilizar praticamente tudo dessa espécie.

A polpa dos frutos é utilizada para fazer doces e sorvetes, além de ajudar na recuperação da pele queimada ou machucada. As sementes são utilizadas para fazer colares e outras jóias da floresta. As folhas trançadas cobrem as casas e até do caule se extrai um líquido que substitui o açúcar.

O buriti é a maior fonte natural conhecida de carotenóides (pró-Vitamina A), já muito conhecidos por suas propriedades protetoras para a pele.

Estudos adicionais demonstram que o óleo também é muito útil para o cuidado dos cabelos, especialmente os danificados. O uso do óleo em condicionadores pode ajudar a recuperar a força e maleabilidade dos fios.

Entre os sucessos já lançados, destacam-se os produtos solares, pré e pós-solares e maquilagens. Japão, França e Estados Unidos parecem especialmente atraídos pela sua cor vermelha intensa.

Fonte: www.cosmeticosbr.com.br

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Nome popular: carandá-guaçu; coqueiro-buriti; palmeira-do-brejo; miriti
Nome científico: Mauritia flexuosa L
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Regioes brejosas de várias formaçoes vegetais.

Buriti

Características da planta

Palmeira de porte elegante com estipe ereto de até 35 m de altura. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloraçao amarelada, surgem de dezembro a abril.

Fruto

Elipsóide, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas brilhantes. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amendoa comestível. Frutifica de dezembro a junho.

Cultivo

Ocorre naturalmente isolada ou em grupos, de preferencia nos terrenos pantanosos, sendo por isso denominada Palmeira-do-brejo, Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda-Mea, Buriti Comprido, Vereda-da-Vaca-Preta, Vereda-Grande, Buriti-do-Á, Vereda do Ouriço-Cuim, Buriti-Pintado, Veredas-Mortas, Córrego do Buriti-Comprido...

Os buritis e as veredas do Brasil central, imortalizados na obra literária de Guimaraes Rosa, de onde tantas e tao verdadeiras expressoes, sao parte indissociável dos chapadoes recobertos pelos domínios dos cerrados.

Por onde passa um rio, riacho ou ribeirao, em suas margens, em meio aos campos tropicais do cerrado e nos, assim chamados, "lavrados" dos campos de Boa Vista em Roraima - enclaves de vegetaçao semelhante a do Brasil central em meio a floresta tropical - florescem as matas de galeria e, nelas, os buritis.

Um pouco além da mata, ladeando-as, as veredas bem marcadas de areias claras e vegetaçao mais rasteira.

Na relva densa e rica das veredas, circundadas em geral por campos limpos, destaca-se majestosamente o buriti: palmeira de estipe elegante e ereto, encimado por folhas enormes e brilhantes.

Suas folhagens, abertas em forma de estrela, formam uma copa arredondada, uniforme e linda, vista de baixo sob o céu azul e limpo.

Vistas ao longe, essas matas onde se destacam os buritis, sao indício seguro de que por ali existe um curso d'água, descanso e alimento para o sertanejo e para o caboclo: terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, recobertos por extensos buritizais escondem, por entre seus meandros, as águas correntes.

Por onde passam, sao as águas que carregam e espalham as sementes da palmeira buriti.

Do buriti - "verde que afina e esveste, belimbeleza", como diz o Riobaldo de Guimaraes Rosa - já foi dito, e muitas vezes reafirmado, desde que aqui chegaram os primeiros europeus com seus viajantes e naturalistas, que se trata da mais bela palmeira existente.

Mais do que isso, nas regioes onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde o homem local, herdeiro da sabedoria dos indígenas nativos, aprendeu a retirar parte essencial de seu sustento.

Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, sao apanhados lá no alto, cortados no talo com facao bem afiado para nao machucar a palmeira.

Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.

Dos frutos do buriti - um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duras escamas que vao escurecendo conforme amadurecem - aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer aquelas escamas por imersao em água morna ou abafamento em folhas ou em sacos plásticos.

E é com ela que sao preparados os doces e outros sub-produtos tradicionais. Sao eles.

O moreno doce caixinhas de delicada marcenaria, na confecçao das quais nao se utiliza outro material a nao ser a própria madeira do buriti; afarinha de buriti, produzida a partir da parte interna do estipe da palmeira; as raspas de buriti, obtidas a partir da secagem ou desidrataçao ao sol da polpa do fruto raspada; a paçoca de buriti, quando se misturam, as raspas, um pouco de farinha de mandioca e de rapadura. Todos eles, alimentos resistentes ao tempo durante a estiagem, quando outros alimentos rareiam.

A polpa pode, também, ser congelada e conservada por mais de ano, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentraçao de vitamina C, invençoes e descobertas modernas, muitas delas desenvolvidas nos centros de pesquisa da EMBRAPA.

O buriti, no entanto, nao fornece alimento apenas ao homem. Conta-se que, quando é safra de buriti, certos animais comem tanto e com tanta voracidade que se tornam pesados e fáceis de alcançar.

É o caso do porco-montado de Roraima, espécie de porco doméstico que vive no mato, que nessa época fica com as gorduras tingidas pela cor amarelo forte do buriti.

Mas o buriti é ainda muito mais do que puro alimento para homens e animais. De sua polpa, por exemplo, a populaçao regional extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta.

Com as folhas crescidas - ou "palhas", como diz o homem regional -, com suas fibras e com seus brotos, segundo descriçao de Carmo Bernardes, pode-se fazer de tudo: "a caroça de vedar chuva, o tapiti de espremer massa de mandioca, o paneiro de empaiolar farinha, uma gradaçao de balaios... as esteiras, as mantas, as redes de dormir, as cordas, as urupemas, os abanos e chiconas de carregar galinha..."

Por fim, segundo Pio Correa, o estipe do buriti fornece, por incisao, um líquido adocicado e agradável com o qual se mata a sede. Fermentado, esse mesmo líquido se transforma em uma bebida conhecida por "vinho de buriti".

Por sua beleza e por propiciar tantos bens aos homens e aos animais - que também sabem apreciar e se fartar de seus frutos - o buriti foi a palmeira que mais encantou os naturalistas Spix e Martius quando, pela primeira vez, encontraram-se no interior das terras brasileiras.

Utilidade: a planta tem muitas utilidades:

1) A polpa dos frutos é usada para extraçao de óleo comestível de cor avermelhada e no preparo de sorvetes, cremes, geléias, doces, licores e sucos contendo vitaminas A e C. Os frutos servem de alimentos para animais silvestres

2) As folhas, para confecçao de cordas, esteiras, redes de dormir, abanos, utensílios domésticos para espremer raspa de mandioca no preparo de farinha e artesanatos diversos

3) A estipe (tronco) é usada nas construçoes rurais e obtém-se, através de perfuraçoes, um líquido adocicado para a fabricaçao do vinho-de-buriti. O palmito dessa planta é comestível

4) Na arborizaçao de praças, parques e jardins.


Teores
Antes da extraçao
do óleo
Depois da extraçao
de óleo com hexano
sob refluxo
Umidade (%)
5,89
9,62
Cinzas (%)
5,33
4,03
Lipídios (%)
25,0
14,7
Proteínas (%)
5,90
5,34
Fibras (%)
*
27,6
* O teor de fibras é determinado após a extraçao de óleo

Fonte: www.facabiodiesel.com.br

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Nome científico: Mauritia flexuosa
Família: aracaceae

Buriti

Origem

Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominante no Brasil.

O Buriti é a designação comum a plantas dos gêneros da família das aracaceas (antigas palmáceas). Contudo o termo pode se referir ainda à Mauritia flexuosa, uma palmeira muito alta, do Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominantemente nos estados da região norte neste último país. Seu fruto é uma fonte de alimento privilegiada. Rico em vitamina A, B e C, ainda fornece cálcio, ferro e vitaminas.

Consumido tradicionalmente ao natural, o fruto do buriti também pode ser transformado em doces, sucos, picoleres e licores, sobremesa de paladar peculiar e na alimentação de animais. O óleo extraído da fruta tem valor medicinal para os povos tradicionais do Cerrado que o utilizam como vermífugo, cicatrizante e energético natural, também é utilizado para amaciar e envernizar couro.

Muito utilizado na cosmética como, hidratante, humectante, protege a pele contra os raios nocivos do sol, como óleos pós banho, shampoos, filtro solar, sabonetes, além de dá cor, aroma e qualidade a diversos outros produtos de beleza.

Fonte: www.aromasdafloresta.com.br

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Mauritia flexuosa L. f.

“Morety he outro modo de palma mto comprida e no alto tem hua roda q faz cõa folhada e dá hus cachos de coquos mto grandes ... a fructa se come.”
C.Lisboa 1631, em “Animais e Árvores do Maranhão”

No bioma Cerrado é a espécie que caracteriza as veredas, marcante fitofisionomia da região, ocorrendo também em matas de galeria e ciliares, podendo formar densos buritizais.

Para além dos domínios do Cerrado, corre em toda a Amazônia e Pantanal, sobre solos mal drenados, em áreas de baixa altitude até 1000m, sendo considerada a palmeira mais abundante do país.

Buritizeiro

Buriti

Produz anualmente grande quantidade de frutos, que podem ser consumidos ao natural, na forma de sucos, sorvetes, doces ou desidratados.

Segundo Rafael Teixeira, guia na Chapada dos Veadeiros especializado em flora e avifauna do Cerrado, os frutos integram a dieta de mamíferos como a cutia, a capivara e a anta, e de aves como a arara.

Em algumas cidades no Piauí, como Dom Expedito Lopes, o doce do buriti é fabricado e embalado em caixinhas feitas a partir do talo (pecíolo) de folhas do próprio buriti. O doce é comercializado em feiras do Distrito Federal e Goiânia.

“As mulheres guerreiras, senhoras de seu corpo, são como a palmeira do murity, que rejeita o fructo antes que elle amadureça e o abandona á correnteza do rio.”
J. Alencar 1874

A espécie possui íntima relação com a água, que atua na dispersão de seus frutos e auxilia na quebra da dormência das sementes.

O viveirista Julmar Andrade, o "Mineiro", recomenda que antes do plantio devemos deixar as sementes do buriti de molho durante 30 dias, trocando a água todos os dias. O procedimento quebra a dormência das sementes e promove uma homogeneização na germinação do lote.

Os pecíolos (talos) e a palha de suas folhas são muito utilizados na cobertura de casas e ranchos, bem como no artesanato regional, para a confecção de cestos e móveis.

“...palmeira denominada brutíz, que he alta, e grossa com folhas de mais de sete pés de comprimento: do seu fructo fazem os índios, e ainda os antigos certanistas um vinho, que se asemelha ao da videira na cor e gosto.”
Casai 1817, em Corografia Brasílica

O uso medicinal está associado ao óleo extraído da polpa dos frutos, com propriedades energéticas e vermífugas.

Rico em pró-vitamina A (500 000 UI), com índice de 300mg/100g, o óleo é usado contra queimaduras na pele, provocando alívio imediato e auxiliando na cicatrização. O óleo absorve radiações no espectro ultra-violeta, sendo um eficiente filtro solar Tem sido empregado recentemente pela indústria cosmética entrando na composição de sabonetes, cremes e xampus.

Palha de buriti
Banquinho-baú de madeira e palha de buriti, ao lado de vaso de cerâmica marajoara e da pastor alemão Terra.

Composição química e valor energético de 100g da polpa do Buriti

Calorias 114,9
Glicídios (g) 2,16
Proteínas (g) 2,95
Lipídios (g) 10,50
Ca (mg) 158
P (mg) 44
Fe (mg) 5,00

Vitaminas

A (mcg) 6.000
B1 (mcg) 30
B2 (mcg) 230
C (mcg) 20,8
Niacina (mcg) 0,700

Bibliografia consultada

ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. , 1998. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMPRAPA-CEPAC.

Cunha, Antônio Geraldo da, 1924. Dicionário Histórico das palavras portuguesas de origem tupi / Antônio Geraldo da Cunha; prefácio-estudo de Antônio Houaiss. 4 ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasíla: Universidade de Brasília, 1998.

Lorenzi, H. et al., 2004. Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

Silva, D.B. da; et al., 2000. Frutas do Cerrado. Brasília: Emprapa Informação Tecnológica

Fernando Tatagiba

Fonte: www.biologo.com.br

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Nome popular: BURITI
Nome científico: Mauritia flexuosa L.
Família botânica: PALMAE

Buriti

Pertencente a família das palmáceas, o buriti (Mauritia vinifera e M. flexuosa) é encontrado principalmente na área central do Brasil até o sul da planície amazônica.

Podendo alcançar até 35 m de altura, suas folhas grandes, formam uma bela copa.

Suas flores tem a cor amarelada e normalmente aparecem no início do ano.

Seus frutos são avermelhados,cobertos por uma escama de cor avermelhada e lustrosa.. A polpa amarela cobre sua semente oval que é bastante dura. Frutifica de dezembro a junho. Exigente quanto à grande quantidade de água por perto, a presença do Buriti é uma boa indicação de um solo úmido com algum curso d'água por perto.

Geralmente, o Buriti se utiliza das águas correntes para levarem e espalharem as sementes de sua palmeira. Planta perenifólia, heliófita e higrófita, encontrada em várias formações vegetais, porém invariavelmente em áreas brejosas ou permanentemente inundadas. É particularmente frequente nas baixadas úmidas de áreas de cerrado do Brasil Central, em agrupamentos quase homogêneos, conhecidos como Veredas de Buritizais.

Produz grande quantidade de frutos, chegando a produzir cerca de 3 toneladas de cocos que são avidamente consumidos por diversos animais.

O Buriti também é conhecido por sua grande capacidade de renovação celular. Funciona como um excelente esfoliante natural, removendo as células mortas e proporcionando vitalidade à pele.

É muito usado em produtos pós-sol. Nas regiões pesqueiras da Amazônia o óleo de Buriti é utilizado pelos pescadores após longas horas de trabalho. Como eles se expõem muito ao sol, utilizam o óleo que alivia e revitaliza a pele.

Em tupi-guarani seu nome pode significar: "aquele que contém água", ou "a árvore que emite líquidos", ou ainda, "a árvore da vida". Consagrada pelos índios por se aproveitar tudo dela, o que era de grande utilidade aos índios.

Os moradores do cerrado brasileiro, e toda a região onde o Buriti se encontra têm grande estima por ele, principalmente pelo fato de se aproveitar praticamente tudo.

Veja alguns exemplos:

Dos seus frutos, se tira a polpa e dela é extraído um óleo comestível com alto índice de vitamina C, vitamina A, além de possuir um alto valor nutritivo.

O fruto do Buriti descascado deve ser ralado e essa massa colocada para ferver. Na fervura, um óleo dourado começa a boiar e é cuidadosamente retirado para uso, principalmente, culinário.

Seu óleo é riquíssimo em ácidos graxos, e pode dar à pele um toque macio e acetinado.

Este óleo também pode ser utilizado contra queimaduras, pois ele proporciona um enorme alívio, além de ser cicatrizante.

O óleo ainda produz um potente vermífugo.

A polpa é utilizada para a produção de sorvetes, cremes, geléias, licores entre outros alimentos.

Também se utiliza o palmito do Buriti, comido refogado; ou faz-se doce.

Das raízes faz-se remédio.

Sua madeira, pesada e dura, é utilizada para se fazer esteios e colunas para casa e currais.

O tronco rachado ao meio é muito utilizado na construção de calhas.

As folhas são usadas para algumas coberturas (telhados), esteiras, peneiras, móbiles, entre outros produtos artesanais.

Seus talos são usados para a fabricação de móveis domésticos.

A incisão da inflorescência, antes de desabrocharem as flores, fornece um líquido adocicado que, se fermentado, se transforma no "vinho de buriti", podendo este ser preparado também do mesocarpo do fruto, de onde se fabrica o famoso doce de buriti.

A medula do tronco fornece uma fécula semelhante ao sagu.

Composição

Proteínas: 1,8g/100g
Gordura: 11,2g/100g
Carboídratos: 20,4g/100g
Fibras: 7,9g/100g
Calorias: 189,6kcal
Zinco: 0,63mg/100g

Fonte: www.bairroburitis.com

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Brejauva

Classificação Taxonômica

Classe: Liliopsida (Monocotiledônea)
Família: Arecaceae (Palmae)
Gênero: Astrocaryum
Espécie: Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Brurret

Brejaúva

O gênero Astrocaryum Myer

45 espécies nas Américas 31 espécies no Brasil maioria na região amazônica suas espécies fornecem a partir de suas folhas, em especial dos folíolos, uma fibra fina e resistente conhecida como “TUCUM”.

O tucum é utilizado para a confecção de redes de descansar, de pesca ou ainda para fazer cordas e sacolas.

Brejaúva

Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Brurret

Nomes populares

Ariri, Ariri-açu, Coco-airi, Iri, Tucum-verdadeiro, Brejaúba e Brejaúva.

Distribuição geográfica

Bahia até Santa Catarina e Minas Gerais, na floresta perenifólia costeira e nas áreas abertas.

A madeira da Brejaúva é conhecida como “marfim vegetal” em função da sua dureza e resistência que se assemelha à de um osso.

Brejaúva

Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Brurret

Nomes populares

Ariri, Ariri-açu, Coco-airi, Iri, Tucum-verdadeiro, Brejaúba e Brejaúva.

Distribuição geográfica

Bahia até Santa Catarina e Minas Gerais, na floresta perenifólia costeira e nas áreas abertas.

A madeira da Brejaúva é conhecida como “marfim vegetal” em função da sua dureza e resistência que se assemelha à de um osso.

Uso econômico

1) potencial paisagístico, apesar de muito agressiva com espinhos negros, brilhantes, achatados que alcançam 11 ou até 20 cm de comprimento

2) ripas para construção

3) na confecção de arco e flechas pelos indígenas

4) o endosperma do fruto verde é líquido e usado como bebida, medicinalmente como laxativo, para tratamento de certas doenças causadas por fungos, além de apresenta atividade vermífuga

5) suas folhas são usadas para fazer vassouras e chapéus

Uso econômico na região de Registro

1) confecção de artesanato (esculturas e ornamentos)

2) utensílios domésticos (colheres, garfos, “hashi”, etc)

Bibliografia consultada

BONDAR, G. Palmeiras do Brasil. Instituto de Botânica, Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, Boletim no. 2, junho – 1964. BORN, G.C.C. & RODRIGUES, E. A Beleza da Mata Atlântica em Arte. Vitae civilis – instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz, São Paulo. 1998. JOLY, A.B. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. Editora Nacional, são Paulo. 1983. LORENZI, H.; SOUZA, H.M.; MEDEIROS-COSTA, J.T.; CERQUEIRA,, L.S.C.; BEHR, N. Palmeiras no Brasil. Editora Plantarum, Nova Odessa, 1996. MEDEIROS-COSTA, J.T. Flora Fanerogâmica da Ilha do Cardoso (São Paulo, Brasil) – Arecaceae (Palmae) In M.M.R.F. de Melo (ed.), flora Fanerogâmica da Ilha do Cardoso v.10, p. 57-75. 2003. RIZZINI,C.T. & MORS, W. Botânica Econômica Brasileira. Âmbito Cultural Edições Ltda., Rio de Janeiro. 1995.

Fonte: www.registro.unesp.br

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Brejaúva

Brejaúva

Brejaúva

Brejaúva

Nome cientifico

Astrocaryum aculeatissimum Família: Arecaceae Nomes populares: Palmeira brejaúva

Onde é encontrada

Encontrada com pouca freqüência, especialmente dentro de matas fechadas, no sub-bosque, preferindo áreas alagadas ou úmidas. Eu a vejo no Parque Florestal do Rio Doce.

Características

Palmeira de pequeno a médio porte, 3 a 8 metros de altura, tronco coberto de espinhos muito finos e agudos. tem folhas prateadas no lado de baixo, frutos redondos, quando verdes contem pequena polpa e água no interior, como o Coco da Bahia. Maduros ficam roxos e tem castanha comestível.

Utilidades

Não detectado.

Época de floração e frutificação

Frutos de Novembro a Dezembro.

Fonte: www.arvores.brasil.nom.br

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Astrocaryum aculeatissimum

Brejaúva

Ocorrência

Do sul da Bahia a Santa Catarina

Outros nomes

Ariri, ariri açu, coco airi, brejaúba, iri, tucum verdadeiro

Características

Possui vários estipes agregados ou raramente solitários, com 4 a 8 m de altura e 12 a 15 cm de diâmetro, densamente revestidos de longos acúleos, fortes e pretos, com 6 a 8 cm de comprimento. Tais espinhos produzem um bonito desenho e conferem à brejaúva um aspecto ao mesmo tempo ornamental e agressivo. Coroa foliar com 10 a 20 folhas que medem de 2 a 3 m de comprimento, com folíolos são lanceolados, pinas regularmente distribuídas e inseridas no mesmo plano, com uma coloração verde-escura na face superior e verde-clara na face inferior. A bainha é fibrosa e aculeada. É uma planta monóica, com inflorescência interfoliar, pêndula, de 50 cm de comprimento e flores amarelo-creme, protegida por uma espata coriácea revestida de espinhos. Os frutos chegam até a 6 cm de comprimento por 3,5 cm de diâmetro, são ovóides, cobertos por uma pilosidade acastanhada e apresentam uma saliência apical bem definida, abrigando sementes de coloração vermelha.

Habitat

Mata Atlântica exceto em áreas de manguezais

Propagação

Sementes ou divisão das touceiras

Utilidade

As fibras das folhas são usadas na produção de vassouras e chapéus, e o estipe, muito duro, em ripas e bengalas. O endosperma líquido do fruto jovem tem propriedades medicinais, sendo usado como laxativo e contra a icterícia, e, no fruto maduro, o endosperma carnoso é indicado como vermífugo.

Os frutos da brejaúva consistem em cocos pequenos que, quando consumidos ao natural, funcionam como uma espécie de brinquedo de comer, uma gostosa e nutritiva distração. Além disso, ficaram famosas as brincadeiras inventadas com piões de corda produzidos artesanalmente com o coco-brejaúva, o que faz dessa palmeira uma produtora natural de passatempos. A madeira é muito dura e resistente podendo ser utilizada na produção de pequenos objetos de marcenaria fina.

Florescimento – dezembro a fevereiro
Frutificação – julho a dezembro
Ameaças – destruição do habitat

Fonte: www.vivaterra.org.br

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Brejaúva

Fruto da palmeira típica da mata Atlântica. Sua amêndoa é parte da alimentação das populações de algumas regiões do Sudeste do Brasil.

No valo do Paraíba e em algumas cidades do litoral de São Paulo, os cachos de coco-brejaúva são vendidos nas feiras livres.

O 'coquinho", como é conhecido, foi imortalizado por Monteiro Lobato no Sítio do Pica-pau Amarelo.

Fonte: www.receitasculinarias.net

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Nome científico: Astrocaryum aculeatissimum
Família: das Arecáceas (sinonímia: Palmas)
Nome comum: brejaúva, ariri, coco-airi, tucum-verdadeiro
Origem: Brasil: Mata Atlântica

Brejaúva

Descrição e característica da planta

É uma palmeira que ocorre principalmente na mata atlântica e em capoeiras que vão do estado da Bahia até Santa Catarina. As palmeiras do gênero Astrocaryum caracterizam-se por apresentar muitos espinhos no seu tronco (estipe). A planta atinge até 10 metros de altura, forma touceira de 1 a 10 estipes (troncos) quando se desenvolve fora da mata, contém acúleos (espinhos) com 5 a 8 centímetros de comprimento. Folhas – longas, com 2 a 3 metros de comprimento cada uma, com muitas pinas (folíolos alongados) emitidas lateralmente no mesmo plano ao longo da nervura central (raque). Cor – verde-escura na face superior e verde-clara na inferior.

Flores

Pequenas, em cachos, protegidas por bráctea ou espata (estrutura membranosa dura que envolve a inflorescência na fase inicial) coberta de acúleos e pêlos rígidos. Frutos – ovóides ou piriformes com 5 a 6 centímetros de comprimento por 3 a 4 centímetros de diâmetro, revestidos de pêlos rígidos. A cor da casca é variável de marrom a vermelha. Propagação – divisão das touceiras ou por sementes.

Produção e produtividade

Não existem dados sobre a produtividade, pois os frutos não são comercializados.

Utilidade

A polpa dos frutos maduros e a amêndoa podem ser consumidas ao natural. As folhas são úteis na confecção de vassouras, chapéus e de artesanatos diversos. A planta pode ser usada nos trabalhos de paisagismo pelo visual que chama atenção através de seus espinhos de aparência agressiva, mas também ornamental.

Fonte: globoruraltv.globo.com


Bilimbi

Nome popular: bilimbim; biri-biri; limão-de-caiena; azedinha
Nome científico: Averrhoa bilimbi L.
Família botânica: Oxalidaceae
Origem: Ásia.

Bilimbi

Características da planta

Árvore de até 15 m de altura, tronco com casca lisa e escura. Folhas formadas por muitos folíolos, pilosos. Flores pequenas, vermelho-claras, aromáticas, presas aos ramos e tronco.

Fruto

Alongado, levemente sulcado, superfície lisa de coloração verde-amarelada. Polpa amarelo-clara envolvendo 2 sementes, elípticas e brancas. Frutifica de setembro a novembro.

Cultivo

indicada para regiões tropicais

O bilimbi é uma fruta muito próxima da carambola. Pouco menor do que esta e um pouco mais esverdeado, o bilimbi difere da outra basicamente por seu formato mais alongado e por apresentar o conhecido aspecto de estrela menos definido. Sua polpa firme e seu suco abundante contem, também como a carambola, altos teores de vitamina C e de ácido oxálico.

Verde ou maduro, ao contrário da carambola, o bilimbi é, quase sempre, considerado muito ácido e amargo para ser comido cru. Processado, salgado ou doce, o bilimbi tem os mesmos usos que a carambola: quando verde, serve para a confecção de conservas em pickles; quando maduro, aplica-se muito bem em receitas de geléias e compotas. Na culinária oriental o bilimbi é, também, bastante empregado como ingredientes no preparo de variados pratos salgados.

Segundo Pio Corrêa, o bilimbi nunca foi encontrado em estado silvestre sendo sua pátria, portanto, desconhecida como a da caramboleira. Supõe-se que ele deva ser originário do sudeste asiático, das ilhas da região da Malásia, onde até hoje é bastante produzida e comercializado.

Esse nome - bilimbi - é, aliás, uma simplificação da nome dado à fruta naquela região - blimbling asem que, por sua vez, é também semelhante ao nome dado à carambola por ali - bimbling manis - onde asem significa amargo, e manis, doce. Em inglês, o bilimbi é conhecido como cucumber tree fluit - significando, literalmente, a fruta da árvore do pepino - talvez uma referência ao fato de seu sabor e de sua aparência lembrarem os de um pequeno pepino.

Na Amazônia, onde se aclimatou muito bem, a bilimbi teria sido introduzido via Caiena, região das Guianas de onde viria o nome limão-de-caiena pela qual também é conhecido.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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Bilimbi

Nome Científico

Averrhoa bilimbi L.

Família

Averrhoaceae

Origem e dispersão

O bilimbizeiro é originário do Sudeste Asiático e foi provavelmente introduzido no Brasil pela região Amazônica através de Caiena, de onde vem o nome limão-de-caiena.

Características

A árvore alcança até 10 m de altura, possui folhas alternas, pinadas, compostas por 5 a 16 pares de folíodos oblongos. Os frutos são bagas elipsóides, de 5 a 8 cm de comprimento e 2 a 4 cm de diâmetro, nascem agrupados no tronco e ramos lenhosos da planta.

Clima e Solo

Semelhante à caramboleira, é uma árvore relativamente adaptável a diversas condições climáticas, preferindo áreas com temperaturas médias de 25ºC, sem geadas, e precipitação pluviométrica acima de 1000 mm, bem distribuída.

Propagação

A propagação pode ser feita por sementes ou por enxertia, levando 5 a 6 anos para produzir no primeiro caso.

Variedades

Há variedades que produzem frutos com menor acidez, os quais podem ser consumidos crus.

Utilização

O fruto é considerado muito ácido para consumo ao natural. Geralmente é processado salgado ou doce para confecção de conservas em picles, condimentos, molhos e preservativos. Quando maduro é utilizado em geléias e compotas. Constitui boa fonte de vitamina C.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Bilimbi

Nome popular

Bilimbim; biri-biri; limão-de-caiena; azedinha

Nome científico

Averrhoa bilimbi L.

Família botânica

Oxalidaceae.

Características da planta

Árvore de até 15 m de altura, tronco com casca lisa e escura. Folhas formadas por muitos folíolos, pilosos. Flores pequenas, vermelho-claras, aromáticas, presas aos ramos e tronco.

Fruto

Alongado, levemente sulcado, superfície lisa de coloração verde-amarelada. Polpa amarelo-clara envolvendo 2 sementes, elípticas e brancas. Frutifica de setembro a novembro.

Cultivo

Indicada para regiões tropicais

Origem e dispersão

O bilimbizeiro é originário do Sudeste Asiático e foi provavelmente introduzido no Brasil pela região Amazônica através de Caiena, de onde vem o nome limão-de-caiena.

O bilimbi é uma fruta muito próxima da carambola. Pouco menor do que esta e um pouco mais esverdeado, o bilimbi difere da outra basicamente por seu formato mais alongado e por apresentar o conhecido aspecto de estrela menos definido. Sua polpa firme e seu suco abundante contem, também como a carambola, altos teores de vitamina C e de ácido oxálico.

Verde ou maduro, ao contrário da carambola, o bilimbi é, quase sempre, considerado muito ácido e amargo para ser comido cru. Processado, salgado ou doce, o bilimbi tem os mesmos usos que a carambola: quando verde, serve para a confecção de conservas em pickles; quando maduro, aplica-se muito bem em receitas de geléias e compotas. Na culinária oriental o bilimbi é, também, bastante empregado como ingredientes no preparo de variados pratos salgados.

Segundo Pio Corrêa, o bilimbi nunca foi encontrado em estado silvestre sendo sua pátria, portanto, desconhecida como a da caramboleira. Supõe-se que ele deva ser originário do sudeste asiático, das ilhas da região da Malásia, onde até hoje é bastante produzida e comercializado.

Esse nome - bilimbi - é, aliás, uma simplificação da nome dado à fruta naquela região - blimbling asem que, por sua vez, é também semelhante ao nome dado à carambola por ali - bimbling manis - onde asem significa amargo, e manis, doce. Em inglês, o bilimbi é conhecido como cucumber tree fluit - significando, literalmente, a fruta da árvore do pepino - talvez uma referência ao fato de seu sabor e de sua aparência lembrarem os de um pequeno pepino.

Na Amazônia, onde se aclimatou muito bem, a bilimbi teria sido introduzido via Caiena, região das Guianas de onde viria o nome limão-de-caiena pela qual também é conhecido.

Clima e Solo

Semelhante à caramboleira, é uma árvore relativamente adaptável a diversas condições climáticas, preferindo áreas com temperaturas médias de 25ºC, sem geadas, e precipitação pluviométrica acima de 1000 mm, bem distribuída.

Propagação

A propagação pode ser feita por sementes ou por enxertia, levando 5 a 6 anos para produzir no primeiro caso.

Variedades

Há variedades que produzem frutos com menor acidez, os quais podem ser consumidos crus.

Utilização

O fruto é considerado muito ácido para consumo ao natural. Geralmente é processado salgado ou doce para confecção de conservas em picles, condimentos, molhos e preservativos. Quando maduro é utilizado em geléias e compotas. Constitui boa fonte de vitamina C.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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Biribá

Biribá

Também conhecida como ata, o biribá provém de uma árvore de pequeno porte, com até 8 metros de altura. O clima ideal para seu cultivo deve ser quente e úmido.

A fruta apresenta uma casca amarelada. Nela há inúmeros hexágonos semelhantes aos encontrados na pinha e na fruta do conde. Por serem da mesma família, o sabor também é parecido. A polpa do biribá é branca e suculenta, mole e adocicada.

Fonte: www.brasilsabor.com.br

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Duguetia lanceolata

Biribá

É uma árvore de até 20 m, nativa do Brasil, mais especifificamente dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo. Possui tronco branco, folhas lanceoladas, oblongas, e frutos de 6 a 9 cm, saborosos, com carpelos salientes, avermelhados, cultivada pelos frutos, pela madeira e para reflorestamento.

Possui ainda os seguintes nomes: aberêmoa, ameiju, ameju, cortiça, corticeira, embeu, meiju, perovana, pindabuna, pindaíba, pindaíba-branca, pindaíba-de-folha-grande, pindaibuna, pindaíva, pindaubuna, pindaúva, pindauvuna, pindavuna e pinhão. Fruto é globoso, composto por diversas partes hexagonais, muito unidas dando um aspecto característico. Polpa mole, branca, mucilaginosa que envolve as sementes de coloração castanho escura. Frutifica de fevereiro a junho. Propaga-se por sementes e prefere regiões de clima quente e úmido.

O biribá é mais um importante representante da família das Anonáceas. Assim como a ata, pinha ou fruta-do-conde, como o araticum-do-cerrado ou marolo, como a graviola e como a pindaíba, o biribá é conhecido Brasil afora por vários nomes diferentes. Dependendo da região em que ocorre, pode ser ata, condessa-verdadeira, fruta-da-condessa, etc.

Fonte: www.floresecesta.com.br

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Nome científico: Rollinia mucosa (sinonímia: Annona mucosa, Rollinia biflora, Rollinia deliciosa, Annona reticulata var. mucosa).
Família: Anonáceas
Nome comum: biribá, araticum, fruta-do-conde.
Origem: Brasil

Biribá

Descrição e característica da planta

A planta é perene e atinge 8 a 18 metros de altura. Ela é nativa na Mata Atlântica que vai dos estados do Rio de Janeiro ao Pernambuco e na Floresta Amazônica. As folhas são inteiras, de tamanho médio, de 10 a 25 centímetros de comprimento, margens lisas e brilhantes. As flores são emitidas ao longo dos ramos mais finos, em agrupamentos de dois a três. A polpa dos frutos é branca, suculenta, doce e envolve muitas sementes. A planta se desenvolve e frutifica bem em condições de temperatura amena para quente e solos profundos, bem drenados, férteis, ricos em matéria orgânica e boa disponibilidade de água durante o ano. A propagação é feita por sementes e principalmente por enxertia. As variedades cultivadas e mais conhecidas são: biribá “Liso” e biribá ”Prolific”.

Produção e produtividade

As plantas produzem grande quantidade de frutos de novembro a maio.

Utilidade

A polpa é consumida ao natural e muito apreciada nas regiões Nordeste e Amazônica do Brasil.

Fonte: Frutas brasileiras e exóticas cultivadas (de consumo in natura). Harri Lorenzi e outros. São Paulo: Instituto Plantarum de estudos da flora. 2006. 640 p.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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Nome popular: ata; verdadeira condessa; araticum patiá
Nome científico: Rollinia mucosa (Jacq.) Baill.
Família botânica: Annonaceae
Origem: Antilhas e México.

Biribá

Características da planta

Árvore pequena com até 8 m de altura, ramos pilosos quando jovens. Folhas até 15 cm de comprimento. Flores verdes externamente e róseas internamente.

Fruto

Globoso, composto por diversas partes hexagonais, muito unidas dando um aspecto característico. Polpa mole, branca, mucilaginosa que envolve as sementes de coloração castanho escura. Frutifica de fevereiro a junho.

Cultivo

Propaga-se por sementes e prefere regiões de clima quente e úmido.

O biribá é mais um importante representante da família das Anonáceas.

Assim como a ata, pinha ou fruta-do-conde, como o araticum-do-cerrado ou marolo, como a graviola e como a pindaíba, o biribá é conhecido Brasil afora por vários nomes diferentes. Dependendo da região em que ocorre, pode ser ata, condessa-verdadeira, fruta-da-condessa, etc.

Existem biribás de tipos variáveis, em relação ao peso, à quantidade de polpa, à forma do fruto, tornando-se, também neste caso, difícil estabelecer a identidade precisa de cada um.

Trata-se, genericamente, de um fruto que nasce em árvores de tamanho pequeno a médio, que alcançam no máximo 8 metros de altura, e que tem a casca amarela ponteada por numerosas saliências, sendo uma para cada segmento interno do fruto. De polpa suculenta e pouco fibrosa, de cor branca a crome, de sabor agradável e doce, o biribá é quase sempre consumido in natura, sendo uma das frutas mais populares e apreciadas de toda a região amazônica.

A importância do biribá no norte do Brasil é, seguramente, comparável à importância que alcança a comercialização e o consumo da graviola no nordeste: na época da frutificação o biribá pode ser encontrado por toda parte, em todas as feiras.

Com seu bonito amarelo, surge enfeitando as esquinas _ das grandes cidades, os pequenos mercados de beira-rio, as feiras de frutas do Mercado Ver Peso em Belém e do Mercado Municipal de Manaus.

Apesar de ser pouco cultivado comercialmente, o biribazeiro pode ser encontrado na maioria dos pomares domésticos das cidades da região e em praticamente todos os pomares do interior, sendo, seu fruto, vendido tanto nas bancas dos mercados como por ambulantes nas ruas.

O biribá é, segundo Paulo Cavalcante, originário da região fronteiriça entre o Brasil e o Peru. Por muito tempo supôs-se que o biribá tivesse se originado nas Antilhas, de onde teria sido trazido para a Amazônia.

No entanto, uma vez que várias espécies silvestres similares ocorrem num e noutro lugar, é difícil a determinação precisa de sua origem. O fato é que, atualmente, o biribá encontra-se em grande dispersão desde o Caribe até o extremo sul da Amazônia.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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Baru

Baru
Castanha de baru

Castanha de baru
Castanha de baru

Nomes populares

Castanha de baru, cumbaru, cumaru, castanha de burro, viagra do cerrado, coco barata, coco feijão.

Nome científico

Dipteryx alata Vog

Ocorrência

Ocorrre nas matas e cerrados do Brasil Central, envolvendo terras dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.

Aspectos botânicos e ecológicos

Baruzeiro
Baruzeiro

Leguminosa arbórea da família Fabaceae.

Árvore de grande porte chegando a medir 25 metros de altura, podendo atingir 70 cm de diâmetro com vida útil em torno de 60 anos.

O baru está ameaçado de extinção em função da procura pela madeira e pelo nível de desmatamento do Cerrado.

Ocorre corte indiscriminado do baru para fabricação de carvão vegetal, instalação de cercas (moirões), indústria moveleira, construção civil, entre outros usos.

O baru é encontrado em terras férteis e seus ecossistemas de ocorrência têm sido massivamente desmatado em função do avanço da fronteira agropecuária sobre o Cerrado.

Crescimento rápido sendo importante para fixação de carbono da atmosfera.

Tem sua primeira frutificação com cerca de 6 anos, sendo este período bastante variado em função das condições de solo e água.

Possui safra intermitente com variações bruscas de intensidade de produção de frutos de um ano para o outro. Para efeitos práticos, relacionado a utilização comercial, produz uma safra boa a cada 2 anos.

Uma árvore adulta produz cerca de 150 kg de fruto por safra boa. Possui apenas uma semente por fruto, do qual pode se aproveitar a polpa, endocarpo e semente (amêndoa).

O tamanho do fruto varia muito de região por região, bem como em função das condições de solo, água e genética da planta. Em média o fruto pesa 25g, sendo 30% polpa, 65% endocarpo lenhoso e 5% semente.

Baru

A polpa do baru constitui importante fonte de alimento para a fauna nativa (pequenos mamíferos, roedores, pássaros, morcego, etc) e para o gado que se alimentam roendo a polpa da fruta na época da safra.

A época da floração e frutificação varia de acordo com a região, sendo que a colheita geralmente é feita após o pico de queda dos frutos maduros.

Aplicações do baru

  • Alimentação humana
  • Alimentação animal
  • Medicina
  • Indústria cosmética
  • Artesanato
  • Combustível
  • Indústria madereira/moveleira
  • Construção civil/rural
  • Adubação natural (leguminosa)
  • Moirão vivo

Produtos e subprodutos do baru e respectivos uso

Parte do fruto Produto/sub-produto Usos
Polpa Polpa in natura Alimentação animal
Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Polpa desidratada Alimentação animal
Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Farinha Alimentação humana
Álcool/Cachaça Consumo humano
Medicinal/farmacêutico
Cosmético
Industrial
Resíduos Agrícola (adubo orgânico)
Amêndoa Amêndoa crua Alimentação animal
Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Agrícola (produção mudas)
Amêndoa torrada Alimentação humana
Farinha Alimentação humana
Leite Alimentação humana
Óleo Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Cosmético
Industrial
Torta Alimentação humana
Medicinal/farmacêutico
Cosmético
Industrial
Pasta/manteiga Alimentação humana
Endocarpo lenhoso Carvão Combustível
Ácido Pirolenhoso e alcatrão Industrial
Endocarpo lenhoso Artesanato

Qualidade nutricional da amêndoa

Calorias 502 kcal/100g

Informações Nutricionais
Componente g /100g
Proteína 23,9
Gorduras totais 38,2
Gorduras saturadas 7,18
Gorduras insaturadas 31,02
Fibras totais 13,4
Carboidratos 15,8

Tabela de Minerais

Minerais mg/100g
Cálcio 140
Potássio 827
Fósforo 358
Magnésio 178
Cobre 1,45
Ferro 4,24
Manganês 4,9
Zinco 4,1

Referência

Takemoto, E. et al. Composição química da semente e do óleo de baru (Dipteryx alata Vog.) nativo do Município de Pirenópolis, Estado de Goiás. Rev. Inst. Adolfo Lutz, 60(2):113-117, 2001.

Fonte: www.centraldocerrado.org.br

Baru

Árvore frutífera do Cerrado brasileiro, que possui uma castanha de excelente sabor e propriedades nutricionais. É rico em proteínas, fibras, magnésio, potássio e ferro, além de possuir alto valor energético.

O baru está fortemente ameaçado pelo desmatamento para plantio de grãos, implantação de pastagens e utilização de sua madeira.

O aproveitamento dos frutos contribui para a conservação da espécie e do Cerrado, além de melhorar a qualidade de vida das comunidades envolvidas na coleta e no beneficiamento.

Fonte: www.nordestecerrado.com.br

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Baru

Castanha de Baru

Grande parte da área central do Brasil é coberta pelo Cerrado, um bioma com vegetação típica, incluindo árvores e arbustos que são especialmente resistentes ao clima seco. No Brasil o Cerrado forma um bioma similar às savanas da Austrália e África, com flora ainda mais diversa e expressiva.

O baruzeiro (Dipteryx alata Vog) é uma planta leguminosa arbórea nativa do Cerrado. Seus frutos amadurecem entre Setembro e Outubro, e contém uma castanha com um sabor delicado e agradável, conhecida como Castanha de Baru.

Grandes áreas do cerrado estão sendo transformadas em fazendas com a introdução da monocultura da soja e cereais.

Além disso, como a madeira do baruzeiro é usada no setor de construções, sua sobrevivência está ameaçada devido à extração de madeira para comercialização.

Por essas razões, o baru está em risco de extinção, mesmo existindo leis relacionadas à proteção e preservação do meio ambiente que protegem as espécies nativas do Cerrado.

A castanha de baru, quando torrada, tem sabor semelhante ao amendoim ou castanha de caju. Tem valor nutricional alto, e contém cerca de 26% de proteínas. Pode ser consumido inteiro ou para o preparo de receitas de doces típicos, como o pé-de-moleque e paçoquinha, ambos com rapadura, leite condensado e castanhas torradas.

O baru pode ser conservado facilmente em temperatura ambiente, porque se a fruta for estocada adequadamente, as propriedades físico-químicas da castanha permanecerão as mesmas por cerca de três anos.

Não existe comercialização ou utilização da polpa da fruta do baru, apesar de suas propriedades organolépticas e nutricionais.

É possível extrair óleo de excelente qualidade da castanha de baru, para utilização como tempero ou como anti-reumático. Apesar de suas propriedades e qualidades, o óleo não é vendido intensivamente no mercado local.

O baruzeiro é também usado em projetos de reflorestamento, porque cresce rapidamente, com madeira muito resistente e de excelente qualidade.

Fonte: www.slowfoodbrasil.com

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Planta do cerrado, do barueiro aproveita-se o fruto, amêndoa (castanha), óleo e madeira de boa qualidade

Baru

Nome popular da fruta: Baru (cumbaru, barujo, coco-feijão e cumarurana)
Nome científico:Dypterix alata Vog.
Origem: Brasil (Cerrado)

Fruto

O barueiro produz de 500 a 3.000 frutos por planta, com tamanho variando de 5 a 7 cm de comprimento por 3 a 5 cm de diâmetro. A cor da casca, quando maduro, é amarronzada, assim como a polpa. O peso varia de 26 a 40 g.

Cada fruto possui uma semente (amêndoa) de cor marrom-claro ou marrom-escuro. O peso de 100 amêndoas atinge cerca de 150 g. A amêndoa é rica em calorias e proteínas. A polpa é rica em proteína, aromática, muito consumida pelo gado e animais silvestres.

Planta

O baru tem porte arbóreo, atingindo de 6 a 8 metros de altura por 6 a 8 metros de diâmetro de copa. A planta frutifica em um período muito curto do ano, nos meses de setembro e outubro. Ocorre nas formações de mata seca, cerradão ou cerrado. É exigente em fertilidade, ocorrendo em áreas de solos mais férteis.

Cultivo

O plantio de fruteiras do cerrado reduz a pressão da coleta extrativa e predatória dos frutos.

O barueiro pode ser utilizado na recomposição ambiental (recuperação de áreas desmatadas), em reflorestamento, para proteção de nascentes, margens de rios e lagos, no sombreamento de pastagens, etc.

Como não há disponibilidade de sementes selecionadas comerciais, o produtor deverá iniciar o plantio a partir da coleta de frutos no campo. As plantas fornecedoras (matrizes) deverão ser selecionadas criteriosamente, observando seu vigor, produtividade, qualidade dos frutos e ausência de pragas. Essas plantas devem ser identificadas e preservadas, para futuras coletas.

Extraída a polpa, as sementes são lavadas e postas para secar em local ventilado e seco. As sementes devem ser selecionadas, procurando-se uniformizar os lotes por tamanho, cor e forma, eliminando-se sementes deformadas, sem amêndoa ou com sintomas de ataque de pragas.

O viveiro de mudas deverá ser preparado para semeadura o mais breve possível após a coleta das sementes.

Essa área deve ser isolada e protegida da entrada de animais e pessoas que possam comprometer as mudas. Antes do plantio, as sementes do baru devem ser escarificadas (passadas em superfície áspera para promover sulcos em sua pele) e imersas em água por 24 horas.

As mudas de baru devem ser produzidas em sacos de polietileno colocando-se 1 ou 2 sementes por saco, enterradas a profundidade de 1 cm. A percentagem de germinação alcança 95% e o período de germinação é de 15 a 25 dias. O plantio das mudas no campo pode ser feito com espaçamento de 8 x 8 metros.

Para exploração comercial das plantas do cerrado, o produtor deve realizar previamente uma pesquisa de demanda no mercado, identificando potenciais compradores e sua real necessidade de produto. Pode realizar algum beneficiamento ou a industrialização, desde que identifique claramente canais de distribuição para seus produtos.

Usos

A polpa do baru é consumida fresca ou em forma de doces, geléias e licores, podendo ser utilizada para sorvetes. A amêndoa é consumida torrada ou em forma de doces e paçoca. O óleo, obtido por meio do processamento das amêndoas, é utilizado na alimentação humana de maneira variada. Sua madeira apresenta alta durabilidade e pode ser utilizada para confecção de mourões.

A castanha do baru possui grande riqueza energética, além de vitaminas, sais minerais e gordura vegetal. São ricas em fibras, potássio, proteína, lipídio, fósforo, magnésio, vitamina C e cálcio.

Pierre Vilela

Fonte: www.sebrae.com.br

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Baru

Castanha de Baru

O Barú é uma árvore da família das leguminosas, seu nome científico é Dipteryx alata. É uma planta adubadora do solo e fixadora de nitrogênio, tem desenvolvimento rápido e dependendo do solo pode começar a produzir frutos a partir de quatro anos e madeira de excelente qualidade. É também uma árvore melífera, ou seja, produz néctar nas flores e nas folhas nas primeiras brotações, excelente para as abelhas.

Do seu fruto, aproveita-se a castanha, a polpa, que é adocicada e a sua casca dura pode ser usada como carvão, combustível de caldeira ou para fogão. Na seca em que é a época da colheita do fruto o gado roe a polpa do fruto no pasto, suplementando a sua alimentação, mas não come a casca, onde se encontra a castanha.

A castanha torrada é muito energética e nutritiva. Saiba mais sobre o alimento que saiu do anonimato graças a um estudo da Universidade de Brasília (tabela nutricional comparativa abaixo).

O sabor lembra o do amendoim.

A nutricionista paulista Neide Rigo também enaltece o alimento. " O barú é ótima fonte de fibras", garante. Até agora as pesquisas brasilienses revelam que todas essas propriedades se encontram na amêndoa.

Baru

Qualidade nutricional da amêndoa

Informações nutricionais

Componente g/100g
Valor calórico 502 kcal/100g
Proteína 23,9
Gorduras totais 38,2
Gorduras saturadas 7,18
Gorduras insaturadas 31,02
Fibras totais 13,4
Carboidratos 15,8

Tabela de minerais

Minerais mg/100g
Cálcio 140
Potássio 827
Fósforo 358
Magnésio 178
Cobre 1,45
Ferro 4,24
Manganês 4,9
Zinco 4,1

Fonte: www.lageado.com.br

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