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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cambucá

Nome Científico: Plinia edulis (Berg) Nied.
Família Botânica: Myrtaceae
Nome Popular: cambucá, cambucazeiro, cambucá-verdadeiro.

Cambucá

Características Gerais

Seus frutos são comestíveis e muito saborosos para o consumo "in natura" e são procurados por várias espécies de pássaros, podendo ser empregados em reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.

Fonte: www.todafruta.com.br

Calamondim

Calamondin

Nome científico

Citrus madurensis Lour

Família

Rutaceae

Origem e dispersão

Nativo na China. Distribuído na Ásia e outros países.

Clima e solo

É subtropical, mais resistente ao frio que os limões e limas ácidas.

Propagação

Pode ser propagado por enxertia e há variedades comerciais, inclusive uma ornamental, com folhas variegadas.

Variedades

Há diversos tipos, embora pouco importantes.

Utilização

Os usos mais comuns dos frutos de calamondin, além do ornamental, podem ser os mesmos dos limões e limas ácidas, ou seja, em temperos, refrigerantes, geléias, sorvetes e outros. A casca também pode ser utilizada para se fazer doce. Possui propriedades medicinais, desodorante e como xampu. É usado ainda como porta-enxerto do Kunquat.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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Calamondin

Nome científico

Citrus madurensis Lour

Família

Rutaceae

Origem e dispersão

Nativo na China. Distribuído na Ásia e outros países.

Clima e solo

É subtropical, mais resistente ao frio que os limões e limas ácidas.

Propagação

Pode ser propagado por enxertia e há variedades comerciais, inclusive uma ornamental, com folhas variegadas.

Variedades

Há diversos tipos, embora pouco importantes.

Utilização

Os usos mais comuns dos frutos de calamondin, além do ornamental, podem ser os mesmos dos limões e limas ácidas, ou seja, em temperos, refrigerantes, geléias, sorvetes e outros. A casca também pode ser utilizada para se fazer doce. Possui propriedades medicinais, desodorante e como xampu. É usado ainda como porta-enxerto do Kunquat.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Calabura

Calabura

A calabura,pelo seu rápido crescimento e intensidade de frutificação, despertou grande interesse, ao setor de Manejo de Fauna e Áreas Silvestres, como uma espécie de enriquecimento da flora.

A calabura ou pau-seda, espécie originária das Antilhas e com frutos apreciados pelos pássaros e peixes, foi introduzida no Brasil pelo I.A.C. – Instituto Agronômico de Campinas, em 1962, a partir do Egito.

Sabe-se também que cada fruto, com 1,6 cm de diâmetro, pode conter, em média, 4.450 sementes e que um grama de sementes limpas e secas contém aproximadamente 44.500 unidades.

A calabura apresenta-se como uma ótima opção para os plantios de enriquecimento ou mistos com as essências florestais, visando a proteção à fauna.

Tanto a propagação por estaquia como por sementes são alternativas que permitem a produção de mudas e conseqüentemente plantio em maior escala.

As mudas produzidas, tanto por semeadura como por estacas, foram plantadas na Estação Experimental de Recursos Naturais Renováveis – Anhembi – SP., em consorciação
com a peroba rosa (Aspidosperma polyneuron).

Essa experimentação tem como objetivo principal verificar o sombreamento das plantas de peroba rosa à diferentes níveis de sombreamento proporcionados pela calabura.

Dezoito meses após o plantio, pode-se verificar o excelente desenvolvimento tanto das mudas de calabura como da peroba.

Vale salientar que as plantas de peroba, circundadas por várias plantas de calabura, apresentam um maior crescimento em relação aos plantios homogêneos de peroba.

A presença de diferentes espécies de pássaros nutrindo-se dos frutos de calabura,nesta idade, reflete o potencial desta espécie nos programas de manejo de fauna e áreas
silvestres.

A madeira apresenta baixa densidade, própria para a fabricação de pequenos tonéis ou caixotes, réguas, caixas e engradados de embalagens de frutos. Essas características credenciam a espécie para ser utilizada em futuros programas de reflorestamento (Corrêa,
1978 e Joly, 1998).

Fonte: www.tropicalflora.com.br

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Calabura

Nome científico

Muntingia calabura L.

Família

Tiliaceae.

Origem e dispersão

Nativa do México à Colômbia. Foi introduzida no Brasil pelo Instituto Agronômico, há mais de 30 anos. Adaptou-se muito bem em São Paulo.

Clima e solo

Adapta-se em climas tropicais e subtropicais e prefere solos leves.

Propagação

Propagada por sementes, entra em produção aos 2 ou 3 anos.

Utilização

Os usos do fruto, além do consumo ao natural, podem ser para a confecção de geléia. A planta, por crescer rapidamente, pode ser usada como ornamental, ou para quebra-vento.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Calabaça

Nome científico: Crescentia cujete (sinonímia: Crescentia acuminata, C. angustifolia, C. arbórea, C. cujete var. puberula, C. cuneifólia, C. fasciculata, C. plectantha, C. spathulata).
Família: Bignoniáceas
Nome comum: cuité, coité, cabaceira, cuieira, “calabash” (inglês)
Origem: América Tropical e Antilhas.

Calabaça

Descrição e característica da planta

Árvore perene de porte médio de até 12 metros de altura com ramos longos, pendentes e cobertos por folhas em toda a sua extensão. As folhas são simples, inteiras, alongadas, de diversos tamanhos, cor verde-escura e brilhante. Não forma uma copa frondosa. As flores são relativamente grandes, hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), formadas ao longo do tronco e ramos de cor branco-amarelada. Os frutos são ovóides ou arredondados, cor verde-clara, com 15 a 30 centímetros de diâmetro. As cascas dos frutos tornam-se marrom-negros quando maduros e bem duros. A polpa é amarelada e contém muitas sementes. A planta se desenvolve e frutifica bem em condições de temperatura quente a amena, não tolera regiões frias sujeitas a geada. A propagação é feita principalmente por sementes e pode ser feita também por enraizamento de estacas.

Produção e produtividade

A planta tem um lento crescimento, mas após alguns anos produz vários frutos grandes arredondados que despertam curiosidades.

Utilidade

A planta é adequada para plantio em parques e jardins, pelo exotismo de seus frutos gigantes, semelhantes à melancia, no tronco e nos ramos. As sementes podem ser consumidas, se cozidas ou torradas. A polpa pode ser usada no preparo de xarope. Os frutos, depois da retirada da polpa e secos, podem ser usados como recipientes domésticos, chocalhos, cuias, pratos e colheres rústicos.

Fonte: globoruraltv.globo.com

Caimito

Caimito

Caimito

Árvore de 12 a 15 m de altura. Quando cortada ou retirada as folhas, flores ou frutos, produz uma substância leitosa (árvore latescente). Folhas alternas, pecioladas, elíptico-oblongas, de ápice obtuso ou agudo, agudas na base, bordo inteiro, pilosa na face inferior, com pêlos dourados definindo uma coloração que pode variar do marrom ao dourado, de fácil reconhecimento, bem nítidos. Flores com corola tubulosa, numerosas nas axilas das folhas, apresentando pedicelo recoberto por lanugem brancacenta. Fruto baga globosa, roxa, azul ou esverdeada, de 5 a 10 cm de diâmetro, polpa branca, às vezes rósea gelatinosa, contendo 4 sementes pardas ou pretas.

OBSERVAÇÕES ECOLÓGICAS E OCORRÊNCIA

Espécie originária das Antilhas.

USOS MAIS FREQUENTES

Polpa do fruto muito agradável, gelatinosa e doce, muito usada para doces e ao natural.

Flor: Fevereiro a maio
Fruto: Maio a setembro

Fonte: www.esalq.usp.br

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Nome científico: Chrysophyllum cainito
Família: Sapotáceas
Nome comum: caimito, abiu-roxo
Origem: América Central e Antilhas

Caimito

Descrição e característica da planta

Planta perene de clima quente. Árvore – com 10 a 18 metros de altura e exsuda látex nos ferimentos. Folhas – inteiras, ovais, verde-escuras, lisas e brilhantes na face superior, pálido-esbranquiçado e com pêlos, na inferior. Flores – brancas ou amareladas, isoladas, emitidas em agrupamentos, em forma de tufos, na axila das folhas com os ramos. Frutos – globosos, tipo baga (fruto com polpa suculenta e contém sementes), casca fina, lisa, de cor verde ou roxa, polpa carnosa e pegajosa devido ao látex e com 6 a 10 sementes por fruto.

A propagação é feita principalmente por sementes. A alporquia é um método de propagação vegetativa recomendada. É uma técnica usada para enraizar ramos com diâmetro de 1,5 a 2,5 centímetros, na própria planta que já esteja frutificando, pela retirada de um anel da casca. Depois se cobre o local com musgo úmido ou terra úmida e protege-os com um plástico para não secar.

A adição de um hormônio de enraizamento, o ácido indol butílico, no local do corte, favorece o enraizamento. A formação de raízes ocorre no período de 40 a 60 dias. Ao constatar a emissão de raízes, apalpando-se o local, deve-se cortar o ramo logo abaixo, retirar o plástico, plantar num substrato rico em matéria orgânica e manter em local que propicie bom desenvolvimento. Em geral, as plantas propagadas por alporquia têm menor longevidade em relação a outros métodos de propagação.

Produção e produtividade

A frutificação ocorre de julho a dezembro.

Utilidade

Os frutos são consumidos ao natural e na forma de sucos, geléias e compostas.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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Chrysophyllum caimito L

Partes Usadas: Folhas, frutos e cascas.
Família: Sapotáceas

Caimito

Características

Árvore de 10 a 20 m de altura, de copa espalhada. Seu fruto é uma baga arredondada ou elipsoidal, de 5 a 10 cm de diâmetro, branco-esverdeado ou purpúreo-escuro. No Brasil é encontrado nas regiões mais quentes dos estados do Norte, Nordeste e Sudeste.

Dicas de Cultivo

Desenvolve-se bem em locais de clima quente e úmido, com boa distribuição de chuvas e com solos profundos e drenados. Sua propagação pode ser por sementes, as quais demoram 6 semanas para germinar. Propaga-se, também, por encostia ou alporquia.

Outros Nomes

Abiu-do-Pará, camiquié, caimiteiro. Port.: cinito, ciniti, cniquié; Esp.: caimito [morado], caimo maduraverde, teta de burra; Fr.: caimitier, caimite; Ing.: caimito, star-apple.

Princípios ativos

A polpa dos frutos contém 15g de glicosídeos por 100 g de parte comestível, 2g de lipídios e 1g de protídeos. É também encontrados sais minerais e pequenas e vitaminas A, B, e C, em pequena quantidade.

Propriedades

Seus frutos são adstringentes e servem para diarréias. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto tem efeito balsâmico e febrifugo, e são utilizados contra bronquite e resfriados.

Indicações

Frutos: podem ser comidos à vontade. Decocção da casca e folhas à razão de 30-50 g por litro de água. Tomam-se de 3 a 5 xícaras quentes por dia.

Fonte: www.cantoverde.org

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Caimito

Um fruto saboroso e medicinal, refrescante e de um sabor muito agradável, provavelmente originário da América tropical, provavelmente das Antilhas. É encontrado nas zonas tropicais do México e América Central. No Brasil é encontrado nos estados do Norte, Nordeste e Sudeste, em locais de clima quente e úmido, com boa distribuição de chuvas e com solos profundos e bem drenados.

Em Portugal é conhecido como cainito, ciniti, caninquié; na Espanha caimito [morado], caimo maduraverde, teta de burra; na França caimitier, caimite e na Inglaterra como caimito, star-apple. No Brasil é também conhecido como abiu-do-Pará.

O Caimito é uma bela árvore da família das Sapotaceae, família botânica composta por 600 espécies de árvores tropicais e com frutos em baga. Essa árvore pode atingir os 15 m de altura, frequentemente cultivada como ornamental, por seu belo aspecto. As folhas tem uma penugem sedosa e de cor dourada, na página superior.

O fruto é redondo de uns 10 cm de diâmetro, com pele púrpura ou verd fruto do caimitoe claro e polpa gelatinosa de sabor doce e aromático, que lembra o da pêra.

A polpa dos frutos contém glicídeos, lipídeos, protídeos, além de sais minerais e pequenas quantidades de vitaminas A, B e C. As folhas são usadas como cicatrizantes de feridas. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo, pelo que se utilizam contra a bronquite e resfriados. É também adstringente e febrífugo.

Fonte: saudepelasplantas.blogspot.com

Café

Nome popular: cafeeiro
Nome científico: Coffea arabica L
Família botânica: Rubiaceae
Origem: África

Café

"E eu sinto o gosto, o aroma,o sangue quente de São Paulonesta pequena noite líquida e cheirosaque é a minha xícara de café." MARTIM CERERÊ Cassiano Ricardo

Características da planta

Arbusto de até 4 m de altura, caule reto de casca cinzenta e rugosa. Copa cônica com ramos laterais pendentes. Folhas onduladas nos bordos e de coloração verde-acinzentada quando jovens, verde-brilhante posteriormente. Flores brancas aglomeradas ao longo dos ramos, aromáticas e atrativas para abelhas.

Fruto

Forma ovóide, verdes passando a vermelho e tornando-se preto de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante, contendo sementes de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo- esverdeada, envoltas por polpa branca, adocicada.

Cultivo

Prefere regiões de clima ameno, não suporta geadas. Necessita de solos férteis, drenados e arejados. Desenvolve-se melhor em locais sombreados. Há muitas variedades e delas obtém-se os diversos sabores e aromas do café. Frutifica de maio a julho.

"As mais aprofundadas investigações históricas têm permitido estabelecer que o uso da beberagem feita com as sementes do cafeeiro foi iniciado pelos árabes do Yemen, no sétimo século da nossa era,portanto entre os anos 600 e 700. O "kahwah" ou "cavé"fora, então, para ali trazido de longe,de sua pátria, das terras altas da misteriosa Abissínia, onde não se Ihe conhecia qualquer préstimo" DICIONÁRIO DAS PLANTAS UTÉIS DO BRASIL e das exóticas cultivadas M. Pio Corrêa (1926)

Embora existam ainda algumas divergências quanto ao local e à época exatos em que se iniciou o cultivo e o uso sistemático do café, parece certo que a África foi o berço da espécie Coffea. É certo, também, creditar-se ao povo árabe tal façanha.

Parece que foram os próprios árabes, em seus processos expansionistas, os grandes disseminadores da espécie por todo o mundo conhecido em sua época. E é por esse motivo que uma das espécies mais conhecidas e cultivadas comercialmente hoje em dia, a primeira a ser descrita pelos árabes e a chegar ao continente europeu, tenha sido justamente batizada como Coffea arabica.

Tudo leva a crer que exemplares nativos dessa espécie podiam ser encontrados em toda a faixa equatorial que atravessa o continente africano, desde a Etiópia até o Congo, alcançando o sul de Angola.

A partir de seus centros de origem e de dispersão, o café iniciou sua grande migração ao redor do mundo. Com os árabes, seu cultivo foi levado para as regiões litorâneas do Mar Vermelho. Em 1690, o café foi dali para as ilhas de Java, Bornéu e Sumatra, na Indonésia, levado pelos holandeses. Da indonésia, rapidamente partiu para as terras do atual Sri Lanka, no Oceano Índico, por onde chegou à Índia e penetrou no continente asiático.

No início do século XVII, o café proveniente dessas regiões alcançava altos preços no mercado europeu e já era fartamente comercializado pelos holandeses e venezianos, que se apressaram a juntar os sacos de café às preciosas especiarias trazidas do Oriente.

"Quedê o sertão daqui? Lavrador derrubou.Quedê o lavrador? Está plantando café.Quedê o café? Moça bebeu.Mas a moça onde está? Está em Paris." MARTIM CERERÊ Cassiano Ricardo

Reputado como produto de grandes propriedades medicinais, revigorador do intelecto e excitante, o café foi introduzido na Europa e passou a ser cada vez mais consumido: os grãos de café, torrados e moídos, eram colocados na água quente e consumidos à moda dos árabes, o que incluía a aromatização com canela e cravo da Índia.

Logo as cidades européias ganharam cafeterias em profusão, onde se reuniam escritores, filósofos e artistas em torno da bebida café em suas variadas preparações.

Desde então, ou até mesmo muito antes disso, o café já tinha encontrado sua verdadeira vocação: o aroma e o sabor do líquido escuro, sorvido em pequenos goles, têm a capacidade de reunir as pessoas e, mesmo que por poucos minutos, instaurar o silêncio e fazer refletir.

Entre 1706 e 1718, período curto considerando-se as distancias e as dificuldades de transporte da época, o café foi levado, pelas mãos dos holandeses, da Indonésia até a América, passando antes pelos jardins botânicos europeus.

Nas possessões da França e da Holanda na América do Sul e nas Antilhas, iniciou-se prontamente o seu cultivo e, por questões de segurança e de monopólio, tornou-se proibida a venda de qualquer café que fosse capaz de nascer, crescer e produzir.Apesar de tantos cuidados, menos de 10 anos depois o café chegou ao Brasil, mais precisamente em Belém do Pará, pelas mãos do sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que obteve mudas e sementes não se sabe ao certo de que forma. No mesmo ano de 1727, o café começou a ser cultivado em terras brasileiras, expandindo-se logo em seguida para outras regiões: Maranhão, Ceará, Vale do São Francisco, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Nesses primeiros tempos, no entanto, a importância do café na economia do país ainda era inexpressiva. Em tempos de parcos conhecimentos e de poucos recursos e nas oscilações dos preços internacionais, a cultura do café não se estabeleceu facilmente.

Cultura nômade e exigente - "polvo com milhões de braços" como disse Monteiro Lobato em seu livro "A onda verde" - o café caminhava sempre em busca de terras novas, à medida em que se exauriam os solos. Essa é, aliás, uma das principais características da história da lavoura cafeeiras o nomadismo.

No final do século XVIII, o café estava chegando ao Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo: era o início da grande saga do café do Brasil.

Alguns anos depois, na região de Campinas, porta de entrada para as áreas paulistas de "terra roxa", as plantações de café começaram a mostrar todo o seu potencial econômico. Em pouco tempo, na metade do século XIX, São Paulo já aparecia nas listas dos grandes produtores e exportadores de café.

As plantações foram se diversificando: os governos e os produtores começaram a investir em pesquisas para o melhoramento da espécie e para a criação de novas linhagens e no desenvolvimento de técnicas de plantio, colheita e beneficiamento.

As altas sucessivas do preço internacional do café, conseqüência da expansão do mercado norte- americano, foram empurrando e ampliando a cafeicultura para o Oeste, por todo o interior do Estado de São Paulo e adjacências.

O volume de capital gerado e movimentado com a atividade cafeeira e com o estabelecimento das grandes fazendas modificou completamente o modo de vida das regiões produtoras e levou os "Barões do Café" a ocuparem lugares de proeminência na cena política nacional.

Em 1920, o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar entre os países exportadores de café de todo o mundo posigão esta que manteve por muitos anos - e que ligou seu nome, de maneira definitiva, com a imagem do café.

Desde que atingiu seu apogeu no Brasil, com períodos de maior ou de menor crise, pode-se dizer que a cultura do café aí se manteve. Prosseguindo seu movimento de migração, o café passeou por muitas regiões, atingindo um pico impressionante em algumas delas e, rapidamente, entrando em declínio, como foi o caso do Estado do Paraná após a grande geada de 1975.

Hoje em dia seu cultivo avança nas terras dos cerrados de Minas Gerais, onde o clima e o solo favorecem sobremaneira o plantio do Coffea arabica, conquistando uma altíssima qualidade, já reconhecida pelo mercado internacional.

Existem inúmeras variedades de cafés conhecidos como Arábica: tipos e linhagens diferentes de cafés; de maior ou menor produtividade, rusticidade e resistência às pragas e às intempéries; mais ou menos exigentes de cuidados; e dos quais se obtêm grãos, pós e bebidas de qualidades e preços também extremamente variados.

Algumas dessas variedades - muitas vezes obtidas . através de experimentos de seleção, cruzamentos, hibridação ou por puro acaso genético - nasceram e se desenvolveram em terras e solos brasileiros, tais como o Amarelo de Botucatu, o Maragogipe Vermelho, o Maragogipe Amarelo, o Caturra Vermelho, o Caturra Amarelo, o Bourbon Amarelo, o Mundo Novo, o Catuaí Vermelho, o Catuaí Amarelo, entre outros.

"Um cafeeiro de Amsterdã, deu origem aos cafezais de Suriname, da Güiana e do Brasil.Novamente, foi de um cafeeiro do Rio de Janeiro que se originaram as primeirasplantações dos Estados do Rio, Minas Gerais e São Paulo. Também uma única planta deJundiaí deu origem aos cafezais de Campinas e regiões circunvizinhas. Os cafezaisbrasileiros constituíram assim, enorme progênie de um só cafeeiro, C. arabica cv. Arábica,café também conhecido como Nacional, Crioulo e Típica." HISTÓRICO DE DESENVOLVIME.NTO DO CULTIVO DO CAFÉ NO BRASIL
Alcides Carvalho

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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Café

OS BENEFÍCIOS DO CAFÉ PARA SAÚDE

O café é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, apesar de alguns preconceitos. Entretanto, tomar um “cafezinho” em doses moderadas pode trazer à saúde mais benefícios que o simples prazer de degustar a tradicional bebida.

O café é uma bebida rica em minerais, contém vitamina B, ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais, nutrientes que ajudam a prevenir a depressão e suas conseqüências como o tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas. A recomendação dos especialistas é de um consumo de 3 a 4 xícaras diárias (cerca de 500 mg de cafeína), o que estimula a atenção, concentração, memória e o aprendizado escolar.

O consumo diário e moderado de café pelos adultos também pode ajudar ainda a combater a depressão, a quarta principal causa de morte no mundo atualmente, mas que poderá vir a ser a segunda em 2020, conforme informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), depois do infarto do miocárdio.

Café

Fonte: www.bombeiros.mt.gov.br

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Cabeludinha

Cabeludinha

Cabeludinha

Nome Popular

Cabeluda, cabeludinha.

Nome Científico

Eugenia tomentosa

Família Botânica

Myrtacea

Características Gerais

Árvore com cerca de 8 m de altura. Ramos eretos, glabros, escuros e flexíveis. Partes jovens da planta recobertas por pêlos brancos. Folhas opostas, na cor verde-escura, pecíolos curtos, elípticas e agudas nas duas extremidades com glândulas translúcidas na folha, num único ou poucos planos de inserção, de 4 a 7 cm de comprimento, nervura da face inferior saliente.

Flores brancas, pequenas e numerosas. Fruto baga, de forma quase globosa, coroado por uma cicatriz de restos da flor, casca grossa, na cor amarelo-canário, pubescente, possui uma ou duas sementes grandes, polpa suculenta e sementes com sabor adstringente.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Cabeludinha

Nome científico

Myrciaria glazioviana (sinonímia: Eugenia cabelludo variedade glazioviana, Plinia glomerata, Paramyrciaria glazioviana)
Família: Mirtáceas

Nome comum

Cabeludinha

Origem

Brasil (nativa dos estados do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e de São Paulo)

Descrição e característica da planta

Arbusto perene de 2 a 4 metros de altura, nas partes novas nota-se a presença de pêlos brancos (penugem), forma uma copa bonita e compacta. As folhas são verdes, coriáceas, alongadas com 6 a 11 centímetros de comprimento, formadas dois a dois e opostas nos ramos, a nervura principal é saliente na face inferior e as margens do limbo recurvadas para baixo. O pecíolo (haste liga o limbo foliar ao caule) é curto. As flores são brancas, pequenas, hermafroditas (têm os dois sexos na mesma flor), autoférteis, formadas em grande quantidade, em gluméluras e axilares (região da inserção da folha no ramo).

O florescimento ocorre no período de maio a junho. Os frutos maduros são globosos, casca grossa, cor amarela-canário, a polpa é translúcida, suculenta, doce e levemente ácida (adstringente). Em cada fruto contem 1 a 2 sementes grandes. As condições favoráveis ao bom desenvolvimento e frutificação são: clima ameno a quente, solos férteis ricos em matéria orgânica e boa disponibilidade de água durante o ano. A propagação é feita por sementes e pode ser feita por enxertia. Existem materiais mais produtivos que outros, bem como no tamanho e no sabor dos frutos.

Produção e produtividade

O início da frutificação ocorre 2 a 4 anos após o plantio no local definitivo. Não existe informação sobre a produtividade, pois a planta é pouca conhecida pelo grande público e não muito difundida no meio rural.

Utilidade

O fruto é comestível ao natural, apresenta um sabor agradável, levemente ácido e muito rico principalmente em vitamina C. Pode ser usado no preparo de sucos e geléias. A planta, pela sua bela arquitetura, pode ser usada nos trabalhos de paisagismo de praças, jardins e na recuperação da vegetação de áreas degradadas.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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Nome Popular: Cabeluda, cabeludinha.
Nome Científico: Eugenia tomentosa
Família Botânica: Myrtacea

Características Gerais

Árvore com cerca de 8 m de altura. Ramos eretos, glabros, escuros e flexíveis. Partes jovens da planta recobertas por pêlos brancos. Folhas opostas, na cor verde-escura, pecíolos curtos, elípticas e agudas nas duas extremidades com glândulas translúcidas na folha, num único ou poucos planos de inserção, de 4 a 7 cm de comprimento, nervura da face inferior saliente. Flores brancas, pequenas e numerosas. Fruto baga, de forma quase globosa, coroado por uma cicatriz de restos da flor, casca grossa, na cor amarelo-canário, pubescente, possui uma ou duas sementes grandes, polpa suculenta e sementes com sabor adstringente.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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Burirti

Nome popular: carandá-guaçu; coqueiro-buriti; palmeira-do-brejo; miriti
Nome científico: Mauritia flexuosa L
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Regiões brejosas de várias formações vegetais.

Buritizeiro

Buriti

Características da planta

Palmeira de porte elegante com estipe ereto de até 35 m de altura. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloração amarelada, surgem de dezembro a abril.

Fruto

Elipsóide, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas brilhantes. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amêndoa comestível. Frutifica de dezembro a junho.

Cultivo

Ocorre naturalmente isolada ou em grupos, de preferência nos terrenos pantanosos, sendo por isso denominada Palmeira-do-brejo, Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda-Meã, Buriti Comprido, Vereda-da-Vaca-Preta, Vereda-Grande, Buriti-do-Á, Vereda do Ouriço-Cuim, Buriti-Pintado, Veredas-Mortas, Córrego do Buriti-Comprido...

Os buritis e as veredas do Brasil central, imortalizados na obra literária de Guimarães Rosa, de onde tantas e tão verdadeiras expressões, são parte indissociável dos chapadões recobertos pelos domínios dos cerrados.

Por onde passa um rio, riacho ou ribeirão, em suas margens, em meio aos campos tropicais do cerrado e nos, assim chamados, "lavrados" dos campos de Boa Vista em Roraima - enclaves de vegetação semelhante à do Brasil central em meio à floresta tropical - florescem as matas de galeria e, nelas, os buritis.

Um pouco além da mata, ladeando-as, as veredas bem marcadas de areias claras e vegetação mais rasteira.

Na relva densa e rica das veredas, circundadas em geral por campos limpos, destaca-se majestosamente o buriti: palmeira de estipe elegante e ereto, encimado por folhas enormes e brilhantes. Suas folhagens, abertas em forma de estrela, formam uma copa arredondada, uniforme e linda, vista de baixo sob o céu azul e limpo.

Vistas ao longe, essas matas onde se destacam os buritis, são indício seguro de que por ali existe um curso d'água, descanso e alimento para o sertanejo e para o caboclo: terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, recobertos por extensos buritizais escondem, por entre seus meandros, as águas correntes.

Por onde passam, são as águas que carregam e espalham as sementes da palmeira buriti.

Do buriti - "verde que afina e esveste, belimbeleza", como diz o Riobaldo de Guimarães Rosa - já foi dito, e muitas vezes reafirmado, desde que aqui chegaram os primeiros europeus com seus viajantes e naturalistas, que se trata da mais bela palmeira existente.

Mais do que isso, nas regiões onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde o homem local, herdeiro da sabedoria dos indígenas nativos, aprendeu a retirar parte essencial de seu sustento.

Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, são apanhados lá no alto, cortados no talo com facão bem afiado para não machucar a palmeira.

Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.

Dos frutos do buriti - um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duras escamas que vão escurecendo conforme amadurecem - aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer aquelas escamas por imersão em água morna ou abafamento em folhas ou em sacos plásticos.

E é com ela que são preparados os doces e outros sub-produtos tradicionais. São eles.

O moreno doce caixinhas de delicada marcenaria, na confecção das quais não se utiliza outro material a não ser a própria madeira do buriti; afarinha de buriti, produzida a partir da parte interna do estipe da palmeira; as raspas de buriti, obtidas a partir da secagem ou desidratação ao sol da polpa do fruto raspada; a paçoca de buriti, quando se misturam, às raspas, um pouco de farinha de mandioca e de rapadura. Todos eles, alimentos resistentes ao tempo durante a estiagem, quando outros alimentos rareiam.

A polpa pode, também, ser congelada e conservada por mais de ano, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitamina C, invenções e descobertas modernas, muitas delas desenvolvidas nos centros de pesquisa da EMBRAPA.

O buriti, no entanto, não fornece alimento apenas ao homem.

Conta-se que, quando é safra de buriti, certos animais comem tanto e com tanta voracidade que se tornam pesados e fáceis de alcançar.

É o caso do porco-montado de Roraima, espécie de porco doméstico que vive no mato, que nessa época fica com as gorduras tingidas pela cor amarelo forte do buriti.

Mas o buriti é ainda muito mais do que puro alimento para homens e animais. De sua polpa, por exemplo, a população regional extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta.

Com as folhas crescidas - ou "palhas", como diz o homem regional -, com suas fibras e com seus brotos, segundo descrição de Carmo Bernardes, pode-se fazer de tudo: "a caroça de vedar chuva, o tapiti de espremer massa de mandioca, o paneiro de empaiolar farinha, uma gradação de balaios... as esteiras, as mantas, as redes de dormir, as cordas, as urupemas, os abanos e chiconãs de carregar galinha..."

Por fim, segundo Pio Corrêa, o estipe do buriti fornece, por incisão, um líquido adocicado e agradável com o qual se mata a sede. Fermentado, esse mesmo líquido se transforma em uma bebida conhecida por "vinho de buriti".

Por sua beleza e por propiciar tantos bens aos homens e aos animais - que também sabem apreciar e se fartar de seus frutos - o buriti foi a palmeira que mais encantou os naturalistas Spix e Martius quando, pela primeira vez, encontraram-se no interior das terras brasileiras.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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Buritizeiro

Buriti

É a mais alta e elegante das nossas palmeiras. Os frutos castanho-avermelhados e revestidos com escamas apresentam uma polpa bem amarela, encobrindo a amêndoa comestível. Da polpa adocicada se faz vinho, sorvete e doce. O broto terminal é saboroso palmito.

Das folhas se fazem ripas, jangadas e cobertura de ranchos, e das fibras se tecem esteiras e redes.

Do buriti também se extrai o óleo usado para fritura, fabricar sabão, acender lamparina. O óleo ainda é protetor solar e desodorante.

Fonte: www.unicamp.br

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A palmeira de mil e uma utilidades

Buriti

O buriti (Mauritia flexuosa) é uma das mais singulares palmeiras do Brasil.

O buriti é uma espécie abundante no Cerrado e um indicativo infalível da existência de água na região.

Como o Cerrado é rico em água, lá estão os buritis, emoldurando as veredas, riachos e cachoeiras, inseridos nos brejos e nascentes. A relação com a água não é à toa.

Ao caírem nos riachos, os frutos de seus generosos cachos são transportados pela água, ajudando a dispersar a espécie em toda a região. Os frutos também servem de alimento para cutias, capivaras, antas e araras, que colaboram para disseminar as sementes. Na natureza, tudo funciona na base da cooperação mútua.

Os buritis também embelezam a paisagem do Cerrado e são fonte de inspiração para a literatura, a poesia, a música e as artes visuais.

Fonte: www.ispn.org.br

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Buriti

O buriti é fruto da palmeira conhecida localmente como árvore da vida, assim chamada por ser possível utilizar praticamente tudo dessa espécie.

A polpa dos frutos é utilizada para fazer doces e sorvetes, além de ajudar na recuperação da pele queimada ou machucada. As sementes são utilizadas para fazer colares e outras jóias da floresta. As folhas trançadas cobrem as casas e até do caule se extrai um líquido que substitui o açúcar.

O buriti é a maior fonte natural conhecida de carotenóides (pró-Vitamina A), já muito conhecidos por suas propriedades protetoras para a pele.

Estudos adicionais demonstram que o óleo também é muito útil para o cuidado dos cabelos, especialmente os danificados. O uso do óleo em condicionadores pode ajudar a recuperar a força e maleabilidade dos fios.

Entre os sucessos já lançados, destacam-se os produtos solares, pré e pós-solares e maquilagens. Japão, França e Estados Unidos parecem especialmente atraídos pela sua cor vermelha intensa.

Fonte: www.cosmeticosbr.com.br

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Nome popular: carandá-guaçu; coqueiro-buriti; palmeira-do-brejo; miriti
Nome científico: Mauritia flexuosa L
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Regioes brejosas de várias formaçoes vegetais.

Buriti

Características da planta

Palmeira de porte elegante com estipe ereto de até 35 m de altura. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores em longos cachos de até 3 m de comprimento, de coloraçao amarelada, surgem de dezembro a abril.

Fruto

Elipsóide, castanho-avermelhado, de superfície revestida por escamas brilhantes. Polpa marcadamente amarela. Semente oval dura e amendoa comestível. Frutifica de dezembro a junho.

Cultivo

Ocorre naturalmente isolada ou em grupos, de preferencia nos terrenos pantanosos, sendo por isso denominada Palmeira-do-brejo, Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda-Mea, Buriti Comprido, Vereda-da-Vaca-Preta, Vereda-Grande, Buriti-do-Á, Vereda do Ouriço-Cuim, Buriti-Pintado, Veredas-Mortas, Córrego do Buriti-Comprido...

Os buritis e as veredas do Brasil central, imortalizados na obra literária de Guimaraes Rosa, de onde tantas e tao verdadeiras expressoes, sao parte indissociável dos chapadoes recobertos pelos domínios dos cerrados.

Por onde passa um rio, riacho ou ribeirao, em suas margens, em meio aos campos tropicais do cerrado e nos, assim chamados, "lavrados" dos campos de Boa Vista em Roraima - enclaves de vegetaçao semelhante a do Brasil central em meio a floresta tropical - florescem as matas de galeria e, nelas, os buritis.

Um pouco além da mata, ladeando-as, as veredas bem marcadas de areias claras e vegetaçao mais rasteira.

Na relva densa e rica das veredas, circundadas em geral por campos limpos, destaca-se majestosamente o buriti: palmeira de estipe elegante e ereto, encimado por folhas enormes e brilhantes.

Suas folhagens, abertas em forma de estrela, formam uma copa arredondada, uniforme e linda, vista de baixo sob o céu azul e limpo.

Vistas ao longe, essas matas onde se destacam os buritis, sao indício seguro de que por ali existe um curso d'água, descanso e alimento para o sertanejo e para o caboclo: terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, recobertos por extensos buritizais escondem, por entre seus meandros, as águas correntes.

Por onde passam, sao as águas que carregam e espalham as sementes da palmeira buriti.

Do buriti - "verde que afina e esveste, belimbeleza", como diz o Riobaldo de Guimaraes Rosa - já foi dito, e muitas vezes reafirmado, desde que aqui chegaram os primeiros europeus com seus viajantes e naturalistas, que se trata da mais bela palmeira existente.

Mais do que isso, nas regioes onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde o homem local, herdeiro da sabedoria dos indígenas nativos, aprendeu a retirar parte essencial de seu sustento.

Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, sao apanhados lá no alto, cortados no talo com facao bem afiado para nao machucar a palmeira.

Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.

Dos frutos do buriti - um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duras escamas que vao escurecendo conforme amadurecem - aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer aquelas escamas por imersao em água morna ou abafamento em folhas ou em sacos plásticos.

E é com ela que sao preparados os doces e outros sub-produtos tradicionais. Sao eles.

O moreno doce caixinhas de delicada marcenaria, na confecçao das quais nao se utiliza outro material a nao ser a própria madeira do buriti; afarinha de buriti, produzida a partir da parte interna do estipe da palmeira; as raspas de buriti, obtidas a partir da secagem ou desidrataçao ao sol da polpa do fruto raspada; a paçoca de buriti, quando se misturam, as raspas, um pouco de farinha de mandioca e de rapadura. Todos eles, alimentos resistentes ao tempo durante a estiagem, quando outros alimentos rareiam.

A polpa pode, também, ser congelada e conservada por mais de ano, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se, hoje em dia, diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentraçao de vitamina C, invençoes e descobertas modernas, muitas delas desenvolvidas nos centros de pesquisa da EMBRAPA.

O buriti, no entanto, nao fornece alimento apenas ao homem. Conta-se que, quando é safra de buriti, certos animais comem tanto e com tanta voracidade que se tornam pesados e fáceis de alcançar.

É o caso do porco-montado de Roraima, espécie de porco doméstico que vive no mato, que nessa época fica com as gorduras tingidas pela cor amarelo forte do buriti.

Mas o buriti é ainda muito mais do que puro alimento para homens e animais. De sua polpa, por exemplo, a populaçao regional extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta.

Com as folhas crescidas - ou "palhas", como diz o homem regional -, com suas fibras e com seus brotos, segundo descriçao de Carmo Bernardes, pode-se fazer de tudo: "a caroça de vedar chuva, o tapiti de espremer massa de mandioca, o paneiro de empaiolar farinha, uma gradaçao de balaios... as esteiras, as mantas, as redes de dormir, as cordas, as urupemas, os abanos e chiconas de carregar galinha..."

Por fim, segundo Pio Correa, o estipe do buriti fornece, por incisao, um líquido adocicado e agradável com o qual se mata a sede. Fermentado, esse mesmo líquido se transforma em uma bebida conhecida por "vinho de buriti".

Por sua beleza e por propiciar tantos bens aos homens e aos animais - que também sabem apreciar e se fartar de seus frutos - o buriti foi a palmeira que mais encantou os naturalistas Spix e Martius quando, pela primeira vez, encontraram-se no interior das terras brasileiras.

Utilidade: a planta tem muitas utilidades:

1) A polpa dos frutos é usada para extraçao de óleo comestível de cor avermelhada e no preparo de sorvetes, cremes, geléias, doces, licores e sucos contendo vitaminas A e C. Os frutos servem de alimentos para animais silvestres

2) As folhas, para confecçao de cordas, esteiras, redes de dormir, abanos, utensílios domésticos para espremer raspa de mandioca no preparo de farinha e artesanatos diversos

3) A estipe (tronco) é usada nas construçoes rurais e obtém-se, através de perfuraçoes, um líquido adocicado para a fabricaçao do vinho-de-buriti. O palmito dessa planta é comestível

4) Na arborizaçao de praças, parques e jardins.


Teores
Antes da extraçao
do óleo
Depois da extraçao
de óleo com hexano
sob refluxo
Umidade (%)
5,89
9,62
Cinzas (%)
5,33
4,03
Lipídios (%)
25,0
14,7
Proteínas (%)
5,90
5,34
Fibras (%)
*
27,6
* O teor de fibras é determinado após a extraçao de óleo

Fonte: www.facabiodiesel.com.br

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Nome científico: Mauritia flexuosa
Família: aracaceae

Buriti

Origem

Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominante no Brasil.

O Buriti é a designação comum a plantas dos gêneros da família das aracaceas (antigas palmáceas). Contudo o termo pode se referir ainda à Mauritia flexuosa, uma palmeira muito alta, do Norte da América do Sul, Venezuela e Brasil, predominantemente nos estados da região norte neste último país. Seu fruto é uma fonte de alimento privilegiada. Rico em vitamina A, B e C, ainda fornece cálcio, ferro e vitaminas.

Consumido tradicionalmente ao natural, o fruto do buriti também pode ser transformado em doces, sucos, picoleres e licores, sobremesa de paladar peculiar e na alimentação de animais. O óleo extraído da fruta tem valor medicinal para os povos tradicionais do Cerrado que o utilizam como vermífugo, cicatrizante e energético natural, também é utilizado para amaciar e envernizar couro.

Muito utilizado na cosmética como, hidratante, humectante, protege a pele contra os raios nocivos do sol, como óleos pós banho, shampoos, filtro solar, sabonetes, além de dá cor, aroma e qualidade a diversos outros produtos de beleza.

Fonte: www.aromasdafloresta.com.br

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Mauritia flexuosa L. f.

“Morety he outro modo de palma mto comprida e no alto tem hua roda q faz cõa folhada e dá hus cachos de coquos mto grandes ... a fructa se come.”
C.Lisboa 1631, em “Animais e Árvores do Maranhão”

No bioma Cerrado é a espécie que caracteriza as veredas, marcante fitofisionomia da região, ocorrendo também em matas de galeria e ciliares, podendo formar densos buritizais.

Para além dos domínios do Cerrado, corre em toda a Amazônia e Pantanal, sobre solos mal drenados, em áreas de baixa altitude até 1000m, sendo considerada a palmeira mais abundante do país.

Buritizeiro

Buriti

Produz anualmente grande quantidade de frutos, que podem ser consumidos ao natural, na forma de sucos, sorvetes, doces ou desidratados.

Segundo Rafael Teixeira, guia na Chapada dos Veadeiros especializado em flora e avifauna do Cerrado, os frutos integram a dieta de mamíferos como a cutia, a capivara e a anta, e de aves como a arara.

Em algumas cidades no Piauí, como Dom Expedito Lopes, o doce do buriti é fabricado e embalado em caixinhas feitas a partir do talo (pecíolo) de folhas do próprio buriti. O doce é comercializado em feiras do Distrito Federal e Goiânia.

“As mulheres guerreiras, senhoras de seu corpo, são como a palmeira do murity, que rejeita o fructo antes que elle amadureça e o abandona á correnteza do rio.”
J. Alencar 1874

A espécie possui íntima relação com a água, que atua na dispersão de seus frutos e auxilia na quebra da dormência das sementes.

O viveirista Julmar Andrade, o "Mineiro", recomenda que antes do plantio devemos deixar as sementes do buriti de molho durante 30 dias, trocando a água todos os dias. O procedimento quebra a dormência das sementes e promove uma homogeneização na germinação do lote.

Os pecíolos (talos) e a palha de suas folhas são muito utilizados na cobertura de casas e ranchos, bem como no artesanato regional, para a confecção de cestos e móveis.

“...palmeira denominada brutíz, que he alta, e grossa com folhas de mais de sete pés de comprimento: do seu fructo fazem os índios, e ainda os antigos certanistas um vinho, que se asemelha ao da videira na cor e gosto.”
Casai 1817, em Corografia Brasílica

O uso medicinal está associado ao óleo extraído da polpa dos frutos, com propriedades energéticas e vermífugas.

Rico em pró-vitamina A (500 000 UI), com índice de 300mg/100g, o óleo é usado contra queimaduras na pele, provocando alívio imediato e auxiliando na cicatrização. O óleo absorve radiações no espectro ultra-violeta, sendo um eficiente filtro solar Tem sido empregado recentemente pela indústria cosmética entrando na composição de sabonetes, cremes e xampus.

Palha de buriti
Banquinho-baú de madeira e palha de buriti, ao lado de vaso de cerâmica marajoara e da pastor alemão Terra.

Composição química e valor energético de 100g da polpa do Buriti

Calorias 114,9
Glicídios (g) 2,16
Proteínas (g) 2,95
Lipídios (g) 10,50
Ca (mg) 158
P (mg) 44
Fe (mg) 5,00

Vitaminas

A (mcg) 6.000
B1 (mcg) 30
B2 (mcg) 230
C (mcg) 20,8
Niacina (mcg) 0,700

Bibliografia consultada

ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. , 1998. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMPRAPA-CEPAC.

Cunha, Antônio Geraldo da, 1924. Dicionário Histórico das palavras portuguesas de origem tupi / Antônio Geraldo da Cunha; prefácio-estudo de Antônio Houaiss. 4 ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasíla: Universidade de Brasília, 1998.

Lorenzi, H. et al., 2004. Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.

Silva, D.B. da; et al., 2000. Frutas do Cerrado. Brasília: Emprapa Informação Tecnológica

Fernando Tatagiba

Fonte: www.biologo.com.br

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Nome popular: BURITI
Nome científico: Mauritia flexuosa L.
Família botânica: PALMAE

Buriti

Pertencente a família das palmáceas, o buriti (Mauritia vinifera e M. flexuosa) é encontrado principalmente na área central do Brasil até o sul da planície amazônica.

Podendo alcançar até 35 m de altura, suas folhas grandes, formam uma bela copa.

Suas flores tem a cor amarelada e normalmente aparecem no início do ano.

Seus frutos são avermelhados,cobertos por uma escama de cor avermelhada e lustrosa.. A polpa amarela cobre sua semente oval que é bastante dura. Frutifica de dezembro a junho. Exigente quanto à grande quantidade de água por perto, a presença do Buriti é uma boa indicação de um solo úmido com algum curso d'água por perto.

Geralmente, o Buriti se utiliza das águas correntes para levarem e espalharem as sementes de sua palmeira. Planta perenifólia, heliófita e higrófita, encontrada em várias formações vegetais, porém invariavelmente em áreas brejosas ou permanentemente inundadas. É particularmente frequente nas baixadas úmidas de áreas de cerrado do Brasil Central, em agrupamentos quase homogêneos, conhecidos como Veredas de Buritizais.

Produz grande quantidade de frutos, chegando a produzir cerca de 3 toneladas de cocos que são avidamente consumidos por diversos animais.

O Buriti também é conhecido por sua grande capacidade de renovação celular. Funciona como um excelente esfoliante natural, removendo as células mortas e proporcionando vitalidade à pele.

É muito usado em produtos pós-sol. Nas regiões pesqueiras da Amazônia o óleo de Buriti é utilizado pelos pescadores após longas horas de trabalho. Como eles se expõem muito ao sol, utilizam o óleo que alivia e revitaliza a pele.

Em tupi-guarani seu nome pode significar: "aquele que contém água", ou "a árvore que emite líquidos", ou ainda, "a árvore da vida". Consagrada pelos índios por se aproveitar tudo dela, o que era de grande utilidade aos índios.

Os moradores do cerrado brasileiro, e toda a região onde o Buriti se encontra têm grande estima por ele, principalmente pelo fato de se aproveitar praticamente tudo.

Veja alguns exemplos:

Dos seus frutos, se tira a polpa e dela é extraído um óleo comestível com alto índice de vitamina C, vitamina A, além de possuir um alto valor nutritivo.

O fruto do Buriti descascado deve ser ralado e essa massa colocada para ferver. Na fervura, um óleo dourado começa a boiar e é cuidadosamente retirado para uso, principalmente, culinário.

Seu óleo é riquíssimo em ácidos graxos, e pode dar à pele um toque macio e acetinado.

Este óleo também pode ser utilizado contra queimaduras, pois ele proporciona um enorme alívio, além de ser cicatrizante.

O óleo ainda produz um potente vermífugo.

A polpa é utilizada para a produção de sorvetes, cremes, geléias, licores entre outros alimentos.

Também se utiliza o palmito do Buriti, comido refogado; ou faz-se doce.

Das raízes faz-se remédio.

Sua madeira, pesada e dura, é utilizada para se fazer esteios e colunas para casa e currais.

O tronco rachado ao meio é muito utilizado na construção de calhas.

As folhas são usadas para algumas coberturas (telhados), esteiras, peneiras, móbiles, entre outros produtos artesanais.

Seus talos são usados para a fabricação de móveis domésticos.

A incisão da inflorescência, antes de desabrocharem as flores, fornece um líquido adocicado que, se fermentado, se transforma no "vinho de buriti", podendo este ser preparado também do mesocarpo do fruto, de onde se fabrica o famoso doce de buriti.

A medula do tronco fornece uma fécula semelhante ao sagu.

Composição

Proteínas: 1,8g/100g
Gordura: 11,2g/100g
Carboídratos: 20,4g/100g
Fibras: 7,9g/100g
Calorias: 189,6kcal
Zinco: 0,63mg/100g

Fonte: www.bairroburitis.com

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Brejauva

Classificação Taxonômica

Classe: Liliopsida (Monocotiledônea)
Família: Arecaceae (Palmae)
Gênero: Astrocaryum
Espécie: Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Brurret

Brejaúva

O gênero Astrocaryum Myer

45 espécies nas Américas 31 espécies no Brasil maioria na região amazônica suas espécies fornecem a partir de suas folhas, em especial dos folíolos, uma fibra fina e resistente conhecida como “TUCUM”.

O tucum é utilizado para a confecção de redes de descansar, de pesca ou ainda para fazer cordas e sacolas.

Brejaúva

Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Brurret

Nomes populares

Ariri, Ariri-açu, Coco-airi, Iri, Tucum-verdadeiro, Brejaúba e Brejaúva.

Distribuição geográfica

Bahia até Santa Catarina e Minas Gerais, na floresta perenifólia costeira e nas áreas abertas.

A madeira da Brejaúva é conhecida como “marfim vegetal” em função da sua dureza e resistência que se assemelha à de um osso.

Brejaúva

Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Brurret

Nomes populares

Ariri, Ariri-açu, Coco-airi, Iri, Tucum-verdadeiro, Brejaúba e Brejaúva.

Distribuição geográfica

Bahia até Santa Catarina e Minas Gerais, na floresta perenifólia costeira e nas áreas abertas.

A madeira da Brejaúva é conhecida como “marfim vegetal” em função da sua dureza e resistência que se assemelha à de um osso.

Uso econômico

1) potencial paisagístico, apesar de muito agressiva com espinhos negros, brilhantes, achatados que alcançam 11 ou até 20 cm de comprimento

2) ripas para construção

3) na confecção de arco e flechas pelos indígenas

4) o endosperma do fruto verde é líquido e usado como bebida, medicinalmente como laxativo, para tratamento de certas doenças causadas por fungos, além de apresenta atividade vermífuga

5) suas folhas são usadas para fazer vassouras e chapéus

Uso econômico na região de Registro

1) confecção de artesanato (esculturas e ornamentos)

2) utensílios domésticos (colheres, garfos, “hashi”, etc)

Bibliografia consultada

BONDAR, G. Palmeiras do Brasil. Instituto de Botânica, Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, Boletim no. 2, junho – 1964. BORN, G.C.C. & RODRIGUES, E. A Beleza da Mata Atlântica em Arte. Vitae civilis – instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz, São Paulo. 1998. JOLY, A.B. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. Editora Nacional, são Paulo. 1983. LORENZI, H.; SOUZA, H.M.; MEDEIROS-COSTA, J.T.; CERQUEIRA,, L.S.C.; BEHR, N. Palmeiras no Brasil. Editora Plantarum, Nova Odessa, 1996. MEDEIROS-COSTA, J.T. Flora Fanerogâmica da Ilha do Cardoso (São Paulo, Brasil) – Arecaceae (Palmae) In M.M.R.F. de Melo (ed.), flora Fanerogâmica da Ilha do Cardoso v.10, p. 57-75. 2003. RIZZINI,C.T. & MORS, W. Botânica Econômica Brasileira. Âmbito Cultural Edições Ltda., Rio de Janeiro. 1995.

Fonte: www.registro.unesp.br

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Brejaúva

Brejaúva

Brejaúva

Brejaúva

Nome cientifico

Astrocaryum aculeatissimum Família: Arecaceae Nomes populares: Palmeira brejaúva

Onde é encontrada

Encontrada com pouca freqüência, especialmente dentro de matas fechadas, no sub-bosque, preferindo áreas alagadas ou úmidas. Eu a vejo no Parque Florestal do Rio Doce.

Características

Palmeira de pequeno a médio porte, 3 a 8 metros de altura, tronco coberto de espinhos muito finos e agudos. tem folhas prateadas no lado de baixo, frutos redondos, quando verdes contem pequena polpa e água no interior, como o Coco da Bahia. Maduros ficam roxos e tem castanha comestível.

Utilidades

Não detectado.

Época de floração e frutificação

Frutos de Novembro a Dezembro.

Fonte: www.arvores.brasil.nom.br

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Astrocaryum aculeatissimum

Brejaúva

Ocorrência

Do sul da Bahia a Santa Catarina

Outros nomes

Ariri, ariri açu, coco airi, brejaúba, iri, tucum verdadeiro

Características

Possui vários estipes agregados ou raramente solitários, com 4 a 8 m de altura e 12 a 15 cm de diâmetro, densamente revestidos de longos acúleos, fortes e pretos, com 6 a 8 cm de comprimento. Tais espinhos produzem um bonito desenho e conferem à brejaúva um aspecto ao mesmo tempo ornamental e agressivo. Coroa foliar com 10 a 20 folhas que medem de 2 a 3 m de comprimento, com folíolos são lanceolados, pinas regularmente distribuídas e inseridas no mesmo plano, com uma coloração verde-escura na face superior e verde-clara na face inferior. A bainha é fibrosa e aculeada. É uma planta monóica, com inflorescência interfoliar, pêndula, de 50 cm de comprimento e flores amarelo-creme, protegida por uma espata coriácea revestida de espinhos. Os frutos chegam até a 6 cm de comprimento por 3,5 cm de diâmetro, são ovóides, cobertos por uma pilosidade acastanhada e apresentam uma saliência apical bem definida, abrigando sementes de coloração vermelha.

Habitat

Mata Atlântica exceto em áreas de manguezais

Propagação

Sementes ou divisão das touceiras

Utilidade

As fibras das folhas são usadas na produção de vassouras e chapéus, e o estipe, muito duro, em ripas e bengalas. O endosperma líquido do fruto jovem tem propriedades medicinais, sendo usado como laxativo e contra a icterícia, e, no fruto maduro, o endosperma carnoso é indicado como vermífugo.

Os frutos da brejaúva consistem em cocos pequenos que, quando consumidos ao natural, funcionam como uma espécie de brinquedo de comer, uma gostosa e nutritiva distração. Além disso, ficaram famosas as brincadeiras inventadas com piões de corda produzidos artesanalmente com o coco-brejaúva, o que faz dessa palmeira uma produtora natural de passatempos. A madeira é muito dura e resistente podendo ser utilizada na produção de pequenos objetos de marcenaria fina.

Florescimento – dezembro a fevereiro
Frutificação – julho a dezembro
Ameaças – destruição do habitat

Fonte: www.vivaterra.org.br

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Brejaúva

Fruto da palmeira típica da mata Atlântica. Sua amêndoa é parte da alimentação das populações de algumas regiões do Sudeste do Brasil.

No valo do Paraíba e em algumas cidades do litoral de São Paulo, os cachos de coco-brejaúva são vendidos nas feiras livres.

O 'coquinho", como é conhecido, foi imortalizado por Monteiro Lobato no Sítio do Pica-pau Amarelo.

Fonte: www.receitasculinarias.net

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Nome científico: Astrocaryum aculeatissimum
Família: das Arecáceas (sinonímia: Palmas)
Nome comum: brejaúva, ariri, coco-airi, tucum-verdadeiro
Origem: Brasil: Mata Atlântica

Brejaúva

Descrição e característica da planta

É uma palmeira que ocorre principalmente na mata atlântica e em capoeiras que vão do estado da Bahia até Santa Catarina. As palmeiras do gênero Astrocaryum caracterizam-se por apresentar muitos espinhos no seu tronco (estipe). A planta atinge até 10 metros de altura, forma touceira de 1 a 10 estipes (troncos) quando se desenvolve fora da mata, contém acúleos (espinhos) com 5 a 8 centímetros de comprimento. Folhas – longas, com 2 a 3 metros de comprimento cada uma, com muitas pinas (folíolos alongados) emitidas lateralmente no mesmo plano ao longo da nervura central (raque). Cor – verde-escura na face superior e verde-clara na inferior.

Flores

Pequenas, em cachos, protegidas por bráctea ou espata (estrutura membranosa dura que envolve a inflorescência na fase inicial) coberta de acúleos e pêlos rígidos. Frutos – ovóides ou piriformes com 5 a 6 centímetros de comprimento por 3 a 4 centímetros de diâmetro, revestidos de pêlos rígidos. A cor da casca é variável de marrom a vermelha. Propagação – divisão das touceiras ou por sementes.

Produção e produtividade

Não existem dados sobre a produtividade, pois os frutos não são comercializados.

Utilidade

A polpa dos frutos maduros e a amêndoa podem ser consumidas ao natural. As folhas são úteis na confecção de vassouras, chapéus e de artesanatos diversos. A planta pode ser usada nos trabalhos de paisagismo pelo visual que chama atenção através de seus espinhos de aparência agressiva, mas também ornamental.

Fonte: globoruraltv.globo.com


Bilimbi

Nome popular: bilimbim; biri-biri; limão-de-caiena; azedinha
Nome científico: Averrhoa bilimbi L.
Família botânica: Oxalidaceae
Origem: Ásia.

Bilimbi

Características da planta

Árvore de até 15 m de altura, tronco com casca lisa e escura. Folhas formadas por muitos folíolos, pilosos. Flores pequenas, vermelho-claras, aromáticas, presas aos ramos e tronco.

Fruto

Alongado, levemente sulcado, superfície lisa de coloração verde-amarelada. Polpa amarelo-clara envolvendo 2 sementes, elípticas e brancas. Frutifica de setembro a novembro.

Cultivo

indicada para regiões tropicais

O bilimbi é uma fruta muito próxima da carambola. Pouco menor do que esta e um pouco mais esverdeado, o bilimbi difere da outra basicamente por seu formato mais alongado e por apresentar o conhecido aspecto de estrela menos definido. Sua polpa firme e seu suco abundante contem, também como a carambola, altos teores de vitamina C e de ácido oxálico.

Verde ou maduro, ao contrário da carambola, o bilimbi é, quase sempre, considerado muito ácido e amargo para ser comido cru. Processado, salgado ou doce, o bilimbi tem os mesmos usos que a carambola: quando verde, serve para a confecção de conservas em pickles; quando maduro, aplica-se muito bem em receitas de geléias e compotas. Na culinária oriental o bilimbi é, também, bastante empregado como ingredientes no preparo de variados pratos salgados.

Segundo Pio Corrêa, o bilimbi nunca foi encontrado em estado silvestre sendo sua pátria, portanto, desconhecida como a da caramboleira. Supõe-se que ele deva ser originário do sudeste asiático, das ilhas da região da Malásia, onde até hoje é bastante produzida e comercializado.

Esse nome - bilimbi - é, aliás, uma simplificação da nome dado à fruta naquela região - blimbling asem que, por sua vez, é também semelhante ao nome dado à carambola por ali - bimbling manis - onde asem significa amargo, e manis, doce. Em inglês, o bilimbi é conhecido como cucumber tree fluit - significando, literalmente, a fruta da árvore do pepino - talvez uma referência ao fato de seu sabor e de sua aparência lembrarem os de um pequeno pepino.

Na Amazônia, onde se aclimatou muito bem, a bilimbi teria sido introduzido via Caiena, região das Guianas de onde viria o nome limão-de-caiena pela qual também é conhecido.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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Bilimbi

Nome Científico

Averrhoa bilimbi L.

Família

Averrhoaceae

Origem e dispersão

O bilimbizeiro é originário do Sudeste Asiático e foi provavelmente introduzido no Brasil pela região Amazônica através de Caiena, de onde vem o nome limão-de-caiena.

Características

A árvore alcança até 10 m de altura, possui folhas alternas, pinadas, compostas por 5 a 16 pares de folíodos oblongos. Os frutos são bagas elipsóides, de 5 a 8 cm de comprimento e 2 a 4 cm de diâmetro, nascem agrupados no tronco e ramos lenhosos da planta.

Clima e Solo

Semelhante à caramboleira, é uma árvore relativamente adaptável a diversas condições climáticas, preferindo áreas com temperaturas médias de 25ºC, sem geadas, e precipitação pluviométrica acima de 1000 mm, bem distribuída.

Propagação

A propagação pode ser feita por sementes ou por enxertia, levando 5 a 6 anos para produzir no primeiro caso.

Variedades

Há variedades que produzem frutos com menor acidez, os quais podem ser consumidos crus.

Utilização

O fruto é considerado muito ácido para consumo ao natural. Geralmente é processado salgado ou doce para confecção de conservas em picles, condimentos, molhos e preservativos. Quando maduro é utilizado em geléias e compotas. Constitui boa fonte de vitamina C.

Fonte: www.todafruta.com.br

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Bilimbi

Nome popular

Bilimbim; biri-biri; limão-de-caiena; azedinha

Nome científico

Averrhoa bilimbi L.

Família botânica

Oxalidaceae.

Características da planta

Árvore de até 15 m de altura, tronco com casca lisa e escura. Folhas formadas por muitos folíolos, pilosos. Flores pequenas, vermelho-claras, aromáticas, presas aos ramos e tronco.

Fruto

Alongado, levemente sulcado, superfície lisa de coloração verde-amarelada. Polpa amarelo-clara envolvendo 2 sementes, elípticas e brancas. Frutifica de setembro a novembro.

Cultivo

Indicada para regiões tropicais

Origem e dispersão

O bilimbizeiro é originário do Sudeste Asiático e foi provavelmente introduzido no Brasil pela região Amazônica através de Caiena, de onde vem o nome limão-de-caiena.

O bilimbi é uma fruta muito próxima da carambola. Pouco menor do que esta e um pouco mais esverdeado, o bilimbi difere da outra basicamente por seu formato mais alongado e por apresentar o conhecido aspecto de estrela menos definido. Sua polpa firme e seu suco abundante contem, também como a carambola, altos teores de vitamina C e de ácido oxálico.

Verde ou maduro, ao contrário da carambola, o bilimbi é, quase sempre, considerado muito ácido e amargo para ser comido cru. Processado, salgado ou doce, o bilimbi tem os mesmos usos que a carambola: quando verde, serve para a confecção de conservas em pickles; quando maduro, aplica-se muito bem em receitas de geléias e compotas. Na culinária oriental o bilimbi é, também, bastante empregado como ingredientes no preparo de variados pratos salgados.

Segundo Pio Corrêa, o bilimbi nunca foi encontrado em estado silvestre sendo sua pátria, portanto, desconhecida como a da caramboleira. Supõe-se que ele deva ser originário do sudeste asiático, das ilhas da região da Malásia, onde até hoje é bastante produzida e comercializado.

Esse nome - bilimbi - é, aliás, uma simplificação da nome dado à fruta naquela região - blimbling asem que, por sua vez, é também semelhante ao nome dado à carambola por ali - bimbling manis - onde asem significa amargo, e manis, doce. Em inglês, o bilimbi é conhecido como cucumber tree fluit - significando, literalmente, a fruta da árvore do pepino - talvez uma referência ao fato de seu sabor e de sua aparência lembrarem os de um pequeno pepino.

Na Amazônia, onde se aclimatou muito bem, a bilimbi teria sido introduzido via Caiena, região das Guianas de onde viria o nome limão-de-caiena pela qual também é conhecido.

Clima e Solo

Semelhante à caramboleira, é uma árvore relativamente adaptável a diversas condições climáticas, preferindo áreas com temperaturas médias de 25ºC, sem geadas, e precipitação pluviométrica acima de 1000 mm, bem distribuída.

Propagação

A propagação pode ser feita por sementes ou por enxertia, levando 5 a 6 anos para produzir no primeiro caso.

Variedades

Há variedades que produzem frutos com menor acidez, os quais podem ser consumidos crus.

Utilização

O fruto é considerado muito ácido para consumo ao natural. Geralmente é processado salgado ou doce para confecção de conservas em picles, condimentos, molhos e preservativos. Quando maduro é utilizado em geléias e compotas. Constitui boa fonte de vitamina C.

Fonte: www.paty.posto7.com.br

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Baunilha

Baunilha

Baunilha

Planta trepadeira, originária das regiões tropicais do continente americano. Da família das orquídeas, é também usada como planta ornamental, de flores verde-amareladas, e cujo fruto é uma vagem alongada.

A baunilha é considerada uma especiaria por interferir de forma benéfica no sabor final da comida, além de permitir a conservação dos alimentos.

A baunilha, especiaria empregada mundialmente como aromatizante. É usada largamente na aromatização de sorvetes, chocolates, bebidas e produtos de confeitaria, além de ser também utilizada em perfumaria e, em pequena escala, como medicinal. Do interior da fava saem minúsculos grãos que exalam um cheiro perfumado, doce e delicado da baunilha autêntica. A substância química que dá o aroma da baunilha é a vanilina, que está presente nas essências em tomo de 1,5%.

Clima e solo

É planta de clima tropical, vegetando bem em regiões que apresentam temperatura média superior a 21ºC a precipitação anual de 1.500-2.500mm. Um período seco de aproximadamente dois meses é fundamental para induzir um bom florescimento. A baunilheira não deve ser plantada a pleno sol, pois não tolera fortes insolações e ventos diretos.O solo deve ser fértil, rico em matéria orgânica.

Cultivares

A cultivar mais plantada comercialmente é a Vanilla planifolia. Duas outras espécies, Vanilla. pompona e Vanilla tahitiensis, são pouco cultivadas e fornecem um produto de qualidade inferior.

Propagação e plantio

Ë feito por meio de estacas, cujo comprimento tem influência direta ao tempo necessário à iniciação do florescimento e frutificação. As estacas podem ser plantadas diretamente no campo e devem ter, no mínimo, 40cm de comprimento. Remover de 2 a 3 folhas na extremidade a ser plantada na cova de plantio, deixando para fora pelo menos 2 nós. Amarrar a porção das hastes acima do solo a suportes, até as raízes aéreas terem bom agarramento ao suporte ou tutor. As estacas podem ser armazenadas ou transportadas por até duas semanas. Para o plantio de 1.0 hectare serão necessárias de 1.000 a 1200 mourões. Plantar entre as árvores de sombra 6 x 4m plantando de 2 estacas por arvore-suporte ou estacão.

No Baixo Sul da Bahia o plantio é feito no período chuvoso, utilizando o espaçamento 3m x 1m em covas adubadas com matéria orgânica, com as dimensões de 30 cm em todas as direções, em seguida recomenda-se efetuar a amontoa. A adubação de manutenção é feita anualmente, com a aplicação de matéria orgânica em cobertura.

Tratos Culturais

As raízes da baunilheira são superficiais, por isso não se recomenda fazer capinas após o plantio. A prática da poda é bastante utilizada, corta-se a extremidade da planta à cerca de 10cm de comprimento entre janeiro a março para estimular a produção de inflorescências nas axilas das folhas dos ramos pendentes. Após a colheita, podar também podar as hastes velhas e fracas.

Trata-se de uma planta que necessita de sombreamento em torno de 50 a 70% de luminosidade. Recomenda-se o consórcio com frutífera perenes de valor econômico.

É necessário conduzir a planta a uma altura conveniente para facilitar polinizações e colheitas. Enrolar as hastes em torno dos galhos baixos das árvores que servem de suportes ou sobre tutores inertes de forma a ficarem pendentes.

Nos plantios comerciais, recomenda-se a polinização artificial a fim de aumentar a produção. Na Bahia a floração ocorre entre os meses de setembro a outubro. Geralmente, em plantas vigorosas, são polinizadas de 8 a 10 flores em cada inflorescência e 10 a 20 inflorescências em cada planta. O rendimento médio dessa prática varia de 800 a 900 polinizações diárias.

Baunilha

Colheita

A Colheita no Sul da Bahia ocorre de abril a julho, quando as cápsulas estão maduras com coloração mais claras, sem brilho. Isto ocorre cerca de 8 a 9 meses após a polinização. A planta inicia o florescimento no 3º ano após o plantio, dependendo do tamanho da estaca usada, e a máxima produção de flores é alcançada com 7anos após o plantio. A produtividade média dos plantios do Sul da Bahia é varia de 300 a 400kg de frutos beneficiados por hectare, quando a planta atinge 7anos de idade.

Beneficiamento

A maturação das favas ocorre entre 9 a 10 meses após a polinização, sendo os frutos colhidos quando mudam da cor verde verde-claro para verde-escuro. Os frutos passam por um processo de “cura” para que as favas possam desenvolver placas de cristais, onde se encontra a vanila. Para tanto as favas são desidratadas lentamente, sendo inicialmente imersas rapidamente em água aquecida com temperatura em torno de 70 C levando-as em seguida para secagem, por 4 a 6 dias ao sol, terminando à sombra em tabuleiros. A secagem em estufa dura em média 14 dias, enquanto a secagem ao sol é de 50 dias.

Comercialização

O principal mercado comprador da produção de baunilha do Sul da Bahia é o estado de São Paulo, sendo comercializado a um preço médio de US$ 250,00 por quilo.

Gilberto de Andrade Fraife Filho
José Basílio Vieira Leite
José Vanderlei Ramos

Fonte: www.ceplac.gov.br

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Baunilha

O que é a baunilha?

A baunilha é a vagem duma orquídea trepadeira (o único membro da família das orquídeas que dá fruto). São polinizadas manualmente e crescem em plantações onde o processo de cultivação pode levar até 6 anos (a colheita é feita só uma vez por ano). As vagens, de cor castanho escuro, longas e finas , contêm todo o aroma e sabor da planta da baunilha. Acabadas de colher não têm cheiro ou sabor mas depois de secas e curadas desenvolvem o aroma inconfundível associado à baunilha.

Onde cresce a baunilha?

A baunilha é cultivada só em 4 países: Madagascar, Indonésia, México e Tahiti se bem que uma quantidade limitada seja também cultivada em Uganda, Jamaica, Costa Rica e India. Madagascar produz cerca de 60 por cento da produção mundial pelo que é este país que designa o preço da produção mundial da baunilha no mercado aberto.

O valor da baunilha

A baunilha é de facto classificada como uma especiaria e a seguir ao açafrão e ao cardamomo é a terceira mais cara do mundo. A produção de baunilha obriga a mâo de obra intensiva - uma das razões que levou à expansão duma imitação que correntemente custa 10 por cento do preço da baunilha verdadeira.

O sabor da baunilha

O seu sabor pode variar dependendo do país de origem, do processo de cultivação, da maturidade da colheita e do processo de seca e cura usados.As vagens da baunilha são muito versáteis e podem ser usadas, não só para dar sabor a confeitarias, biscoitos, leite-creme, pudins e sorvetes mas também para melhorar o gosto de pratos salgados. Uma pitada de baunilha pode ser usada para temperar, por exemplo, sopas de legumes ou de peixe e melhorar molhos de salada.

O consumo da baunilha

Os Estados Unidos consomem mais de metade da baunilha mundial, pois é ainda o sabor favorito para gelados naquele país.

A conservação da baunilha

A baunilha deve ser conservada à temperatura ambiente e nunca no congelador ou em lugares frios.

Conservada no açucar e em recipiente fechado por 2 ou 3 semanas o açucar baunilhado pode ser usado em café e receitas variadas. Desta maneira as vagens de baunilha conservam-se por bem mais de um ano.

Fonte: www.ice-cream-recipes.com

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Baunilha

Baunilha

A Vanilla, Vainilla ou Baunilha, pertencente à família das Orquidáceas, é uma planta trepadeira, classificada em um gênero que congrega cerca de 50 espécies, todas de zonas tropicais. Linneu classificou-a inicialmente como Epidendrum, mas o botânico Scwartz (1799), mais tarde, passou-a para Vanilla.

É a única espécie de orquídea trepadeira.

Baunilha é a essência adocicada e aromática obtida dos frutos da orquídea Vanilla planifolia. Tanto o nome do gênero Vanilla como "baunilha" derivam do espanhol vainilla, que significa "pequena vagem", em alusão à forma do fruto.

Suas flores, de cerca de 15 centímetros de diâmetro, são na maioria, de coloração amarelo-canário, com labelo de cor mais carregada. Planta trepadeira, com hastes florais cilíndricas, de 2 centímetros de espessura e coloração verde, emite raízes adventícias de variável comprimento. Suas raízes descem até o solo à procura de alimento. Seus órgãos de fixação são cauliares, que aderem aos troncos e galhos das árvores, mantendo a planta segura.

Depois de 30 dias, as favas parecem estar quase murchas, mas isso somente se dá após 6 ou 7 meses, quando chega a sua inteira maturação. Quando maduras, é providenciada a colheita dos frutos. Eles chegam a ter de 20 a 25 centímetros de comprimento e 3 centímetros de grossura.

Existem muitas espécies, principalmente as procedentes da América e da Ilha de Madagascar. Nessa ilha, desde que os franceses ali se instalaram, cultivaram a baunilha em grande escala, auxiliados pelo governo. Em 1898, exportaram cerca de 8 toneladas desse produto.

É composta de óleo graxo e ácido benzóico. A vanilina tem propriedades excitantes. Favorece a digestão e admite-se ser afrodisíaca, antiespasmódica, emenagoga. Pode ser encontrada em tabletes, em pó, em tintura e em porção. É um dos excitantes mais agradáveis da matéria média e reputada afrodisíaca por excelência.

Atualmente existe um aromatizante obtido artificialmente que simula o aroma de baunilha. Por ter uma produção rápida e a baixo custo (enquanto a produção de baunilha natural depende da floração e frutificação da planta), tem substituído o aroma natural na indústria de alimentos. Entretanto, o aroma natural ainda é artesanalmente usado em chocolates, doces, sorvetes, bebidas e confeitaria.

Também é usada na perfumaria para a produção de essências para a fabricação de perfumes, sabonetes, talcos, cremes, etc.

Experiências feitas com hastes de baunilha introduzidas no âmago do tronco da bananeira mostraram que a planta se desenvolve com viço extraordinário e floresce logo no primeiro ano. Prova da semelhança da seiva que existe entre as duas plantas, servindo, deste modo, a bananeira como enxerto.

No Brasil, o Estado da Bahia é um de seus maiores produtores e a plantação é feita no período chuvoso com a máxima produção ocorrendo após 6/7 anos de cultivo.

Fonte: www.viaintegral.com

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Vanilla flagrans

Baunilha

Comenta-se que os espanhóis levaram quase todos os tesouros dos Astecas, menos um, a baunilha.

Esta era usada pelos Astecas para aromatizar uma bebida sagrada, que nada mais era que o chocolate. Os espanhóis tentaram levar a baunilha para ser cultivada na Espanha, mas por falta de insetos polarizadores não ocorria a formação das favas. Somente em 1836, quando o botânico Charles Morren conseguiu a polinização artificial, é que a baunilha se difundiu. Hoje a ilha de Madagáscar é responsável por cerca de 90% da produção mundial, que é calculada em cerca de 1.200 toneladas por ano.

Já no ano de 1510 a baunilha já era conhecida na Espanha e já estava sendo difundida pela Europa toda, e era muito bem aceita. A baunilha é uma planta que pertence à família das orquídeas, só aí já dá para perceber que se trata de um produto caro. Possui raízes grossas, que se apóiam em troncos para o seu desenvolvimento. As folhas são ovais e lanceoladas, de pecíolo curto e apresentam sulcos de sentido vertical de coloração verde mais escuro.

Possuem flores de coloração verde amarelada, e os furtos, que é a própria “fava” da baunilha, é alongado, medindo cerca de 20 a 25 cm de comprimento. O nome em castelhano é váina, que significa vagem, e acabou dando o nome de vainilla, e serviu de base para o nome do gênero. Devido o seu alto custo, produziu-se uma substância sintética chamada vanilina, mas que nem se aproxima do verdadeiro aroma de baunilha, isto devido à presença de outras substâncias que dão mais equilíbrio e intensidade ao aroma natural. No mercado americano a essência natural de baunilha ocupa cerca de 90% do mercado, enquanto a sintética fica com o restante. No Brasil provavelmente ocorre o contrário. Dizem que quando uma pessoa experimenta a baunilha nunca mais esquece seu aroma e sabor.

A baunilha é nativa do sudeste do México, da Guatemala e outras regiões da América Central. Hoje já está um pouco mais difundida, na ilha de Madagascar, nas Ilhas Reunião e Comores. Existem algumas espécies nativas do Brasil, mas que não possuem mercado, pois seu flavor é muito diferente.

Para que ocorra a colheita é indispensável a polinização artificial realizada manualmente. Colhem-se os frutos quando estes estiverem começando a amadurecer, quando sua ponta começar a amarelar. O processo de cura deve iniciar imediatamente, sendo este um processo lento, difícil, cheio de segredos, mas é o que determinará a qualidade da baunilha. O processo de cura é extremamente complicado e exige um grande conhecimento e paciência para obter os melhores resultados. Existem vários métodos que são muitas vezes guardados em segredos, mas o princípio básico é tratar inicialmente as favas com calor e deixá-las posteriormente em processo de transpiração ou “deixar suar”. Desta forma as favas vão perdendo água e inicia-se todo um processo de transformação química nos aromas, intensificando-os ainda mais.

A substância química que dá o aroma da baunilha é um aldeído chamado vanilina, que está presente nas essências em torno de 1,5%, ou no caso da essência produzida no Ceilão em quase 3%, que é sem dúvida a melhor. Para produzir esta essência colocam-se os frutos em maceração no álcool. Não confunda o termo essência empregado erroneamente para a baunilha, na verdade o que se prepara é uma tintura em álcool 90º.

Não se emprega a baunilha como medicamento, mas sim para aromatizar algum medicamento de gosto ruim, como xaropes e tinturas.

A descoberta da baunilha foi de um significado enorme para o mundo da gastronomia. Hoje qualquer doce fino utiliza este aromatizante natural, principalmente os que utilizam cremes e ovos. No Brasil, devido ao custo, as pessoas usam as essências artificiais, e dificilmente não vamos encontrar um pequeno frasco escondido em algum canto da geladeira. Mas em países europeus e nos Estados Unidos utilizam a essência natural, principalmente para sorvetes, doces, tortas.

Uma forma simples de preparar uma deliciosa tintura aromática para uso culinário é deixar macerando em meio litro de álcool 90º GL cerca de 15 gramas de baunilha picada. Quanto mais picada a vagem estiver, maior será a intensidade da tintura preparada. Deixar macerando por cerca de 15 a 20 dias, depois de coado deve-se armazenar em um frasco escuro ao abrigo do calor e da luz. Também pode-se preparar um açúcar vanilado, para adoçar café, leite, chocolates ou qualquer outra bebida ou doce. Pegue uma fava picada e misture em 2 quilos de açúcar e guarde em uma lata bem tampada. Os aromas da fava irão volatilizar e se misturarão ao açúcar. Experimente colocar a baunilha em um cafezinho, e se deixe levar pelos prazeres dos Astecas.

Ademar Menezes Jr

Fonte: www.alumiar.com

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